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  • 200º Fórum de Cultura  de Paz e Não Violência

    Reimaginar nossos futuros: um novo contrato social para a educação
    Live com Marlova Jovchelovitch Noleto - Diretora e Representante da UNESCO no Brasil

     

    Desde a sua fundação, há 80 anos, a UNESCO encomendou vários relatórios mundiais para repensar o papel da educação em momentos-chave de transformação da sociedade. O primeiro a ser lançado, em 1972, foi o Relatório Faure, seguido em 1996 pelo Relatório Delors. Em 2022, foi lançado o relatório da UNESCO “Reimaginar nossos futuros juntos”, elaborado pela Comissão Internacional sobre os Futuros da Educação, que parte de uma ideia fundamental: a educação é um bem público e um empreendimento comum. Isso significa que a educação não pode ser vista apenas como um investimento individual: ela é um compromisso coletivo. 

    Hoje, vivemos um período de profundas transformações. As guerras e os conflitos continuam presentes. A desigualdade permanece. A crise climática nos desafia. As tecnologias, especialmente a inteligência artificial (IA), estão alterando a maneira como produzimos e compartilhamos conhecimento. Ao mesmo tempo, vemos crescer a polarização, a intolerância e a dificuldade de escutar quem pensa diferente. Nesse contexto, uma das tarefas mais importantes da educação é justamente reconstruir a nossa capacidade de viver juntos.

    O Relatório “Reimaginar nossos futuros juntos” nos convoca a tomar medidas urgentes para mudar o rumo, pois o futuro das pessoas depende do planeta, e ambos estão em risco. O Relatório propõe um novo contrato social para a educação, que visa reconstruir nossas relações uns com os outros, com o planeta e com a tecnologia. Esse novo contrato social é a nossa chance de reparar as injustiças do passado e transformar o futuro. Precisamos formar mentes críticas para tempos críticos, assim como repensar a nossa responsabilidade comum quanto ao futuro do planeta. O tema do 200º Fórum será o debate entre os futuros da educação, vista como um bem público comum, e os princípios da cultura de paz e do Manifesto 2000.

     


     

    Marlova Jovchelovitch Noleto - Diretora e Representante da UNESCO no Brasil. É mestre em Serviço Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) e doutora honoris causa pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Centro Universitário IESB). Foi bolsista da Fundação Kellogg para aprofundar seus estudos sobre filantropia, fundraising e terceiro setor, bem como da Eisenhower Exchange. Participou do curso sobre ahimsa (não violência) e sobre a filosofia de Gandhi na Fundação Birla House (New Deli, Índia), em 1987. Em 1988, Marlova aprofundou seus estudos sobre o Estado de bem-estar social na Suécia como bolsista da Federação Sueca de Assistentes Sociais e, em 1996, completou o treinamento executivo em Administração Pública no Instituto de Administração Pública de Nova Iorque (Estados Unidos). Em 1997, iniciou sua carreira nas Nações Unidas no UNICEF e em 1999 ingressou na UNESCO, tendo ocupado diversas posições antes de servir como Diretora e Representante da organização no Brasil. Em sua carreira acadêmica, de 1986 a 1996, foi professora universitária de Teoria e Metodologia do Serviço Social na PUCRS. Foi Presidente do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Marlova escreveu livros e artigos em revistas especializadas.

     


     

     

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  • 199º Fórum de Cultura  de Paz e Não Violência

    Nossa nova Odisseia: Os desafios da paternagem na formação de seres humanos para a liberdade 
    Live com Carlos Legal

     

    Em uma das narrativas mais influentes da tradição ocidental, a Odisseia nos apresenta três figuras que permanecem profundamente atuais: Odisseu, o pai ausente em sua jornada; Telêmaco, o jovem em busca de identidade e direção; e Mentor, o guardião encarregado de orientá-lo até que esteja pronto para assumir sua própria vida.

    Entretanto, por trás de Mentor encontra-se uma presença ainda mais significativa: Palas Athena, deusa da sabedoria, que frequentemente assume sua forma para aconselhar, inspirar e conduzir Telêmaco. Sob essa perspectiva, Mentor representa mais do que um orientador. Ele torna-se um canal através do qual a sabedoria, o discernimento e os valores humanos se manifestam na formação de uma nova geração.

    A partir dessa metáfora atemporal, a palestra propõe uma reflexão sobre a paternagem como uma função humana, educativa e civilizatória, revelando-se como a capacidade de oferecer presença, orientação, limites, valores e sentido àqueles que estão em processo de desenvolvimento. É ajudar o outro a conquistar autonomia sem abandono, responsabilidade sem autoritarismo e liberdade sem negligência.

    Em tempos marcados pela ausência de referências significativas e, ao mesmo tempo, pelo excesso de estímulos, informações e distrações, a figura do mentor moderno - que pode ser exercida por cada um de nós - ganha nova relevância. Temos a missão - e a obrigação - como figuras de influência, de ajudar nossos aprendizes a pensar com lucidez, escolher com consciência e agir por si mesmo com responsabilidade e zelo por suas próprias vidas e a vida dos outros.

    Ao aproximar mitologia, educação, liderança e cultura de paz, o encontro convida os participantes a refletirem sobre o papel de pais, educadores, líderes e mentores na formação das novas gerações. Afinal, toda sociedade que deseja construir um futuro mais ético, responsável e pacífico depende não apenas da presença de mentores, mas da capacidade de manter viva a sabedoria que inspira suas ações.


     

    Carlos Legal - Administrador de Empresas pela Universidade Santana, com Pós-Graduação em Gestão Estratégica do Conhecimento e da Inovação pelo Centro Universitário Senac, SP. Especialista em liderança e mentoria, é fundador da Legalas Aprendizagem, apoiando organizações públicas e privadas em suas demandas de educação corporativa e executiva. Professor convidado da FGV - Fundação Getulio Vargas para os programas CEO, C-Level e cursos de MBA, nos temas de liderança e comportamento humano. Também é professor convidado do Einstein para o curso de Pós-Graduação em Dor, nos temas Psicologia Positiva e Mindfulness. Autor dos livros Conexão em Ação: os 10 princípios do Yoga que transformam a sua liderança (Alta Books) e Competências Atemporais: 35 lições para o desenvolvimento pessoal e profissional (Editora Senac SP). Estudioso de Yoga e Meditação desde 1991, sendo aluno da Formação de Multiplicadores em Meditação da Associação Palas Athena.

     


     

     

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  • Gratidão João Signorelli

    A Associação Palas Athena Agradece tua companhia nos caminhos que inspirou Gandhi: a verdade, a simplicidade e a não violência. 

    Gratidão João Signorelli

     


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  • João Signorelli – um ator que encarnou Gandhi

    Ao longo de 16 anos ininterruptos, junto a 3 companheiros de jornadas Gandhianas, João Signorelli ofereceu sua arte para mobilizar e inspirar jovens da Fundação Casa.

    Uma vez por mês – em caráter totalmente voluntário – apresentava em diferentes unidades dessa instituição o monólogo “Gandhi, um líder servidor”. Em colaboração com Lucia Benfatti, membro benemérito da Palas Athena, concebeu um texto profundo e acessível à compreensão de todos, salientando os valores da não violência, da honestidade e do altruísmo.

    Com frequência partilhava conosco os diálogos que aconteciam após as apresentações. Monitores, educadores e os próprios jovens cumprindo medidas socioeducativas ficavam admirados, perplexos e curiosos a respeito de quem os estava convidando para “serem a mudança que querem ver no mundo”.

    GRATIDÃO, JOÃO!

     

    *A Associação Palas Athena tem Acordo de Cooperação com a Fundação Casa desde 2007. 

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  • 198º Fórum de Cultura  de Paz e Não Violência

    O poder da palavra em tempos de excesso

    Live com Beatriz Valle

    Vivemos cercados por tecnologias e aparatos de comunicação, mas isso não significa que estamos, de fato, nos comunicando melhor. Em muitos momentos, as telas ocupam o nosso espaço de fala, o diálogo dá lugar à reação imediata e o excesso de informação acaba reduzindo nossa capacidade de escutar, compreender e construir sentido em conjunto. Que impactos isso produz em nossa convivência?

    Na Semana Nelson Mandela, teremos a oportunidade de refletir sobre o poder transformador da comunicação. Vamos revisitar contribuições de pensadores como Johan Galtung, com seu conceito de paz positiva e de jornalismo para a paz, compreender por que a comunicação foi uma das maiores forças de Mandela, discutir como as primeiras experiências de diálogo em casa continuam moldando a forma como nos relacionamos com o mundo na vida adulta.

    Também quero compartilhar reflexões sobre um fenômeno que tem marcado nosso tempo: o "sequestro dos sentidos", expressão apresentada por Júlio de Ló no último Fórum de Cultura de Paz e Não Violência. Em um ambiente cada vez mais acelerado, polarizado e mediado por algoritmos, que caminhos ainda temos para recuperar uma comunicação mais humana, responsável e comprometida com a convivência?

    Será um encontro para todas as pessoas interessadas em compreender o papel da comunicação na construção de uma sociedade mais consciente, mais dialógica e menos violenta. Espero vocês para essa conversa!


     

    Beatriz Valle - Jornalista, fundadora da BValle - Design de Narrativas. Atua como facilitadora de projetos de comunicação e design para organizações que buscam crescer com propósito, coerência e impacto. Também está à frente do MAPA da Comunicação, uma metodologia própria reconhecida como Startup Destaque em Marketing e Mídias, pelo InovAtiva Brasil, prêmio promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o SEBRAE Nacional. É especialista em estratégias de comunicação, marcas e narrativas com atuação em múltiplas frentes que conectam posicionamento, experiência e reputação.

     


     

     

     

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  • 197º Fórum de Cultura  de Paz e Não Violência

    Atenção Humana em Disputa – Cultura de Paz diante da Sedução Algorítmica
    Live com Júlio de Ló

    O tema “Atenção Humana em Disputa – Cultura de Paz diante da Sedução Algorítmica” propõe uma reflexão sobre como os ambientes digitais, inseridos no contexto da economia da atenção, impactam nossa subjetividade, moldando emoções, percepções, comportamentos e formas de convivência.

    Em um cenário marcado pela hiperestimulação constante, polarização, fluxos contínuos de reatividade, consumo infinito de conteúdo, aceleração informacional e busca por validação, o engajamento tende a ser impulsionado por reações intensas e imediatas, contribuindo para a fragmentação da atenção e o enfraquecimento das capacidades de escuta, diálogo e reflexão.

    A partir disso, discute-se como a cultura de paz pode contribuir para a reconstrução de condições concretas de presença, convivência e reconhecimento do outro em meio a dinâmicas tecnológicas mediadas por algoritmos que disputam continuamente a atenção humana.


    Júlio de Ló - Autor do livro "Sedução Algorítmica", obra Finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico e com mais duas indicações ao 67º Prêmio Jabuti, com prefácio de Eugênio Bucci, posfácio de Christian Dunker e ilustrações de Lívia de Castro. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, cursou disciplinas de pós-graduação na USP. Aprofundou-se nas linhas de pesquisa “Tecnologia, Organizações e Poder” e “Jornalismo, Imagem e Entretenimento”. Atua como diretor de TV, roteirista, pesquisador e professor, com trabalhos científicos e artísticos no Brasil e no exterior.

     

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  • O que macacos e antes têm a nos ensinar - Com Dra. Sheila Ingham

    E se a natureza já tivesse as respostas que a gente tanto busca para viver com mais saúde e equilíbrio?

    Neste episódio, a Dra. Regina Chamon conversa com a Dra. Sheila Ingham, médica fisiatra, que nos convida a olhar para animais como bonobos, chimpanzés e antas e descobrir, neles, pistas preciosas sobre movimento, descanso, ciclos e ritmo de vida.

    Uma conversa que conecta ciência, natureza e o cuidado com o corpo de um jeito surpreendente e inspirado. 

    Clique aqui e ouça a entrevista 


    Gostou da conversa? Quer saber mais?
    Clique aqui e conheças as obras de Frans de Waal: "Fazendo as pazes entre primatas" e "Primatas e Filósofos"


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  • 196º Fórum de Cultura  de Paz e Não Violência

    Violência cotidiana nas escolas e bullying: a potência das práticas restaurativas

    Live com Dra. Patrícia Maria Villa Lhacer 

    Este fórum aborda um tema crucial e atual, destacando a importância de compreender e combater essa prática prejudicial no ambiente escolar. Durante a apresentação, serão exploradas as diversas formas de bullying, incluindo o verbal, físico, social e virtual, mostrando como cada uma afeta a vida dos alunos. Enfatiza-se a necessidade de criação de um ambiente escolar seguro, onde todos possam se sentir respeitados e valorizados. 

    A palestra também discute o impacto psicológico do bullying, como a baixa autoestima, ansiedade e isolamento social, além de destacar sinais que professores e familiares devem observar. Importa ainda apresentar estratégias eficazes para prevenção e intervenção, ressaltando o papel fundamental de educadores, alunos e pais na construção de uma cultura de empatia e solidariedade. Será abordada a relevância da comunicação aberta e do incentivo ao diálogo para resolver conflitos antes que se agravem. Exemplos práticos e casos reais ilustram as consequências do bullying e as transformações possíveis com a ação conjunta da comunidade escolar. 

    A palestra convida todos a refletir sobre suas atitudes e a se tornarem agentes ativos na promoção do respeito e da paz nas escolas.  Esta iniciativa pretende sensibilizar e mobilizar todos os envolvidos para que o bullying seja combatido de forma eficaz, garantindo um ambiente educacional saudável para o desenvolvimento pleno de todos os alunos e da própria comunidade escolar. 

     

    Patrícia Maria Villa Lhacer - Advogada e professora. Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo (USP). Facilitadora e Coordenadora do Núcleo de Justiça Restaurativa de São Caetano do Sul - SP.

     

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  • 195º Fórum de Cultura de Paz e Não Violência

    23ª Semana Martin Luther King 

    Quebrando o silêncio: um brado contra a cultura de guerra
    Live com Luís Bravo


    Exatamente um ano antes de seu assassinato, Martin Luther King enfatizou seu repúdio, pessoal e como líder do movimento por direitos civis, à Guerra do Vietnã, em meio ao envio do maior contingente militar dos EUA ao país do sudeste asiático.

    Em coerência aos princípios elementares do movimento que, desde a década de 1950, lutava contra o racismo e pelo fim do regime de apartheid no sul estadunidense, Martin Luther King abriu sua fala, em 04 de abril de 1967, na Igreja Riverside em Nova York/NY, declarando: “Chega uma hora em que o silêncio se torna traição”.

    Consternado pelas atrocidades perpetradas pelas forças armadas do seu país contra o povo vietnamita, mediante bombardeios massivos e o uso de napalm e agente laranja, e impactado por uma cobertura televisiva desde as linhas de frente, transmitindo os horrores da guerra, o reverendo não via outra opção a não ser honrar seu compromisso ético com a não-violência. Consciente do contexto de Guerra Fria, se preocupava com o risco real de uma hecatombe nuclear. Sensível à realidade da presença desproporcional de negros e homens periféricos nas linhas de frente, notou a perversa relação entre o funcionamento do Complexo Industrial Militar e a promoção do racismo e da desigualdade social, contra as quais dedicou sua vida de luta.

    Ele sofreu retaliações, perdendo aliados políticos e apoio de movimentos populares. Foi rotulado comunista e inconfidente. Contudo, optou por não trair a humanidade, seus valores e seu coração. Quebrou o silêncio e reafirmou seu radicalismo contra a violência, em especial a abominável violência da guerra.

    Agora, somos convocadas/os a quebrar nosso silêncio condescendente com as guerras que covardemente assassinam civis, mulheres e crianças, em campanhas militares ao redor do mundo, e pelas mãos do estado e de grupos armados no dia a dia das sociedades brasileira e latino americanas.

    Que Martin Luther King, assim como as históricas lideranças no Brasil e América Latina, nos sirva de exemplo e nos inspire a coragem necessária para quebrarmos o silêncio e assumirmos nossa responsabilidade conjunta na Missão de abolição da guerra.



     

    14 de abril de 2026  •  terça-feira  •  19h 
    YouTube da Palas Athena: www.youtube.com/palasathenabrasil
    Atividade acessível – Tradução em Libras

     


     

    Luís Bravo - Dedicado ao trabalho e pesquisa no âmbito dos Estudos de Paz e Transformação de Conflito, com foco em Justiça Restaurativa, transracionalidade, e não-violência. Educador e facilitador em processos circulares, mediação e práticas restaurativas. Possui experiência como advogado criminal desde 2003. Cofundador da consultoria Karutana e do Instituto Aburá, é formado em Justiça Restaurativa, Mediação de Conflitos, e Comunicação Não-Violenta. Mestrado de Estudos Avançados (MAS) em Paz e Transformação de Conflitos pela Swisspeace/Universidade de Basel, Suíça (2015); Mestrado (MA) em Paz, Desenvolvimento, Segurança e Transformação Internacional de Conflitos pela Cátedra de Estudos de Paz da UNESCO da Universidade de Innsbruck, Áustria (2017). Atua como articulador, facilitador e educador no Centro de Direitos Humanos e Educação Popular do Campo Limpo (CDHEP).

     

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