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  • O que é a meditação cristã e como ela pode ajudar no desenvolvimento da espiritualidade

    Portal Namu


     


    Taynã Bonifácio
    , que em outubro ministrará na Palas Athena o curso "Oficina de meditação cristã para Pais e Filhos", explica o que é a meditação cristã e como ela pode ajudar no desenvolvimento da espiritualidade.






    Forma de meditação alinhada com os preceitos do cristianismo, onde se tem por prática repetir uma palavra ou uma oração específica a fim de conectar-se com a experiência divina.

    A meditação cristã data da época dos primeiros monges, conhecidos como “Padres e Madres do Deserto” (séculos 2 e 3 d.C.), e procura colocar o praticante em contato com o próprio espírito.

    Para a tradição cristã, a meditação seria como um “orar sem cessar”. Faz arte da prática o estudo dos ideais cristãos e dos textos sagrados. Portanto, é totalmente vinculada ao caminho dos ensinamentos de Cristo.

    Os preceitos da meditação cristã foram resgatados na primeira metade do século 20 pelo monge trapista francês Thomas Merton, devido a viagens realizadas por este à Ásia. Seu formato atual foi dado pelo monge beneditino britânico John Main, e prosseguido por seu discípulo, o também britânico Laurence Freeman.

    Confira a matéria original no site do Portal Namu
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  • No mês de Gandhi, Palas Athena Editora relança autobiografia do líder Indiano

    Denise Ribeiro - Palas Athena


    “Os fins estão nos meios como a árvore na semente”, costumava dizer Mahatma Gandhi, cujos ensinamentos guiaram a trajetória de figuras notáveis do nosso tempo como Martin Luther King Jr, Nelson Mandela e Dalai Lama, que se tornaram seguidores e propagadores da não violência e da cultura de paz. O livro “Autobiografia - Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade”, que a Palas Athena Editora relança em outubro com o apoio financeiro do Ministério da Cultura do Governo da Índia, narra a saga empreendida pelo grande líder indiano, na construção diária desses e de outros conceitos que fundamentam seu pensamento.

    É surpreendente acompanhar, na voz do próprio Gandhi, todas as dificuldades que enfrentou em sua luta de 40 anos pela independência da Índia. Ele não se furta a confessar seus tropeços, a expor suas fragilidades, envolvendo o leitor nessa fascinante aventura em busca da verdade, em que a coerência entre discurso e ação aparece como principal valor. Mestre dos paradoxos, Gandhi evitava as conclusões simplistas, os reducionismos excludentes, o senso comum que atende oportunismos sem medir consequências.

    Página por página, o tímido e franzino adolescente Mohandas Gandhi vai acolhendo diferentes visões de mundo, revelando suas perplexidades, vivenciando as variadas experiências intelectuais e religiosas até se transformar no Mahatma Gandhi, o porta-voz daqueles que nunca são ouvidos e, mais tarde, num dos maiores líderes da humanidade. Gandhi nos ensina que é na experiência pessoal que a ética se revela poderosa e transformadora, que é nos desafios cotidianos onde são testadas nossas convicções e nosso caráter.

    A inspiração que nos legou Gandhi abriu novos horizontes na compreensão do que seja a Paz, convidando-nos a resistir ao círculo vicioso da vingança, a compreender e acolher os diferentes, a criar espaços para o entendimento mútuo e a promover modos de vida que não alimentem o sofrimento.

    O livro, nesta oitava edição, terá 2 mil exemplares – desde que foi lançado, em 1999, já circularam 21 mil exemplares. A tradução, a cargo de Humberto Mariotti, João Roberto Moris, Luciana Franco Piva, Marcos Fávero Florence de Barros e Regina Maria Gomes de Proença, foi feita diretamente da versão em inglês. A publicação será relançada na 33ª Semana Gandhi, uma série de atividades que comemoram o Dia Internacional da Não Violênciacelebrado em 2 de outubro, em homenagem ao nascimento de Gandhi.


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  • O homem mais feliz do mundo - entrevista com Matthieu Ricard

    Raquel Beer - Revista Veja

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  • 3º Simpósio “Ciência, Espiritualidade e Saúde”
    O objetivo do 3º SIMPÓSIO “CIÊNCIA, ESPIRITUALIDADE E SAÚDE” é dar continuidade a reflexão sobre os benefícios da espiritualidade, através do aprendizado e vivencias práticas, dentro de uma visão da abordagem do ser integral para o cuidado e atenção em saúde. Evento gratuito a ser realizado pela Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, para profissionais de saúde e público em geral. Este é um tema que, cada vez mais, vem apresentado grande interesse dos cientistas e pesquisadores em todo o mundo, demonstrando os benefícios e a constatação dos resultados positivos na inserção da espiritualidade na saúde e nos mais diversos setores da sociedade.
    A espiritualidade, segundo diversos autores, dentro de uma abordagem científica desenvolve a compreensão do próprio “eu” e a sua relação com o mundo, estabelecendo uma conexão com o que entendemos e sentimos como “divino”. Proporciona também um maior equilíbrio biopsicossocial, além de elevar a consciência a um nível de confiança no presente e no futuro.

    PROGRAMAÇÃO DIA 30/10/2014 RECEPÇÃO 8:00h ABERTURA 8:15h às 8:30 -Prof. VICTOR WÜNSCH FILHO
    Diretor da Faculdade de Saúde Pública-USP

    1ª PALESTRA 8:30 às 9:20h – Prof. Dr. GIANCARLO LUCCHETTI - "O ensino da espiritualidade na graduação em saúde"
    Professor Adjunto do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Juiz de Fora.
    Doutorado em Neurologia/Neurociências pela UNIFESP - Escola Paulista de Medicina
    Médico especialista em clínica médica e geriatria pela Santa Casa de São Paulo.
    Posso falar do tema: "O ensino da espiritualidade na graduação em saúde".

    2ª PALESTRA 9:20 às 10:10 – JOÃO SIGNORELLI - “Gandhi, a ética inspiradora”
    Formado em jornalismo e trabalha como ator a mais de 25 anos. Já participou de dezenas de novelas e minisséries, peças de teatro e filmes.
    É também apresentador, entrevistador, locutor e mestre de cerimônias.
    Há 11 anos vem interpretando Gandhi por todo país em empresas, teatros, instituições de ensino, clínicas, eventos, seminários, congressos entre muitos outros.

    COFFEE-BREAK: 10:10 ÀS 10:25 h 3ª PALESTRA 10:25 as 11:15h – Dra. LÉIA SALLES – “Reiki e Espiritualidade”
    Enfermeira. Pós doutorado pela Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. Especialista em Medicina Integrativa, Terapia Floral e Irisdiagnose. Organizadora do Livro Enfermagem e as Praticas Complementares em Saúde.
    Membro do Grupo de Estudos em Práticas Alternativas e Complementares da EEUSP.

    4ª PALESTRA 11:15 às 12:05 h – Dr. RODRIGO YACUBIAN FERNANDES “Kundalini Yoga, Espiritualidade e Medicina”
    Médico formado pela USP- São Paulo. Atua como radiologista no Hospital Sírio Libanês. Formação em Kundalini Yoga: David Shannahoff-Khalsa, Diretor do Departamento Mente e Corpo do Instituto de Ciências Não Lineares da Universidade da Califórnia (San Diego). Formação em Kundalini Yoga no Brasil: Subagh Kaur Singh, Serra da Cantareira, São Paulo. Coordenador do Projeto de meditações no auxílio ao tratamento de transtorno obssessivo compulsivo do INPD, departamento de Psiquiatria do Hospital das Clinicas da USP-SP. Membro do Núcleo de Cuidados Integrativos do Hospital Sírio Libanês.

    DISCUSSÃO E DEBATE 12:05 ÀS 12:20 ALMOÇO 12:20 ÀS 13:45 H 5ª PALESTRA 13:45 às 14:35 h - DRA ERICA ERINA FUKUYAMA - "O Significado e o Comportamento diante da Vida e sua Relação com a Gênese e a Remissão do Câncer"
    Médica FMUSP - Doutorado e Especialidade Cirurgia Geral e Cabeça e Pescoço; Estágio no exterior: Residente Visitante do Departamento de Otorrinolaringologia da Clínica Mayo de Jacksonville, Flórida, Estados Unidos da América, de 05/06/95 a 28/07/95; médica do Serviço de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do Instituto do Câncer “Arnaldo Vieira de Carvalho” desde outubro de 1996;Especialização em Homeopatia pela ABRAH ;Coordenadora das Atividades do Centro de Estudos da Consciência – Associação Sem Fins Lucrativos que Promove o Estudo e a Divulgação da Espiritualidade, do Comportamento Humano, das Bioenergias Humanas e da Imposição de Mãos desde 2009.

    6ª PALESTRA 14:35 as 15:25 h – Dr. BASÍLIO PAWLOWICZ - “O que é a espiritualidade”
    Filósofo e educador. Co-fundador da Palas Athena. Mentor, orientador e professor de programas e projetos sócio-educativos voltados ao encontro das culturas e dos saberes.

    COFFEE-BREAK: 15:25 ÀS 15:40 h 7ª PALESTRA 15:40 às 16:30 h – VAVI KONIGSBERGER –“Meditação Mindfulness”
    Psicóloga, Coach, orientadora de Meditação Mindfulness. Formada pelo programa "Mindfulness Based Stress Reduction" do Prof. Jon Kabat-Zinn da University of Massachusetts Medical Center, Boston, USA.

    8ª PALESTRA 16:30 às 17:30 h – Profa. Dra. MARIA CRISTINA CHAVANTES; Dra. MÁRCIA HELEMA ZANINI e Dra. DULCELENE OLIVEIRA ANDRADE VIDAL"Sukyo Mahikari e Medicina Espiritualista"
    Profa. Dra. Maria Cristina Chavantes - Médica do Instituto do Coração (INCOR - HC/FMUSP), Dra. Marcia Helena Zanini - Médica Psiquiatra e Professora da UNIFESP e Dra. Dulcelene Oliveira Andrade Vidal - Ginecologista/Obstetra, integrantes do Grupo da Saúde da Sukyo Mahikari do Brasil.

    DISCUSSÃO E DEBATE 17:30 às 17:45 h

    Aplicação por voluntários da Equipe de Saúde do Sukyo Mahikari a todos os interessados em receber a energia “Mahikari” a partir das 17:45 h.

    Inscrições abertas no site www.fsp.usp.br (eventos) a partir de 1º de Outubro a 20 de Outubro, ou até lotação máxima do Anfiteatro.
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  • A educação chegou ao fim, diz Michel Maffesoli

    Marina Fontanelli - Portal Namu


     

    “A escola acabou. É preciso encontrar outro lugar.” Esse é o pensamento do sociólogo francês Michel Maffesoli. Em entrevista exclusiva ao portal NAMU, o professor de sociologia da Universidade de Sorbonne explica os motivos que o levam a acreditar na afirmativa. Para ele, o atual modelo educacional está em processo de saturação. “Quando uma máquina funcionou bem por muito tempo, ela se cansa e fica desgastada. A máquina da educação não funciona mais.”

    Segundo o sociólogo, a saturação é não é um fenômeno exclusivo à educação. “Quando olhamos dois mil anos, que é mais ou menos o nosso tempo histórico, nós vemos bem que a cada três séculos e meio há uma saturação. Há uma transformação do que foi importante para aquilo que está nascendo”, analisa.

    Não faz sentido

    Maffesoli acredita que a instituição escolar perdeu o sentido. “É preciso dar novamente o sentido primeiro que tinha a escola. Etimologicamente, do grego, escola significa lazer estudioso, o contrário do ócio”. Com o passar do tempo, as escolas se tornaram convencionais. Elas perderam seu significado original.

    O professor deu o exemplo da própria universidade em que leciona. A origem da Sorbonne, em Paris, no final do século 12, está relacionada ao rompimento do controle do ensino que era exclusivo à escola da catedral de Notre-Dame. Com a chegada de mais estudantes, escolas particulares começaram a surgir na cidade para dar conta da demanda. Essas instituições foram se agrupando e se tornaram uma única grande universidade. No entanto, ao longo dos séculos, a Sorbonne perdeu seu aspecto ‘inovador’ e se tornou uma escola convencional.

    Qual é o caminho?

    Maffesoli é adepto da sociologia do cotidiano, o que significa dizer que ele procura compreender o que está acontecendo com a sociedade agora e não formula certezas sobre o quer irá acontecer no futuro, mas indica caminhos.

    Se a educação está fadada ao fracasso, o que estaria por vir? O sociólogo acredita que a direção a ser seguida é o retorno ao processo de iniciação, comum em algumas culturas antigas. “O professor vai se transformar em um iniciador, um guru no sentido daquele que acompanha, concede gravidade e permite estabilidade”, explica.

    O principal ponto defendido por Maffesoli é que a educação é um modelo baseado na ideia da verticalidade, do poder – típica da modernidade –; enquanto, a iniciação estaria fundada na horizontalidade – intrínseca à pós-modernidade. “A educação conduz; mas a iniciação acompanha”, resume.

    “Essa mudança já está quase realizada. Eu não estou falando logicamente do Brasil e sim do que eu conheço na Europa”, pontua. Maffesoli divide a sociedade em oficial e oficiosa, na segunda esfera a mudança já estaria ainda mais avançada. Para ele, sociedade oficial é aquela das instituições, da economia e da política. Já as sociedades oficiosas são as pequenas ‘tribos’ que constituem a verdadeira vida.

    “Há uma grande diferença entre o que eu chamo de sociedade oficial, aquela das instituições que permanecem no caminho educativo, e a sociedade oficiosa, das jovens gerações em geral, que funciona pelo mecanismo da iniciação”, explica.

    Para Maffesoli, a cultura dos jovens é mais horizontal. Nela o conhecimento se dissemina de maneira diferente e menos vertical, com uma nova lógica. “É preciso saber acompanhar a época e não se contentar em ser aquele que sabe tudo. A cultura dos adolescentes é muito rica. Não é a minha. Eles não sabem francês ou latim, mas há uma inteligência coletiva. As redes sociais estão constituindo a inteligência coletiva para melhor e para pior (...) a nova inteligência intelectual é orgânica”, diz.

    Essa transição está relacionada, na visão do professor, com outra maior que acontece na sociedade como um todo: a ‘irmanização’. Estaríamos sendo conduzidos mais pela ‘lei dos irmãos’ do que pela ‘lei do pai’.
    Clique aqui e confira a matéria original no site do Portal Namu. 
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  • Michel Maffesoli na Palas Athena

    Assessoria de Imprensa


     

    A Associação Palas Athena recebeu, no dia 15 de setembro, o sociólogo francês Michel Maffesoli, para participar do seminário internacional "Da educação à Iniciação – Do moderno ao pós moderno”.

    Professor da Sorbonne e autor de diversos livros, tais como: "Elogio à razão sensível"; "A violência autoritária"; "O tempo das tribos - o declínio do individualismo" e "A contemplação do mundo"; entre outros, Michel Maffesoli é referência internacional nos estudos do cotidiano, da sociedade, pós-modernidade e em especial, os temas que envolvem a juventude.

    "Sinergia do arcaico e do desenvolvimento tecnológico, isso é pós-modernidade." Michel Maffesoli.

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  • Chi kung: o lado terapêutico do tai chi chuan

    Portal Namu


     

    O chi kung (qi gong) é uma prática ligada ao exercício do cultivo de energia, que visa conservar uma mente sadia e promover a saúde. De acordo com o professor Jaime Kuk, especialista em práticas terapêuticas corporais, o chi kung possui uma grande variedade de técnicas e aplicações, todas elas utilizando movimentos corporais sutis e fluidos. A mais conhecida no Brasil é a prática do tai chi chuan, originalmente uma arte marcial.


    “O chi kung terapêutico é projetado para os praticantes se trabalharem e harmonizarem a circulação energética. No Brasil, a palavra chi kung ainda não é bem conhecida. Algumas pessoas conhecem o tai chi chuan, outras conhecem o Lian Kung, e aqueles que ouvem falar em chi kung acham que é uma outra coisa diferente, mas a verdade é que é tudo chi kung. O tai chi chuan é um chi kung marcial, o lian kung é um chi kung terapêutico, tudo é chi kung”, explica o professor.







    Portal Namu - www.namu.com.br
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  • Pavan Sukhdev na Palas Athena

    Assessoria de Imprensa


     

    A Associação Palas Athena recebeu, no dia 27 de agosto, o economista e professor indiano Pavan Sukhdev, fundador e presidente da GIST Advisory, consultoria que ajuda governos e corporações a descobrir, medir, avaliar e gerenciar seus impactos sobre o meio ambiente e o capital humano.

    Criador do movimento e autor do livro "Corporation 2020", publicado no Brasil em 2013 com o nome "Corporação 2020", sobre novas formas para as empresas atuarem no cenário atual e alinhadas aos objetivos da sociedade, o professor Sukhdev aliou à sua formação como economista e ex-dirigente de grande banco internacional uma elevada sensibilidade e preocupação com as questões do esgotamento dos recursos naturais, da poluição ambiental e da desigualdade social. Humanista e ativista, alerta para os graves riscos que a espécie humana corre em virtude da intensificação do consumo. Hoje, busca conscientizar e sensibilizar as lideranças da sociedade para uma mudança de postura, com visão inovadora, responsável e ética.


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  • Palas Athena assina protocolo de divulgação da Justiça Restaurativa

    Denise Ribeiro | Palas Athena


     

    No dia 14 de agosto, o Brasil deu um passo decisivo no caminho da modernização do seu sistema judiciário. Foi assinado em Brasília o Protocolo de Cooperação Interinstitucional, pelo qual 15 instituições se comprometem a difundir os princípios e as práticas de Justiça Restaurativa como estratégia de solução e pacificação de situações de conflito, violência e infrações penais. A Palas Athena, precursora na introdução do tema no Brasil, foi convidada a assinar o documento, uma iniciativa da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), que conta com o apoio do Conselho Nacional de Justiça. O grupo de signatários é composto por entidades representativas de juízes, tribunais de Justiça (de São Paulo, do Rio Grande do Sul e do Distrito Federal), escolas de magistratura e outras instituições de peso como a Secretaria Nacional de Direitos Humanos e a Secretaria da Reforma do Judiciário.

    Durante o evento, o presidente em exercício do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que "o século XXI é o século do Poder Judiciário, em que a humanidade, bem como o povo, o homem comum, descobriu que tem direito e quer efetivá-lo”. Alertou, no entanto, que essa mudança trouxe um aumento expressivo no volume de demandas judiciais. No Brasil há quase cem milhões de processos em tramitação para serem julgados por apenas 18 mil juízes. Para o ministro, os magistrados, diante desse contexto, devem buscar outras formas para a solução dos conflitos sociais, por meio, por exemplo, da mediação, da conciliação, da arbitragem e da Justiça Restaurativa.

    Criada há dez anos, essa prática consiste na adoção de medidas voltadas a solucionar, de forma alternativa, situações de conflito e violência, mediante a aproximação entre vítima, agressor, suas famílias e a sociedade, na reparação e na conciliação dos danos causados por um crime ou uma infração penal. A Palas Athena foi pioneira em tratar o assunto nas mais diversas esferas, contribuindo decisivamente para consolidar a importância da aplicação, no país, da Justiça Restaurativa. Entre as ações organizadas pela Palas destacam-se três simpósios internacionais, a edição de livros e a visita de professores estrangeiros ao país, a exemplo de Howard Zehr, conferencista, mediador de conflitos, multiplicador internacional e também pioneiro na sistematização da Justiça Restaurativa.

    O protocolo assinado prevê a implantação de atividades que facilitem a difusão dos princípios e das práticas de Justiça Restaurativa. Elas abrangem a realização de palestras, conferências e seminários técnicos, grupos de estudos, promoção de boas práticas, intercâmbio e compartilhamento de experiências e indicadores. Prevê, ainda, a rediscussão de políticas, serviços e programas de atendimento, assim como dos valores de tolerância e solidariedade voltados à promoção de uma Cultura de Paz. Outro item fundamental diz respeito à formação e aprendizagem permanente de recursos humanos, para que seja efetiva a mudança de paradigma proposta pela Justiça Restaurativa nos diferentes níveis de sua implementação. Como frisou o ministro Ricardo Lewandowski, é necessário que os juízes tenham não apenas a inteligência técnico-jurídica, mas inteligência emocional “ou, mais do que isso, sensibilidade social”.

    Clique aqui e veja a repercussão da assinatura do Protocolo Interinstitucional para Difusão da Justiça Restaurativa na mídia.

    Clique aqui e conheça o documento de "Cooperação  Interinstitucional para Difusão da Justiça Restaurativa"
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