Blog WhatsApp

Frete Grátis em compras acima de R$200,00 Sul e Sudeste

Parcelamento sem juros

15% de Desconto nos Livros de 8 a 28 de agosto de 2026

  • Conta
    • Novo cliente? Cadastre-se
    • Cadastrar

0

Meu Carrinho

R$0,00
Ao continuar navegando você aceita os cookies que utilizamos para melhorar o desempenho, a segurança e a sua experiência no site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Privacidade.
  • Formação em Mediação no Rio de Janeiro

    Isa-adrs

    Palas Athena

    Saiba Mais
  • Howard Zerh: o que é Justiça Restaurativa?

    Portal Namu

    Howard Zerh explica o conceito de justiça restaurativa, como surgiu e qual é a sua forma de abordar questões judiciais:  


    Nosso sistema legal, escolar e outros, tende a lançar mão de castigos e punições. A justiça restaurativa, por sua vez, tende a focar nas necessidades e obrigações, ou seja, dar o enfoque contrário, baseado na cura e no reparo.

    Para chegar a essas conclusões, o professor especialista em justiça restaurativa, Howard Zerh, critica o entendimento mais comum de justiça que, na sociedade ocidental, não considera a interligação entre os seres humanos. Zehr, que também é autor do livro "Trocando as lentes: Um Novo Foco sobre Crime e Justiça", lançado no Brasil pela Editora Palas Athena, ainda reflete sobre as nossas relações, como as reparamos quando estão danificadas e como nos reconstruímos.




    Portal Namu - www.namu.com.br
    Saiba Mais
  • Palas Athena Editora lança “O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível”, de Charles Eisenstein

    Roberta Lotti - Palas Athena


     

    “Em um tempo de crise social e ecológica, o que nós, enquanto indivíduos, podemos fazer para tornar o mundo um lugar melhor?” Esta é uma das perguntas orientadoras de "O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível", obra do conferencista e escritor norte-americano Charles Eisenstein, lançada em língua portuguesa pela Palas Athena Editora.

    O autor esteve em São Paulo no dia 22 de novembro para lançar a autografar o livro, logo após uma palestra no Sesc Vila Mariana cujo enfoque era  “Repensar o mundo: as transformações econômicas, políticas e pessoais”. Eisenstein se dedica a temas sobre civilização, consciência, dinheiro e evolução cultural humana. Seus vídeos virais e textos online fizeram dele um filósofo social e um intelectual da contracultura que não pode ser facilmente rotulado. É autor também de "Sacred Economics" ("Economia Sagrada") e "Ascent of Humanity" ("A Ascensão da Humanidade").

    Em 36 capítulos, O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível nos mostra como as atividades humanas são guiadas por histórias orientadoras e como, agora, a civilização moderna estaria deixando para trás o que chama de “História da Separação” para entrar na “História do Encontro”. Ao reconhecer que tudo está conectado — no terceiro capítulo, “Interser” —, Eisenstein argumenta que cada pessoa pode ser um agente mais efetivo de mudança e ter influência positiva no mundo, não importa quão aparentemente pequena e pessoal possa parecer sua ação.

    Para o autor, a narrativa de separação, que guia a nossa cultura, tem gerado as crises econômica, social, política e planetária. Ele convida o leitor a abraçar um entendimento radicalmente diferente de causa e efeito, soando um alarme para rever pressupostos mecanicistas e criar o mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível. Assim, a obra inspira e provoca reflexões que funcionam como um poderoso antídoto para o cinismo, a frustração, a paralisia e a opressão que muitos sentem na vida contemporânea.

    O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível
    Palas Athena Editora
    R$ 52,00
    Saiba Mais
  • Jeitinho brasileiro é bem-visto por empresários estrangeiros

    IVAN AMBRÓSIO - Folha da Região


     

    Visto por alguns como uma forma de capacidade engenhosa de agir de maneira corrupta para obter benefícios pessoais de maneira criativa, o ‘jeitinho brasileiro’, na visão do professor de filosofia e ética da Associação Palas Athenas (SP), George Barcat, é uma forma bem-vista por empresários estrangeiros como uma alternativa para sair de situações complexas.

    Em palestra ministrada no começo do mês em um workshop realizado no Espaço Interação, em Araçatuba, o especialista analisou que o grande dilema da sociedade é se preocupar uns com os outros e ser gentil. No evento, ele mostrou ainda aos presentes a importância de se investir na ética e colocá-la em prática.

    Veja os principais trechos da entrevista: O jeitinho brasileiro é a institucionalização e consolidação de como não ser ético?
    Nem sempre. Tudo que o homem cria tem dois lados e o jeitinho brasileiro é muito bem-visto por empresários estrangeiros, pois eles notam que sabemos sair de situações complexas com poucos recursos e muita criatividade. Sou favorável em mantermos o jeitinho brasileiro, usando-o para o bem.

    O senhor vê problemas na educação atual para que sejam formados cidadãos mais éticos?
    O principal problema que eu vejo é a pouca participação dos pais na educação das crianças, deixando isso para a escola e aos professores. Essa não é a principal tarefa da educação formal, mas isso precisa começar em casa, com o exemplo dos pais. Infelizmente, eles querem que a escola forme pessoas para ganhar dinheiro e não seres humanos bons para a sociedade.

    Matéria original disponível em: http://www.folhadaregiao.com.br/Materia.php?id=439679
    Saiba Mais
  • Teatro do Sesc Vila Mariana recebeu o matemático e filosofo Charles Eisenstein

    Palas Athena


     

    No dia 22 de novembro o Teatro do Sesc Vila Mariana recebeu o matemático e filosofo Charles Eisenstein que nos inspirou com seu tema: ‘Repensar o mundo: transformações econômicas, políticas e pessoais’. O encontro contou também com mesa temática formada por Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho, médico sanitarista, ecologista e social-democrata; Orland Bishop, fundador e diretor executivo da Fundação Multicultural Shadetree, de Los Angeles - EUA e Rita Mendonça, bióloga e socióloga, coordenadora da Sharing Nature Worldwide no Brasil e professora da Escola Schumacher Brasil.

    Além de refletir sobre questões como: É possível imaginarmos uma matriz sociopolítica e econômica que faça sentido para os conhecimentos de que já dispomos? O que seria uma postura de vida que nutra um futuro desejável?, Charles Eisenstein também autografou seu primeiro livro em língua portuguesa: "O mundo mais bonito que os nossos corações sabem ser possível", pela Palas Athena Editora.

    Este livro transforma o modo como vemos o mundo e também nossa capacidade para produzir transformações – pessoais, sociais, ambientais e em todas as esferas da atividade humana.

    Por que o mundo não é como gostaríamos? O que deu errado? Como mudar? Afinal, qual é a natureza da realidade e como podemos nos alinhar a ela a fim de tornar nosso mundo um lugar melhor para viver?

    Realismo, ciência, sensibilidade, refinamento filosófico e experiência em ativismo social são os ingredientes marcantes deste livro que, numa linguagem direta e simples, revela onde mora a esperança no cenário aparentemente desolador do mundo contemporâneo.

    Charles Eisenstein, graduou-se em Yale. Foi tradutor do chinês para o inglês, professor, e se descreve como “ativista e teórico do decrescimento”, uma vez que defende a “economia da dádiva” – e riqueza que não se baseia no crescimento econômico. Protagonista de vídeos virais e autor dos livros Sacred Economics (Economia sagrada) e Ascent of Humanity (A ascensão da humanidade), ele desponta como um filósofo inovador e intelectual da contracultura que não pode ser facilmente rotulado.


    Vídeos para conhecer mais:

    The more beautiful world our hearts know is possible
    https://www.youtube.com/watch?v=n45PlkyFcVI

    A New Story of the People, TEDxWhitechapel
    https://youtu.be/Mjoxh4c2Dj0

    The Gift of Happiness, TEDxNewHaven
    https://youtu.be/S16xUKypfeM


    Fotos: Pink.mov - por Juliana Finkler [www.pinkmov.com.br]

    Palas Athena Palas Athena Palas Athena Palas Athena Palas Athena Palas Athena Palas Athena Palas Athena Palas Athena

     
    Saiba Mais
  • Charles Eisenstein: O normal já era

    Marcelo Moura - Revista Época


    Para o guru da economia sem dinheiro, as favelas brasileiras têm muito a ensinar à América que elegeu Donald Trump


    Matemático formado pela Universidade Yale, o americano Charles Eisenstein escreve livros sobre economia que têm imagens idílicas na capa e nomes com clara inspiração na autoajuda – como O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível, título de sua primeira obra em lançamento no Brasil. Eisenstein é um guru da "gift economy" – a oferta voluntária de bens e serviços, sem dinheiro envolvido nem expectativa de algo em troca. Em palestras ou no jornal britânico The Guardian, para o qual colabora desde 2012, o escritor torna-se mais ouvido conforme o modelo ocidental de sociedade entra em crise. "O normal já era", diz. "As pessoas não sabem o que fazer." Eisenstein veio ao país dar uma palestra no Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no dia 22 de novembro.

    ÉPOCA — Que respostas sua visão de economia sem dinheiro apresenta para a enorme massa de desempregados que se formou depois da crise de 2008? Charles Eisenstein — Desemprego é inevitável em nosso sistema, especialmente quando o crescimento econômico desacelera. Sabemos que o crescimento econômico precisa desacelerar, neste planeta, porque um planeta finito não pode acomodar um crescimento infinito. Ao mesmo tempo, por causa de avanços na tecnologia, cada trabalhador se torna mais e mais produtivo. Então temos cada vez menos trabalhadores fazendo cada vez mais produtos. No velho sistema, no qual ainda estamos, a única solução é também consumir cada vez mais. Se o consumo crescer rápido o bastante, todo mundo pode se manter empregado. Ou pelo menos a maioria pode se manter empregada. Mas isso está se tornando cada vez mais difícil. Então muita gente está se tornando desempregada. Ao mesmo tempo, muita gente não está se sentindo atraída pelo tipo de emprego disponível. Quando as pessoas perdem seu acesso ao dinheiro – e no Brasil muitas nem sequer tiveram acesso ao dinheiro –, precisam encontrar outras formas de cuidar de si mesmas e umas das outras.

    ÉPOCA — Que formas de convívio estão surgindo em torno da falta de dinheiro? Eisenstein — As favelas são um pouco um resultado disso. Num arranjo engenhoso, seus moradores não precisam de dinheiro para cuidar uns dos outros, pois todos sabem como arrumar comida e erguer uma casa. Não sou um especialista em como isso ocorre em cada lugar. Mas vi ocorrer, por exemplo, no Morro Vila Progresso, em Santos. As pessoas lá são financeiramente pobres, mas vi crianças brincando felizes ao ar livre. Ninguém ali gastou dinheiro com babás ou recreadores. Vi líderes comunitários ajudando uns aos outros com projetos de obras. Ninguém ali contratou um empreiteiro. Vi gente tocando música e dançando ao ar livre. Ninguém ali pagou para ir a um show. Tudo isso é uma forma de "gift economy". Nos Estados Unidos, onde eu moro, não vejo isso. Lá, você atravessa bairros inteiros sem ver crianças brincando na rua. Elas estão dentro das casas, na frente de algum computador. Ou estão em alguma atividade organizada, pela qual têm de pagar. Tudo se torna um produto, tudo se torna um serviço pago. Assim, não há comunidade. Ninguém cuida do próximo. Os moradores de Vila Progresso são pobres em vários aspectos, mas muito ricos em outros. Cada criança lá conhece a história de cada vizinho. Havia lá um homem bêbado, andando torto e se comportando mal. Uma criança me disse que ele havia sido deixado pela mulher, e que aconteceu isso e aquilo... Há uma espécie de riqueza cultural ali. Na América, não sabemos a história de nenhum vizinho. Cada pessoa que vemos é uma estranha. Não nos sentimos em casa, porque não fazemos parte de uma matriz de histórias. Logo, ficamos famintos por encontrar sentidos para a vida. Nos tornamos consumidores de histórias de políticos e celebridades. Por isso o discurso de Donald Trump é tão poderoso para nós.

    ÉPOCA — Como explicar a vitória de Donald Trump? Eisenstein — Trump diz que a América pode ser grande de novo. Diz que imigrantes são culpados pela criminalidade. Dá explicações bem simples que servem para muitos buscarem algum sentido, num mundo que está desmoronando. Apela para a nostalgia, para o antigo modo de viver... Há 30 anos, 40 anos, um americano conseguia sustentar a família inteira com seu salário de operário de fábrica. Hoje, esses empregos se foram. As pessoas estão revoltadas. Querem culpar alguém. Donald Trump oferece a eles alguém para odiar. A esquerda americana, por seu lado, oferece outro rol de culpados para odiar: os eleitores de Trump, porque eles são racistas, sexistas, são gente terrível. Dos dois lados há a mesma estratégia: encontrar um inimigo e despertar tanta indignação quanto possível, para assim poder derrotá-lo. É uma mentalidade de guerra.

    ÉPOCA — Por que o sonho americano parece tão distante hoje? Eisenstein — O sonho americano está em declínio há algumas décadas. Creio que se deve a uma profunda falência de nosso sistema econômico. Ele só funciona quando há crescimento, mas estamos ficando sem espaço para crescer atualmente. Quando o crescimento desacelera, o capital não consegue encontrar investimento produtivo suficiente a fim de manter as lacunas preenchidas. O capital precisa extrair riquezas de outro lugar. Uma forma é forçar outros países, como o Brasil, a converter seus recursos naturais em produtos para exportação. Mas isso não basta mais para manter a máquina de crescimento, pois estamos enfrentando resistência política e limites ecológicos. A era da dominância americana, que permitiu sustentar nossa elite e ainda produzir excedentes suficientes para as classes trabalhadoras, acabou. Agora temos de escolher se vamos permitir a nossas elites tornar-se mais e mais ricas ou se elas terão de compartilhar com todo mundo. Mas nem temos mais uma cultura política na qual a elite possa compartilhar. Todo o nosso sistema tributário, nosso sistema bancário, tudo está voltado em favor do "1 por cento", da camada mais rica.

    ÉPOCA — A revolta contra o "1 por cento" tornou-se politicamente insustentável? Eisenstein — Sim. Se Hillary Clinton tivesse sido eleita, possivelmente teríamos pela frente quatro anos de mesmice, uma mesmice cada vez mais nociva às pessoas e ao meio ambiente. Agora, o normal acabou. O normal já era. E as pessoas não sabem o que fazer. Encontram-se num estado de trauma, de choque, de confusão. Ninguém sabe o que vem pela frente. As pessoas ainda não admitem que o normal acabou. Poderemos ter grandes mudanças políticas nos próximos dois ou três anos.

    ÉPOCA — Algum país já encontrou saída para o impasse deixado por esse fim da normalidade? Eisenstein — Não vejo nenhum país 100% bem-sucedido como modelo, mas alguns estão fazendo coisas admiráveis. Butão, na Ásia, ou Costa Rica, na América Central. O Brasil é muito rico. Vocês deveriam se perguntar por que há tanta pobreza aqui, em um país tão rico em recursos naturais. Todo mundo aqui deveria estar feliz e ter uma vida confortável. Mas vocês também são parte de um sistema que drena recursos da coletividade em favor de muito poucos.

    ÉPOCA — Quais são as lições do Butão?
    Eisenstein — Eles estão questionando o desenvolvimento econômico como um objetivo necessário e positivo. Estão pensando: "Em vez de buscar prosperidade, vamos buscar a felicidade nacional. Isso inclui algum desenvolvimento econômico, mas também desistir de certos desenvolvimentos. Não vamos nos lançar à agroindústria, por exemplo. Não vamos permitir turismo demais, por saber que isso drenaria parte da felicidade de nosso povo". Não quer dizer que a gente deva copiar o Butão, mas que podemos aprender com suas ponderações sobre o que é realmente bom. Vivemos sob a ideologia de que o desenvolvimento é uma força historicamente inevitável e positiva. Mas vemos hoje que, após muitas décadas de desenvolvimento na América do Sul, as pessoas não estão necessariamente mais ricas ou felizes em aspectos importantes. A ideologia diz: "Isso é porque vocês ainda não se desenvolveram o bastante. Se ainda não está funcionando, vá mais fundo, até se tornar uma América". Mas olhe para a América de perto. Ela parece próspera. Tem grandes casas, grandes estradas, grandes coisas. Mas a miséria, a solidão e a alienação dentro desses casarões, a depressão, a violência doméstica... Isso não é um modelo para o mundo. Se isso é o ponto de chegada do desenvolvimento, então precisamos nos desenvolver em outra direção. Numa direção que não leve a casas afastadas umas das outras, sem espaço público, onde é necessário dirigir de um canto a outro, onde tudo é ilegal, onde crianças não brincam ao ar livre. Esquecemos nosso instinto comunitário. Todas essas coisas nos tornaram a nação mais pobre do planeta. Não estou dizendo que os países devem continuar onde estão. Mas que eles devem questionar tudo.


    Matéria Original:

    http://epoca.globo.com/economia/noticia/2016/11/charles-eisenstein-o-normal-ja-era.html
    Saiba Mais
  • Charles Eisenstein vem ao Brasil pela primeira vez

    Denize Guedes - Palas Athena


    Sob o tema ‘Repensar o mundo: as transformações econômicas, políticas e pessoais’, o norte-americano conduz palestra no Sesc Vila Mariana, no dia 22 de novembro, às 19h, e autografa o livro; ele participa também de encontro em Santos, no dia 26

    “Em um tempo de crise social e ecológica, o que nós, enquanto indivíduos, podemos fazer para tornar o mundo um lugar melhor?” Esta é uma das perguntas orientadoras de “O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível”, primeira obra do conferencista e escritor norte-americano Charles Eisenstein a ser lançada em língua portuguesa, pela Palas Athena Editora, com a visita do autor ao Brasil, também inédita, em novembro.

    Em São Paulo, o lançamento e sessão de autógrafos se darão após palestra no Sesc Vila Mariana no dia 22, às 19h, sob o tema Repensar o mundo: as transformações econômicas, políticas e pessoais. O médico sanitarista Eduardo Jorge, que já comandou as secretarias do Verde e do Meio Ambiente e da Saúde da capital paulista, é um dos confirmados a dialogar com Eisenstein na ocasião — Eduardo Jorge foi também deputado estadual e federal. Participará também a bióloga e socióloga Rita Mendonça, que desenvolve programas de aprendizagem com a natureza. É coordenadora no Brasil da Sharing Nature Worldwide e professora da Escola Schumacher Brasil. Já em Santos, no dia 28, o autor passará a tarde no espaço do Instituto Elos abordando temas semelhantes.

    Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian", Eisenstein se descreve como um "ativista e teórico do decrescimento", uma vez que seu estilo de vida e produção intelectuas se apoiam na chamada "gift economy" - algo como "economia da dádiva". Em uma economia baseada na dádiva, a força de trabalho é orientada por incentivos intrínsecos (paixão, por exemplo) e não extrínsecos (dinheiro e lucro), como ocorre na economia tradicional. Ele argumenta que, em uma sociedade assim, "quanto mais o indivíduo dá, mais rico ele se torna".

    Mais sobre o livro
    “O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível” é formado por 36 capítulos em que Eisenstein mostra como as atividades humanas são guiadas por histórias orientadoras e como, agora, a civilização moderna estaria deixando para trás o que chama de “História da Separação” para entrar na “História do Encontro”. Ao reconhecer que tudo está conectado — no terceiro capítulo, “Interser” —, ele argumenta que cada pessoa pode ser um agente mais efetivo de mudança e ter influência positiva no mundo, não importa quão aparentemente pequena e pessoal possa parecer sua ação.

    Para o autor, a narrativa de separação, que guia a nossa cultura, tem gerado as presentes crises econômica, social, política e planetária. Ele convida o leitor a abraçar um entendimento radicalmente diferente de causa e efeito, soando um alarme para rever pressupostos mecanicistas e criar o mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível. Assim, a obra inspira e provoca reflexões que funcionam como um poderoso antídoto para o cinismo, a frustração, a paralisia e a opressão que muitos sentem na vida contemporânea.

    Mais sobre o autor
    Eisenstein se dedica aos temas de civilização, consciência, dinheiro e evolução cultural humana. Seus vídeos virais e textos online fizeram dele um filósofo social e um intelectual da contracultura que não pode ser facilmente rotulado. Graduou-se em Matemática e Filosofia pela Universidade de Yale em 1989 e trabalhou, nos dez anos seguintes, como tradutor do chinês para o inglês. É autor também de Sacred Economics (Economia Sagrada) e Ascent of Humanity (A Ascensão da Humanidade). Ele vive hoje em Camp Hill, Pennsylvania.


    Vídeos para conhecer mais:

    The more beautiful world our hearts know is possible (com legendas em português):
    https://www.youtube.com/watch?v=n45PlkyFcVI
    A New Story of the People, TEDxWhitechapel: https://youtu.be/Mjoxh4c2Dj0
    The Gift of Happiness, TEDxNewHaven: https://youtu.be/S16xUKypfeM


    Livro: "O mundo mais bonito que nossos corações sabem ser possível"
    Editora: Palas Athena Editora
    ISBN: 978-85-60-804-31-3
    Formato: 16x23cm
    Lançamento: 22 de novembro

    Palestra: "Repensar o mundo: as transformações econômicas, políticas e pessoais"
    Data: 22 de novembro de 2016, às 19h
    Local: Sesc Vila Mariana – Rua Pelotas, 141 – Vila Mariana
    Informações: http://charleseisenstein.strikingly.com/
    Saiba Mais
  • A chegada de uma nova consciência global

    Roberta Lotti - Palas Athena


    No dia 4 de outubro, o teatro do Sesc Vila Mariana foi o anfitrião da 35ª Semana Gandhi, que trouxe reflexões sobre a vida e as práticas deste grande homem, além de apresentações culturais indo-brasileiras. “Há algo mais na vida do que ganhar velocidade”, mote do evento, foi uma frase proferida por Gandhi na ocasião da construção das ferrovias na Índia. Ele se preocupava com o fato de que os sistemas mecanizados, que apressam nossas vidas, nos distanciariam da Natureza. “Uma árvore leva 300 anos para alcançar sua maturidade, mas pode ser destruída em 15 minutos”, disse o primeiro palestrante, Makarand Paranjape, professor da Universidade Jawaharlal Nehru, em Nova Delhi. “Toda a obra de Gandhi faz uma crítica muito radical ao modelo de civilização moderna que, segundo ele, é autodestrutiva, pois a noção de prosperidade é baseada na exploração da Natureza até o limite. Esta violência contra a Natureza, que é também nossa matriz, é uma violência contra o outro”, afirmou Makarand.

    Segundo o professor, esta crise que a humanidade está enfrentando é uma grande oportunidade, pois é na contradição que nos modificamos. Fazendo alusão à abertura do evento, em que o musicista Dino Barioni e a cantora Rita Braga apresentaram um canto devocional indiano fusionado com uma música de Lenine intitulada “Não deixo a vida me levar”, Makarand disse que precisamos tomar as rédeas de nossas vidas. “Tenhamos esperança de que virá uma nova consciência global, através da qual será possível nos salvar e salvar o planeta”, diz o professor.

    As múltiplas faces da violência

    A doutora em psicologia Denise Gimenes Ramos abriu esta mesa temática falando sobre a humilhação como um tipo de violência. “É uma prática que reduz a pessoa ao estado de coisa e um instrumento eficiente na repressão de grupos, destruindo a identidade coletiva”, disse a psicóloga junguiana. Denise trouxe diversos exemplos históricos e cotidianos de como a humilhação deixa cicatrizes indeléveis em nossa alma e lembrou como o próprio Gandhi sofreu inúmeras humilhações. “Certo dia, na África do Sul, ele havia comprado uma passagem de trem na primeira classe, mas foi obrigado a ir para a terceira, por ser indiano. Ao recusar-se, foi então expulso do trem. Seu transtorno foi tamanho que ele passou aquela noite fria inteira sozinho em uma floresta, refletindo sobre como poderia lidar com uma situação como aquela sem ser pela violência”, contou Denise. “Acho que a partir dessa experiência de Gandhi temos muito a aprender”.

    Mas quais os caminhos para a superação? Segundo a psicóloga, é preciso questionar nossa inteireza. Consigo conter o que é ameaçador em mim? A partir desse reconhecimento, podemos transformar a humilhação em algo criativo. “Quando percebo que o outro é igual a mim, que temos a mesma humanidade, é impossível usar violência contra ele. O outro sou eu”, arrematou Denise.
    O professor e médico José Romão Trigo Aguiar foi o último a palestrar e trouxe o ponto de vista da auto violência. “Estamos inseridos em uma cultura de violência banalizada e oficializada, mas é importante entender que a violência não é natural, não é óbvia!”, afirmou José Romão. “Existe uma grande contradição, pois mesmo sem querer, reproduzimos a violência. Isso ocorre por conta de um ciclo de dor, de sofrimento”.

    O médico aponta algumas razões que nos impossibilitam acolher nossas contradições individuais, entre elas: não reconhecer nossa capacidade de amar e ser amado, trair nossos valores, romper com nossas responsabilidades éticas – a omissão perante uma opressão, por exemplo. Esses e outros elementos geram um processo de coisificação de nós mesmos e de consequente auto violência, que nos impede de entrar em um processo de mudança consciente.

    Mitologia indiana em forma de dança

    O evento foi encerrado magicamente pelos dançarinos do Estúdio Padmaa – Arte e Cultura, e pela professora Silvana Duarte, com a apresentação de dois números de Odissi. Originada em Orissa, terra dos templos, a dança guarda estreita ligação com o Sagrado e é uma das mais antigas danças da Índia. Caracterizada por sua graça lírica e pela expressão dramática ao retratar os textos da literatura Hindu, a apresentação encantou todos os presentes, deixando um gosto de quero mais para o próximo ano.



     
    Saiba Mais
  • “O Fim de um mundo não é o Fim do Mundo”

    Roberta Lotti - Palas Athena


    O pensador da pós-modernidade Michel Maffesoli fez uma brilhante passagem pela Palas Athena no Seminário “O Retorno do Sagrado”.

    O auditório da Palas Athena precisou de cadeiras extras para receber os participantes do Seminário com o sociólogo francês Michel Maffesoli, que esteve na instituição para falar sobre um tema relacionado a um de seus livros. Desta vez, a tônica da aula de Maffesoli foi “O Retorno do Sagrado”, temática abordada em “A Ordem das Coisas”, seu último lançamento no Brasil.

    Segundo o autor, estamos vivendo um abalo na crença da predominância da razão. Não se trata do abalo da razão, mas da razão como soberana. Estamos, portanto em pleno ressurgimento do imaginário, que está se desenvolvendo na vida individual e coletiva, e tem como uma de suas manifestações o Sagrado – ou “Sacral”, neologismo preferido por Maffesoli.

    O sociólogo fala de uma defasagem entre a sociedade oficial – representada pelas instituições econômicas, educacionais e politicas que seguem o modelo do materialismo e a sociedade oficiosa, característica da pós-modernidade. Esta última é o universo dos jovens, portadores do presente e do futuro. O entusiasmo está no cerne desta geração, e valores como a simpatia, a empatia e a cooperação são expressões cotidianas deste entusiasmo.

    A defasagem entre oficial e oficioso deflagra uma crise “societal”, pois perdemos a consciência e a confiança em quem somos. Esta é, segundo Maffesoli, a crise que ocorre agora entre modernidade e pós-modernidade. É como se a modernidade estivesse em um processo de saturação química, em que as moléculas se desestruturam, mas ao mesmo tempo entram em uma nova composição, dando lugar ao pós-moderno. Assim, alerta Maffesoli: “O fim de um mundo não é o fim do mundo. Pode haver impermanência com continuidade. Neste momento, precisamos de um pensamento autêntico que possa ser gerador, depois organizador e finalmente diretor de um tempo que está sendo gerado”.

    Se o princípio moderno foi racionalista, materialista e tinha uma visão estritamente economicista, o princípio pós-moderno é holístico. “Chamo isso de materialismo místico”, explica o sociólogo. “O que se ressalta é o qualitativo, não o quantitativo. A criatividade, não a linearidade. Isso é o espírito da latinidade, é a revanche dos valores latinos na pós-modernidade”.

    Ao traçar o percurso do racionalismo, Maffesoli afirma que na modernidade eliminamos todos os parâmetros humanos que não serviam à razão e ao utilitarismo. Absolutamente tudo estava submetido à razão. Em oposição, a pós-modernidade reintegra estes parâmetros que foram deixados de lado, como o onírico, o festivo, o lúdico, a imaginação, propondo a volta do imaterial, o repatriamento do gozo, a busca inconsciente pelo inútil.

    “O que está em jogo atualmente é uma significação que não tem finalidade. Podemos falar de uma razão sensível, que promove o reencantamento do mundo para além da simples necessidade, mas para satisfazer o desejo”, finaliza o sociólogo.
    Saiba Mais