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  • Lançamento do livro "Reinventar a Educação"

    Palas Athena


     

    A Palas Athena Editora lança em setembro o livro “Reinventar a Educação: Abrir caminhos para a metamorfose da humanidade” escrito por Edgar Morin, um dos pensadores mais emblemáticos e importantes do século XX e XXI, reconhecido internacionalmente como fundador e pensador mais destacado do Pensamento Complexo, e por Carlos Jesús Delgado Díaz, Doutor em Filosofia e Decano da Faculdade de Filosofia e História da Universidad de La Habana.

    Este livro – que atualiza para o momento atual a obra magistral de Edgar Morin – sublinha a condição humana e planetária neste cenário de transformações de um mundo em crise, onde estão presentes riscos e oportunidades de mudança. Aponta o diálogo permanente entre educação e política, academia e políticos como uma ação inadiável para uma metamorfose que seja capaz de regenerar o tecido social.

    Na trajetória da educação, a sua finalidade – aprender a viver – ficou em segundo plano e deve ser retomada tornando-se ponto de partida, farol e horizonte. É possível encontrar seus traços na recuperação cidadã dos espaços públicos, nos chamados à paz e à deliberação, na conectividade e crescimento das solidariedades horizontais e no descentramento e funcionamento em rede, que expressam potencialidades da renovação política e educacional humanas.

    O livro será lançado pela Palas Athena Editora, às 18h do dia 03 de setembro, na 24ª Bienal do Livro de São Paulo e contará com um bate-papo com a tradutora Irene Reis dos Santos.

    A Palas Athena Editora publicou também a obra Diálogo sobre a natureza humana, de Edgar Morin em coautoria com o neuropsiquiatra francês Boris Cyrulnik.

    Reinventar a Educação
    Edgar Morin e Carlos Jesús Delgado Díaz
    Gênero: Educação
    Páginas: 160
    Preço: R$ 39,00
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  • Unifesp e Palas Athena Realizam Simpósio Internacional de Práticas Tradicionais e Contemplativas

    Assessoria de Imprensa - Palas Athena


    Um estudo realizado pela Organização Mundial de Saúde revelou que problemas de saúde mental respondem por mais de 15% dos problemas de saúde nos países desenvolvidos. Esse índice é maior do que o número representado pelos casos de todos os tipos de câncer. Essa revelação tem sido verificada no dia a dia da nossa sociedade, o que nos leva a refletir sobre a necessidade de informar e discutir as práticas e pesquisas realizadas na perspectiva de uma saúde mais integrativa para não adoecer e cultivar o bem estar, ampliando o olhar tradicional e o da contemporaneidade.

    Pensando nisso, a Universidade Federal de São Paulo, UNIFESP, em parceria com a Palas Athena, promovem nos dias 16 e 17 de setembro o 5º Simpósio Internacional de Práticas Tradicionais e Contemplativas. Com o objetivo de apresentar novos estudos e boas práticas realizadas na área, este Simpósio¬ trará a São Paulo destacados profissionais brasileiros para apresentar suas pesquisas e experiências.

    Voltado para estudantes, pesquisadores e profissionais da saúde e bem-estar, o evento se desdobrará em quatro mesas-redondas ao longo dos dois dias, representadas por três eixos temáticos: Práticas Tradicionais e Contemplativas; Educação; e Saúde e Espiritualidade.

    Figura entre os convidados internacionais o Dr. R. Galib - PhD pelo Institute for Post Graduate Teaching & Research in Ayurveda da Gujarat Ayurved University, Jamnagar - Índia, onde leciona como Professor Assistente desde 2007. Dr. Galib é ainda editor assistente do International Journal of Ayurveda e membro expert do AYUSH Research Portal, Ministery of AYUSH, Nova Delhi.

    Faz parte da programação de 2016 uma mesa sobre "Práticas Tradicionais", onde os professores Lucia Lee e Jaime Kuk falarão sobre as "Práticas Tradicionais Chinesas - Relação mente-corpo", e o Dr. Jorge Eiji Sato, "Experiência no atendimento no Hospital Servidor Público Municipal de São Paulo em Acupuntura e Chi Kung". A mesa "Práticas Tradicionais e Contemplativas na Educação" contará com as palestras de Flavia Miranda Baptista - "O Pleno potencial da mente através da Meditação Transcendental"; Profa. Adriana Fóz - "Educação socioemocional"; e Profa. Dra. Camila Ferreira-Vorkapic - "Yoga em Escolas". Na mesa redonda "Saúde e Espiritualidade", o psiquiatra Leandro Timm Pizutti compartilhará sobre "O papel da espiritualidade na área da Saúde", o Lama Rinchen Khyenrab sobre "Assistência espiritual ao paciente terminal" e, fechando a programação, a Monja Coen falará sobre "Saúde e Compaixão".

    Também faz parte da programação a apresentação de pesquisas sobre  "Mindfulness no Tratamento do Abuso de Drogas" – Dra. Ana Regina Noto; "Medicina Integrativa na pós-menopausa" - Dra. Helena Hachul; e "Impacto da Meditação no Cérebro e na Cognição" – Dra. Elisa Harumi Kozasa.

    Serão realizadas atividades envolvendo temas do simpósio, como práticas meditativas e respiratórias, entre outras dinâmicas guiadas por equipe de profissionais especializados.


    5º Simpósio Internacional de Práticas Tradicionais e Contemplativas Data: 16 e 17 de setembro de 2016 Horário: das 9h às 17h
    Local: Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP | Teatro Marcos Lindenberg
    Endereço: Rua Botucatu, 862, Vila Clementino – São Paulo, SP
    Valor: R$ 225,00
    Informações: http://5siptc.strikingly.com
    Inscrições: http://goo.gl/FwIfOk
    Saiba Mais
  • Lian Gong, um treino para viver sem dor

    Denise Ribeiro - Palas Athena


    Mente e corpo unidos em favor da qualidade dos exercícios. Esse engajamento entre concentração externa e interna é a tônica do Lian Gong, é o que o torna tão especial. Ao encorajar o praticante a focar sua atenção na forma como se movimenta e no ritmo em que conduz a prática, além de conectar esses movimentos ao fluxo e à circulação do QI (energia) corporal, o Lian Gong dá ao aluno um sentido de presença único.

    Composto inicialmente por uma série de 18 exercícios (chamados de terapias), o Lian Gong foi criado na década de 70 pelo ortopedista Zhuang Yuan Ming, que viveu em Xangai até meados de 2013. Ele uniu os conhecimentos da Medicina Tradicional Chinesa e da Moderna Medicina Ocidental com as artes guerreiras e antigos exercícios terapêuticos. “Os exercícios são simples, de fácil execução, e acompanhados de uma música que incentiva o ritmo respiratório e o fluxo dos movimentos. Ao praticar, a própria pessoa se torna ativa no reequilíbrio de sua saúde e bem-estar, ganhando mais autonomia e auto-confiança”, explica a professora Eliane Daruj, que dá aulas semanais e contínuas de Lian Gong na Palas Athena.

    O objetivo do ortopedista ao criar o primeiro grupo de 18 terapias foi oferecer ferramentas eficazes para aliviar as dores que atingem o sistema músculo-esquelético – pescoço e ombros, costas e região lombar, glúteos e pernas. Em seguida, ele criou uma segunda série de terapias (mais 18 exercícios) que atuam em problemas articulatórios e de tendões e fortalecem os órgãos internos. A última série, composta também de 18 exercícios, atende a problemas respiratórios como asma, bronquite, tosse e males do estresse, como dor de cabeça e pressão alta.

    Esses exercícios, de caráter preventivo e curativo, põem em movimento no organismo o “Chi” (energia vital) através dos meridianos, em especial o “Zhen Chi” ou “Chi Verdadeiro” – termos encontrados nos fundamentos da Medicina Tradicional Chinesa, que acredita que, “quando o Zhen Chi está pleno no interior do corpo humano, os fatores negativos não podem invadi-lo”.

    A prática contínua do Lian Gong melhora a circulação do sangue, dissolve aderências e inflamações nos tendões, restaura a movimentação natural, melhorando a resistência e a vitalidade do organismo, entre outros benefícios.

    A comprovada eficiência da terapia de 54 exercícios tem levado vários países a adotá-la como política pública de saúde, entre eles o Brasil. “Assim como a acupuntura, a homeopatia, a crenoterapia e outras práticas consideradas integrativas e complementares pelo Ministério da Saúde, o Lian Gong tem sido oferecido em várias cidades do país como método preventivo e mesmo de tratamento para a saúde corporal. Em São Paulo, vários postos de saúde do SUS já oferecem essa prática regularmente”, explica a professora Eliane Daruj.
    Lian Gong na Palas Athena Com Eliane Daruj
    Terças-feiras, das 16h45 às 17h45, e sextas-feiras, das 17h às 18h
    Endereço: Alameda Lorena 355, Jardim Paulista, São Paulo
    Saiba mais: http://goo.gl/IhU6Lc 
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  • "Mindfulness e Ciência" - Novo lançamento da Palas Athena Editora

    Palas Athena


    A Palas Athena Editora lança, em agosto o livro “Mindfulness e Ciência” de Ausiàs Cebolla i Martí, Javier García-Campayo e Marcelo Demarzo

    Nos últimos trinta anos, mindfulness foi rapidamente introduzida e difundida na psicologia científica moderna. Sua rápida incorporação no âmbito científico deve-se, em grande parte, ao êxito das terapias nela baseadas – que têm representado uma verdadeira revolução na esfera da saúde, atingindo índices extraordinários de popularidade no contexto da medicina, psicologia ou educação.

    Buscando compreender esse fenômeno, considera-se que o que estamos vivendo na primeira e na segunda década do século XXI seria um retorno ao movimento do potencial humano e ao crescimento pessoal, desta vez revestido de um método científico e de intervenção mais rigoroso, estruturado e eficaz que o realizado na segunda metade do século XX.

    Abrindo-se em diferentes campos, recebendo apoio e respaldo institucional tanto no cenário público como privado, a aplicação de mindfulness neste contexto social torna acessível ao maior número possível de cidadãos a capacidade de desenvolvimento da dimensão ético-moral – e do benefício que isto traz no âmbito comunitário: a atenção responsável.

    Neste sentido, os próximos anos podem ser apaixonantes, avançando em direção a uma sociedade mais compassiva, amável e bondosa.

    Sobre os autores:
    Ausiàs Cebolla i Martí 
    é psicólogo e professor na Universitat Jaume I de Castelló, do Departamento de Psicologia Básica, Clínica e Psicobiologia, em especial no âmbito da Emoção, Psicologia Positiva e pesquisas científicas. Doutor em Psicologia pela Universitat de València, com uma tese sobre a eficácia de um tratamento baseado em mindfulness para depressão e ansiedade no âmbito hospitalar. Atualmente combina diversos projetos de investigação em mindfulness com a docência em múltiplos másters e cursos. É autor de mais de cem artigos científicos no âmbito de mindfulness e das demais áreas de sua atuação.

    Javier García-Campayo é médico psiquiatra no Hospital Miguel Servet e professor titular na Facultad de Medicina na Universidad de Zaragoza. Foi presidente da Sociedad Española de Medicina Psicosomática. É investigador do Instituto Aragonés de Ciencias de la Salud, com mais de 150 trabalhos publicados sobre dor, fibromialgia, depressão e mindfulness. Coordena o “Máster en Mindfulness” da Universidad de Zaragoza. Atualmente é um dos mais destacados pesquisadores e docente na aplicação de mindfulness nas áreas da saúde e da educação na Espanha. Realizou aprofundamento e pesquisa em “Vínculo e Psicossomática” na Universidade de Manchester, Grã Bretaña (1992). Na Universidad de Zaragoza (1993) dedicou seu doutorado à área de Atenção Primária e Psicossomática. Na Universidade McGill, Montréal, Canadá (1997) trabalhou sobre Psiquiatria Transcultural.

    Marcelo Demarzo é professor de “Mindfulness para Saúde”, com formação na Inglaterra (Instituto Breathworks), e nos EUA (Center for Mindfulness in Medicine, Health Care, and Society – University of Massachusetts) com Jon Kabat-Zinn e Saki Santorelli. É médico de Família e Comunidade, com graduação, especialização e doutorado pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP, e docente do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP. É docente visitante da Universidade de Zaragoza, Membro da Comissão Organizadora e Responsável pelo Módulo Prático do “Máster en Mindfulness” na mesma Instituição. Coordena o Mente Aberta – Mindfulness Brasil, Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde, de formação profissional, estudos e divulgação.

    "Mindfulness e Ciência"
    Autores: Ausiàs Cebolla i Martí, Javier García-Campayo e Marcelo Demarzo
    ISBN: 978-85-60804-30-6
    Gênero: Meditação
    Lançamento: setembro de 2016
    Páginas: 240
    Preço: R$ 49,00
    Saiba Mais
  • Profa. Cristina Franciscato fala sobre os Jogos Olímpicos

    Tv Câmara Bauru


     



     
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  • Prêmio Chico Xavier homenageia pessoas e entidades beneficentes

    DA REDAÇÃO


     

    Fonte:  http://www.camara.sp.gov.br/blog/premio-chico-xavier-homenageia-pessoas-e-entidades-beneficentes/ A terceira edição do Prêmio Chico Xavier de Reconhecimento Humanitário foi entregue em sessão solene realizada na noite desta segunda-feira (27/6), no Salão Nobre da Câmara Municipal. O objetivo da premiação é reconhecer publicamente atitudes de fraternidade e solidariedade, atos e obras de amor ao próximo e de estímulo à elevação do espírito humano.

    “Chico Xavier representa em sua trajetória de vida o que o brasileiro tem de melhor, que é a solidariedade e o amor ao próximo. E isso serve para exemplificar e estimular a continuidade de uma ação humanitária. Exemplificar principalmente para o resto do mundo, buscando a igualdade, a paz, a justiça social, e este prêmio que a cidade entrega é de reconhecimento a esse trabalho humanitário”, ressaltou o vereador Rubens Calvo (PDT), autor da iniciativa.

    Foram entregues 19 prêmios para instituições e personalidades indicadas por vereadores pelos trabalhos realizados em toda a cidade de São Paulo. Entre os homenageados estava a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (ABRATA), que atua na desde 1999, no apoio psicossocial a portadores e familiares transtornos mentais.

    “Para nós, esse prêmio é um a honra, porque ver um trabalho reconhecido, e ainda um trabalho de cunho humanitário em educação e saúde, nos estimula para que tenhamos mais resiliência, mais estimulo para continuarmos”, ressaltou Iole Maria Gassibe, vice-presidente da instituição.

    Confira a lista com os premiados:
    – Luiz Henrique da Cruz Ribeiro, indicado pelo vereador Andrea Matarazzo (PSD)
    – Instituto Cidadão Brasileiro Participativo, indicado pelo vereador Antonio Donato (PT)
    – Núcleo de Promoção Social ”Venha Conosco”, indicado pelo vereador Arselino Tatto (PT)
    – Associação Beneficente e Cultural por um mundo Melhor Solidário, indicada pelo vereador Aurélio Nomura (PSDB)
    – Centro de Assistência e Promoção Social Nosso Lar, indicado pelo vereador Celso Jatene (PR)
    – Obra Assistencial Mãe Florinda, indicada pelo vereador Claudinho de Souza (PSDB)
    – Diogo Caparroz, indicado pelo vereador Conte Lopes (PP)
    – Associação Palas Athena, indicado pelo vereador Gilberto Natalini (PV)
    – Bruno Eduardo Abbate, indicado pelo vereador Gilson Barreto (PSDB)
    – Casa de Assistência Victor Adriano, indicada pelo vereador Jamil Murad (PCdoB)
    – Casa José Coltro, indicada pelo vereador Jonas Camisa Nova (DEM)
    – Associação Brasileira de Familiares Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos
    – ABRATA, indicada pelo vereador José Police Neto (PSD)
    – Associação Beneficente de  Amurt – Amurtel, indicada pelo vereador Laercio Benko (PHS)
    – Casa Hunter – Associação Brasileira dos Portadores da Doença de Hunter e outras doenças Raras, indicada pelo vereador Mario Covas Neto (PSDB) – Clube de Mães da Chácara Santana, indicada pelo vereador Milton Leite (DEM)
    – Centro Espírita Aprendizes do Evangelho, indicado pelo vereador OTA (PSB)
    – Instituição Assistencial e Educacional Amélia Rodrigues, indicada pelo vereador Rubens Calvo (PDT)
    – Ahimsa – Associação Educacional para Múltipla Deficiência, indicada pelo vereador Salomão Pereira (PSDB)
    – Projeto Cultural e Educacional Novo Pantanal, indicado pelo vereador Senival Moura (PT)


    27669470900_caf87bd6c8_b 27847253112_63549357d1_b 27871601431_e44a5013af_b Clique aqui para ler a matéria original, publicada no site da Câmara Municipal de São Paulo
    Saiba Mais
  • Onde moram nossos monstros Entrevista com Monica Guttmann para Revista Bons Fluidos

    Denise Ribeiro - Revista Bons Fluidos




     
    Naquela criança interior que todos carregamos pela vida afora estão algumas das nossas maiores e mais intensas feridas, bem como nossa maior fonte de cura, criatividade, consciência e amor




    Débora lutava contra duas forças confitantes: o desejo e o medo de ser mãe. Foi procurar ajuda na arteterapia para tentar desvendar a origem desse antagonismo. Descobriu que a relação conflituosa com a própria mãe, abusiva e autoritária, deixou uma ferida interna que a impedia de aceitar o fato de que queria, sim, ter um  lho. Aprendeu a lidar com a autorrejeição e se transformou em mãe amorosa e dedicada.

    Fernando, pacifista convicto e praticante de ioga, ficou feliz pela chance de colocar em prática sua  loso a de vida na hora de educar o filho recém-nascido. Tudo corria bem até o menino completar 5 anos. Um dia, a birra da criança ativou nele uma raiva incontrolável, que o levou a bater com força no menino. “Eu me senti um monstro”, desabafou para a psicóloga e arteterapeuta Mônica Guttmann, a quem procurou em busca de ajuda. Descobriu que certos comportamentos do filho disparam nele um mecanismo inconsciente, remetendo-o ao tempo em que era brutalmente espancado pelo pai.

    A psicologia acredita que todos nós somos crianças feridas porque, em alguma medida, não recebemos de nossos pais tudo aquilo de que realmente necessitávamos. Até porque eles também eram – ou são – crianças feridas. “Uma palavra mal usada pode ficar para uma vida inteira, dependendo da intensidade com que o processo se deu e da relação com os pais”, argumenta Mônica, que também é escritora e professora.

    Mesmo empenhados em amar seus  lhos, os pais são humanos e, como qualquer pessoa, sentem dificuldade em decifrar o que está por trás de um gesto agressivo, de um silêncio intransponível, de uma ironia cortante. A mãe dá comida, achando que o problema é fome, quando o que a criança deseja receber, naquele momento, é colo, atenção, carinho. Quem consegue adivinhar que um choro sem motivo aparente esconde um pedido de “me escute, mãe”?

    ABANDONOS VIRAM FERIDAS

    Cada demanda não atendida, cada frustração, cada sofrimento, e, por fim, a sensação de abandono, ficam impressos no nosso inconsciente, na memória das nossas células, como se fosse uma ferida. Muitas delas, quando não cuidadas, acabam sequestradas pelo ego, que as transforma em monstros. “Esses monstros ativam medos, autossabotagens, violências, abusos, fantasias, crenças e atitudes destrutivas”, explica a psicóloga.

    Segundo ela, algumas crianças conseguem lidar com certas faltas, outras se ressentem e carregam, ao longo da vida, comportamentos danosos ou contraditórios que vão afetar sua trajetória, suas escolhas e todos os seus relacionamentos. “É o caso de pessoas que têm horror à mentira, por exemplo, e se pegam mentindo, manipulando, não sendo verdadeiras nas relações. Passam a usar certas situações em nome de um amor e de uma fidelidade que não existem. Elas encontram justicativas para provar que aquilo que estão fazendo é verdadeiro, quando no fundo não é”, explica a arteterapeuta.

    No caso da autossabotagem, ela está presente naquelas pessoas que conseguem o emprego dos sonhos, por exemplo, mas acabam sendo demitidas porque sempre chegam atrasadas ou não cumprem suas tarefas no prazo. No fundo, elas não se acham merecedoras desse bom emprego e, inconscientemente, atuam de forma a romper com ele.

    “Uma parte de nós trabalha pelo sim e outra pelo não, é como se dentro de nós habitassem dois personagens: um a favor da vida, da cura, do crescimento e outro que sabota tudo isso, porque tem medo”, argumenta Mônica. Esse personagem que atrapalha nosso desenvolvimento reflete um lado nosso que ficou aprisionado na infância, preso a crenças antigas, padrões antigos e que boicota nossas realizações. Essa resistência em querer e não querer gera monstros, cria doença e conflitos. E nos leva a atitudes contraditórias, como adiar para amanhã a finalização de um trabalho urgente ou se empanturrar de doces no segundo dia da dieta. “Existem autossabotagens mais drásticas, como a paciente que sonhou a vida toda em voltar a tocar piano e, quando finalmente comprou o piano, quebrou o dedo”, conta a psicóloga.

    DANDO FORMA AOS MONSTROS

    A boa notícia nesse cenário é que, com ajuda terapêutica, podemos começar a limpar nossas feridas internas, fazendo com que nossa trajetória se torne mais leve. No curso que oferece na Associação Palas Athena, em São Paulo, Mônica ajuda o aluno a dar forma aos monstros criados por essas dolorosas feridas. Os monstros da carência, da insegurança, do egoísmo, do medo e tantos outros sentimentos que abrigamos são esculpidos em argila ou biscuit.

    “A partir do momento em que damos voz e reconhecimento às nossas feridas, elas se tornam nossas aliadas, gerando mais energia, força, luz e integridade. Isso acontece tanto em nossos processos pessoais, quanto a nível coletivo”, explica a professora. Ela acredita na e ciência da arteterapia para levar as pessoas a personificar desejos, medos, carências. “No curso, vivenciamos esse processo de cuidado das feridas de maneira lúdica, literária e artística. Gosto da arteterapia, porque, ao materializar, dar uma cara para algo, ela já contribui para que aquilo perca força. A criatividade pode ser curadora e salvadora”, argumenta.

    A experiência da psicóloga não deixa dúvidas: mesmo quem não tem intimidade com o mundo das artes é capaz de esculpir o monstro que o subjuga. Ela garante que nosso inconsciente, com sua enorme sabedoria e assertividade, envia rapidamente as informações das nossas feridas para o nível da consciência. “A imagem do monstro vem pronta. Fica mais fácil dialogar com um monstro lá fora. Quando ganha concretude, você consegue conversar com ele. Dentro, a ferida fica meio inconsciente, uma coisa vaga”, diz Mônica.

    A reação dos alunos ao se depararem com seus monstros é de surpresa, repulsa ou muita emoção. Aos poucos eles vão aceitando aquelas guras grotescas, que são a expressão concreta dos seus dissabores psicológicos, e acabam criando intimidade com elas. “O propósito é acolhermos nossos monstros com afeto, para que eles se tornem nossos aliados, bons companheiros”, afirma a professora.

    A FAVOR DA VIDA


    Com a troca de impressões em grupo, o processo de limpeza de feridas se acelera, porque os monstros se confrontam, se identificam, aprendem mutuamente, somam forças. Como resultado da mudança interna, tanto pacientes regulares da psicóloga como alunos do curso relatam que passaram a sentir menos raiva, menos culpa, a fazer melhores escolhas, a ter mais alegria e amor-próprio: “Uma vez reconhecidas e cuidadas, nossas feridas podem tornar-se fonte de criatividade, solidariedade, compaixão e amor”.

    Mônica utiliza vários conteúdos terapêuticos para conseguir fazer emergir o monstro escondido dentro de nós, especialmente os ensinamentos de Jung. “Gosto muito do conceito dele de sombra, que é tudo o que está inconsciente e atua na nossa vida. Posso não gostar de você, porque te acho egoísta, mas não estou vendo que eu também sou. Como não enxergo isso em mim, projeto no mundo lá fora. Para explicar esse conceito, uso a imagem do sol se refletindo em alguém. Essa pessoa não vai conseguir enxergar a própria sombra na parede, mas as outras pessoas, sim”, compara.

    A arteterapeuta afirma que há dois grandes portais de emoção: um que nasce do amor e outro do medo. O do medo gera inveja, raiva, violência, abuso, egoísmo, ressentimento. Mas o maior medo do ser humano é de não ser aceito, não ser validado. “A busca desenfreada pelo dinheiro, pelo poder é, na verdade, uma tentativa de se sentir valorizado, seguro”, analisa ela. Portanto, só o amor pode nos salvar como indivíduos e como sociedade.

    E o que dizer do pai pacifista arrasado por seu comportamento violento? “Em um segundo episódio, ele chegou a estender o braço para agredir o filho, mas conseguiu se segurar com a outra mão. Está no caminho de aprender a usar a agressividade de maneira criativa”, conta Mônica. Seu monstro está sendo domesticado e enfrentando nosso maior desa o como seres humanos: aprender a amar. “Os papéis que cada um assume têm essa proposta: buscar o amor de maneira ampla. Até as profissões que as pessoas têm, no fundo, são pretextos para desenvolver o amor....”, assegura.

    Jung e os complexos

    Mônica Guttmann explica alguns conceitos junguianos utilizados na arteterapia:
    • Persona: as máscaras que usamos para esconder os monstros
    • Complexos: as feridas internas que se tornam monstros
    • Inconsciente coletivo e individual: aquilo que existe e não conhecemos
    • Sombra: parte de nosso ser sobre a qual não temos consciência
    • Criança interior: feridas e crenças que herdamos de nossos pais

    Corrupção desde o início

    Será que os monstros externos existiriam se cuidássemos melhor dos internos? As feridas coletivas nascem das feridas individuais, que acabam agindo contra nós mesmos e contra os outros. “Estamos vivendo um momento mundial e nacional de feridas e sombras vindo à tona com muita força”, diz Mônica Guttmann. A ética, a justiça, a democracia, a compaixão, o respeito e a empatia são valores e atitudes de uma sociedade saudável emocionalmente. Se não cuidamos de uma ferida individual, ela acaba indo para o coletivo. “Se não trabalho o abuso ou o complexo de rejeição, vou abusar, vou rejeitar. Todas as feridas não trabalhadas
    a gente repete, ninguém escapa disso. Repetimos tanto no nível individual quanto no coletivo”, explica ela. Ela dá como exemplo a corrupção, tema sempre presente nas sociedades, mas nunca na luz, sempre na sombra. O sistema político que vivemos há anos, anos e anos é produto de uma cultura corrupta, gerada por indivíduos corruptos. “O corrupto é aquele que se vende por algo que considera importante (dinheiro ou poder) – ou a pessoa que compra alguém. Essa é uma atitude de autodesvalorização, de baixa autoestima. Uma humanidade com autoestima baixa é o reflexo de crianças extremamente carentes, que não foram cuidadas nem respeitadas e, por isso, se sentem tão insignificantes a ponto de poderem ser vendidas ou compradas.” Fica claro que o autoconhecimento é a única saída.

    Matéria publicada na Revista Bons Fluidos
    Saiba Mais
  • 5ª Conferência de Paz de Londrina
    A Professora Lia Diskin participou da palestra de abertura da 5ª Conferência de Paz de Londrina.
    Nessa palestra a profa. Lia falou sobre a importância de contextualizar os acontecimentos para além da história única, da necessidade de se conviver e, sobretudo, respeitar a diversidade e também sobre a contextualização da Cultura de Paz no Brasil e no mundo.

    Confira o vídeo do encontro.

     
    Saiba Mais
  • Lia Diskin fala, entre outros assuntos, sobre Direitos Humanos e sobre o jogo Diário de Amanhã

    Chris Buarque


     

    Em entrevista a série "Beleza tem significado", produzido por Chris Buarque, Profa. Lia Diskin fala, entre outros assuntos, sobre Direitos Humanos e sobre o jogo "Diário de Amanhã".

     
    Saiba Mais