Live com Marlova Jovchelovitch Noleto no Youtube da Palas Athena
Reimaginar nossos futuros: um novo contrato social para a educação
Live com Marlova Jovchelovitch Noleto - Diretora e Representante da UNESCO no Brasil
Desde a sua fundação, há 80 anos, a UNESCO encomendou vários relatórios mundiais para repensar o papel da educação em momentos-chave de transformação da sociedade. O primeiro a ser lançado, em 1972, foi o Relatório Faure, seguido em 1996 pelo Relatório Delors. Em 2022, foi lançado o relatório da UNESCO “Reimaginar nossos futuros juntos”, elaborado pela Comissão Internacional sobre os Futuros da Educação, que parte de uma ideia fundamental: a educação é um bem público e um empreendimento comum. Isso significa que a educação não pode ser vista apenas como um investimento individual: ela é um compromisso coletivo.
Hoje, vivemos um período de profundas transformações. As guerras e os conflitos continuam presentes. A desigualdade permanece. A crise climática nos desafia. As tecnologias, especialmente a inteligência artificial (IA), estão alterando a maneira como produzimos e compartilhamos conhecimento. Ao mesmo tempo, vemos crescer a polarização, a intolerância e a dificuldade de escutar quem pensa diferente. Nesse contexto, uma das tarefas mais importantes da educação é justamente reconstruir a nossa capacidade de viver juntos.
O Relatório “Reimaginar nossos futuros juntos” nos convoca a tomar medidas urgentes para mudar o rumo, pois o futuro das pessoas depende do planeta, e ambos estão em risco. O Relatório propõe um novo contrato social para a educação, que visa reconstruir nossas relações uns com os outros, com o planeta e com a tecnologia. Esse novo contrato social é a nossa chance de reparar as injustiças do passado e transformar o futuro. Precisamos formar mentes críticas para tempos críticos, assim como repensar a nossa responsabilidade comum quanto ao futuro do planeta. O tema do 200º Fórum será o debate entre os futuros da educação, vista como um bem público comum, e os princípios da cultura de paz e do Manifesto 2000.
Na ocasião será exibido o vídeo "Paz, como se faz?, criado pela Pedagógica Editorial e Yes Comunica, com base no livro de mesmo nome, publicado pela UNESCO. O editor da obra e gestor da Pedagógica Editorial, Ophelis Françoso Jr., e as autoras Laura Roizman e Lia Diskin também participarão deste 200º Fórum de Cultura de Paz e Não Violência.
Essa atividade é gratuita.
Não é necessario fazer inscrição.
Basta acessar o YouTube da Palas Athena no dia do Fórum:
Youtube.com/PalasAthenaBrasil
Atividade acessível – Tradução em Libras
Marlova Jovchelovitch Noleto - Diretora e Representante da UNESCO no Brasil. É mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e doutora honoris causa pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Centro Universitário IESB). Foi bolsista da Fundação Kellogg para aprofundar seus estudos sobre filantropia, fundraising e terceiro setor, bem como da Eisenhower Exchange. Participou do curso sobre ahimsa (não violência) e sobre a filosofia de Gandhi na Fundação Birla House (New Deli, Índia), em 1987. Em 1988, Marlova aprofundou seus estudos sobre o Estado de bem-estar social na Suécia como bolsista da Federação Sueca de Assistentes Sociais e, em 1996, completou o treinamento executivo em Administração Pública no Instituto de Administração Pública de Nova Iorque (Estados Unidos). Em 1997, iniciou sua carreira nas Nações Unidas no UNICEF e em 1999 ingressou na UNESCO, tendo ocupado diversas posições antes de servir como Diretora e Representante da organização no Brasil. Em sua carreira acadêmica, de 1986 a 1996, foi professora universitária de Teoria e Metodologia do Serviço Social na PUCRS. Foi Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Marlova escreveu livros e artigos em revistas especializadas.

Esta iniciativa começou em 1999, quando um grupo de pessoas, movimentos e organizações sociais reuniu-se com a firme determinação de disseminar os 6 Princípios do Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-violência, elaborado por laureados com o Prêmio Nobel da Paz em 1998, por ocasião das celebrações dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foram angariados em torno de 500 mil compromissos ao Manifesto, em papel, sem que consigamos mensurar o quanto este esforço se desdobrou por meios eletrônicos. No Brasil, houve 14 milhões, e no mundo, cerca de 70 milhões de adesões aos 6 princípios do Manifesto 2000: Respeitar a vida, Rejeitar a violência, Ser generoso, Ouvir para compreender, Preservar o Planeta e Redescobrir a solidariedade. Nestes tempos tão voláteis, nos quais tudo chama a atenção e nada a retém, sem enraizamento e/ou extensão, o Comitê manteve fidelidade aos seus propósitos. Tornou-se referência quanto aos princípios e valores de uma Cultura de Paz, inspirou ações em todo o País desde o âmbito da sociedade civil até as esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os 8 eixos da Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz da ONU/UNESCO são as diretrizes fundantes: Cultura de Paz através da Educação; Economia Sustentável e Desenvolvimento Social; Compromisso com Todos os Direitos Humanos; Equidade entre Gêneros; Participação Democrática; Compreensão – Tolerância – Solidariedade; Comunicação Participativa e Livre Fluxo de Informações e Conhecimento; e Paz e Segurança Internacional.
A gestação de uma Cultura de Paz é um fato. Ela atende à necessidade vital de renovação e inovação na forma de sentir, pensar e ver; de avaliar nossas prioridades frente à diversidade de horizontes e consolidar a autonomia nos cenários local e global, aliando o poder criativo do humano ao princípio da interdependência que sustenta a rede de vida.




