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Toda virtude ou talento cria corpo e ganha vigor na medida em que os exercitamos. A tolerância, como qualquer outra qualidade humana, adquire significado através de nossos atos, sentimentos, palavras. E estes dependem fundamentalmente de nossa motivação.
Acreditando que todos estejamos buscando um aprimoramento, uma condição mais sadia e sábia de viver, esperamos desenvolver espaços para essa reflexão no seio da família, nos ambientes de trabalho, em escolas, instituições religiosas, comunidades e grupos.
Programa
Sábado - 7/10 - 18h - Palestra
1995 - O ano da tolerância
A Organização das Nações Unidas declarou o ano de 1995 como o Ano da Tolerância. Nada mais apropriado que analisarmos a situação atual do mundo através deste tema, tendo como horizonte a figura de Mahatma Gandhi.
Nachman Faibel, professor titular de História Medieval na USP e diretor do Arquivo Histórico Judaico-Brasileiro.
Aprisionado em diversas ocasiões, insultado, golpeado, Gandhi conheceu todos os sofrimentos e humilhações. No entanto, nada alterou sua fé nem sua busca da verdade. Para ele, verdade e amor são uma e a mesma coisa. "A mais alta verdade se sustenta por si só. A verdade é o fim, o amor é um meio para consegui-la".
Acreditamos que verdade e amor estão juntos, que amor é não-violência. No entanto, sua perfeita prática é tão difícil, que precisamos nutrir-nos de exemplos como os desse homem simples que sinceramente afirmava: "Desejo identificar-me com tudo o que vive... desejo viver em paz com o amigo e o inimigo".
Programa
sábado, 26/10 - 19h
Gandhi: a busca da verdade em nossos dias
José Antonio Machado Filla
Formado em Filosofia, práticas de Yoga em Kaivalyadhama (Índia) e Educação Física, com especialização em Fisioterapia. É diretor do Núcleo Rajarám, centro de filosofia e prática de Yoga em Santos, onde ministra cursos de yoga em diversos níveis. Desenvolve o Centro de Estudos Palas Athena em Santos.
Vivendo uma época de extrema violência nas cidades e nações, nas ruas e no interior de nossos próprios lares e famílias, vamos descobrindo enfim que ela nasce primeiro dentro de cada um de nós, para espalhar-se em seguida pelo tecido social.
Resta-nos a possibilidade de aprender todas as lições que existem para superá-la, para semear as atitudes que levam à integridade humana, aprendendo a paz, o amor, a compreensão - as fontes da força interior. Nos encontros promovidos nesta 10ª Semana, as artes, a meditação, a música e a palavra teceram cada qual os seus próprios fios, para chegar a um tecido conjunto: a paz.
Vídeo com a Atual diretora da Fundação Rosa Branca da Alemanha, em Munique, Dra. Hildegard Kronawitter
Estou em frente à entrada principal da Universidade Ludwig-Maximilian de Munique, que está fortemente ligada à resistência d’A Rosa Branca. O núcleo do grupo, os cinco estudantes e um professor, que decisivamente deram forma à resistência, com seus amigos, estudaram aqui; Prof. Huber era professor. Aqui também aconteceu, em 18 de fevereiro de 1943, a prisão de Sophie e Hans Scholl, que então, em 22 de fevereiro de 1943, com Christoph Probst, foram condenados à morte e, no mesmo dia, executados.
A resistência d’A Rosa Branca consistia essencialmente na produção e distribuição de panfletos. É importante recordar que esta ditadura objetivava reprimir toda livre expressão de opiniões, ou seja, não permitir de forma alguma a liberdade de expressão. A liberdade de expressão nos parece, na democracia, como algo evidente e, por assim dizer, criado pela natureza. Ao mesmo tempo, experimentamos que ali, onde Estados começam a se deslocar em uma direção ditatorial, é, em primeiro lugar, a liberdade de expressão que é restringida, para que não seja mais permitida nenhuma discussão e nenhuma crítica.
A Fundação Rosa Branca em Munique tem esta sala de exposição na Universidade; trabalhamos com parceiros nacionais e internacionais sobre o tema da resistência d’A Rosa Branca. Nesse contexto, nos alegramos que, mais uma vez, em São Paulo, a temática da Rosa Branca seja retomada, e, dessa vez, no contexto do Fórum pela Paz. Estamos certos de que não só o acontecimento, o desenvolvimento histórico do tema será abordado, mas, de forma especial, a mensagem, a mensagem de paz, liberdade, justiça e a defesa da democracia. Desejo muito sucesso ao Fórum. Eu ficaria feliz se essa mensagem alcançasse o que precisamos no nosso tempo, i. e., estabilidade para a democracia.
Desmond Doss Objetor de consciência (Estados Unidos)
Desmond Doss (1919-2006) foi um militar norte-americano. Foi socorrista de guerra recebendo Medalha de Honra por salvar a vida de mais de 75 homens de infantaria durante a Batalha de Okinawa em 1945.
Donald Thomas Doss nasceu em Lynchburg, Virgínia, Estados Unidos, no dia 7 de fevereiro de 1919. Filho de William Thomas Doss e Berta Doss foi criado seguindo a doutrina e as crenças da Igreja Adventista do Sétimo Dia.
Em abril de 1942, Doss foi recrutado pelo Exército dos Estados Unidos, mas se negou portar uma arma. A única arma que portava era uma Bíblia de bolso. A insistência de Doss em não tocar em armas irritava os seus companheiros do corpo de treinamento.
Inscrito no corpo de socorristas da 77.ª Divisão de infantaria do Exército Americano nas batalhas do Pacífico, logo conquistou o respeito de seus companheiros. Nos combates, mesmo sob o risco de morte, recusava-se a abandonar os soldados feridos.
"Soldado Desarmado" é um livro de memórias sobre o herói militar da Segunda Guerra Mundial, escrito por Frances Doss, segunda esposa do soldado e lançado no Brasil em 2016.
A história de Desmond Doss virou filme intitulado "Até o Último Homem" (Hacksaw Ridge), sob a direção de Mel Gibson, em que o soldado foi protagonizado por Andrew Garfield.
Desmond Doss faleceu em Piemont, Alabama, Estados Unidos, no dia 23 de março de 2006.
O Prof. Jean-Marie Muller é fundador e diretor do Instituto de Pesquisa sobre a Resolução Não violenta de Conflitos , criado em 1984, que participa das reuniões da Secretaria Geral de Defesa Nacional da França dede 1987.
Iniciou sua carreira como professor de Filosofia e, em 1970, decidiu dedicar-se em tempo integral à pesquisa sobre a não violência e sua aplicação prática como informação, formação e ação. Trabalha em estreita ligação com o Movimento por uma Alternativa Não violenta , do qual é membro fundador e um dos professores.
De 1985 a 1992 esteve a cargo do curso sobre Estratégia da Ação Não violenta no Instituto de Estudos Políticos da Universidade de Lyon.
Oficial da reserva do exército francês, em 1967 decidiu afastar-se por objeção de consciência. No processo que se seguiu, foi sentenciado a três meses de prisão, mil francos de multa e cinco anos de privação de seus direitos civis. Em 1982 participou do Conselho Consultivo criado pelo Primeiro-Ministro francês para criar uma nova lei sobre a objeção de consciência, que hoje permite aos reservistas obter sanção jurídica para a objeção de consciência no serviço militar.
Em 1970, junto com Jean Desbois, fez greve de fome por suas semanas em protesto contra a venda de seis aviões 'Mirage' ao governo militar brasileiro, o que produziu grande impacto junto à opinião pública e obteve o apoio de numerosos movimentos sociais e personalidades.
Em 1972 participou da ação 'Batalhão da Paz' enviado ao Pacífico para protestar contra as provas nucleares francesas, a bordo do navio de protesto FRI, da organização 'Paece Media'. Foi detido na base militar de Hao. Esta foi a última vez que a França realizou provas nucleares a céu aberto.
Jean-Marie Muller é consultor da Universidade para a Paz da Costa Rica e autor de 27 livros sobre a não violência e assuntos correlatos, dentre os quais destacam-se O Princípio da Não violência, Estratégia da Ação Não violenta e A Dissuasão Civil.
Luiz Martins de Souza Dantas foi diplomata brasileiro na França, e concedeu vistos para o Brasil a vários judeus e outras minorias perseguidas pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, contrariando a política do governo de Getúlio Vargas.
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