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  • Somos todos iguais: a luta pela diversidade e contra o preconceito

    Planeta Sustentável - Suzana Camargo


    “Eu tenho um sonho que um dia meus filhos irão viver numa nação onde eles não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.

    A frase, que faz parte de um dos textos mais famosos da história – não somente a americana, mas a mundial – foi dita pelo reverendo e ativista negro Martin Luther King, durante seu discurso “I have a dream”, em 1963, em Washington D.C., capital dos Estados Unidos, diante de uma plateia enorme de pessoas, que lutavam pelos direitos raciais.

    Se Martin Luther King não tivesse sido assassinado e ainda estivesse vivo, ele veria um país bem diferente nos dias de hoje. Menos de 50 anos depois de seu inesquecível discurso, os Estados Unidos elegeram seu primeiro presidente negro, que se chama Barack Hussein Obama. Filho de um queniano com uma americana, formou-se em Direito na mais prestigiada universidade daquele país: Harvard.

    Assim como Obama, o americano Raphaël Sambou acredita que muito de seu sucesso pessoal e profissional se deve a Luther King. Foi o diplomata quem relembrou a história acima. “Eu não estaria aqui hoje se não fosse por ele e outros tantos ativistas americanos”, disse.

    Sambou foi um dos convidados a participar da 12ª Semana Martin Luther King, promovida pela Associação Palas Athena, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Com apoio institucional da Unesco e do Consulado Geral dos Estados Unidos, o encontro teve dois temas “Diversidade nos Estados Unidos – Uma Perspectiva Atual” e “Linha de Montagem do Preconceito – Reprodução de Uma Mentira”.

    Para a primeira rodada de conversa, além de Raphaël Sambou, outro diplomata do Consulado Americano, Christopher Johnson também deu seu depoimento. Já sobre preconceito, falaram Alexandra Loras, consulesa da França em São Paulo, Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação e Thiago Tobias, representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação.

    Logo no início do evento, Raphaël Sambou contou sobre sua trajetória e os avanços que a comunidade negra conquistou em seu país. Apesar da abolição da escravatura ter sido proclamada em 1863 nos Estados Unidos, apenas cem anos depois os negros ganharam direito ao voto. “Mas hoje, além de Barack Obama, temos muitos negros à frente de grandes multinacionais também”, afirmou. “Já percorremos um longo caminho, entretanto, temos muito ainda a vencer. A marcha de Selma não terminou”, referindo-se à caminhada histórica de manifestantes no Alabama, estado onde aconteceram confrontos trágicos por causa do racismo.

    O diplomata americano destacou que o preconceito contra os negros persiste nos Estados Unidos. Recentemente, jovens foram assassinados no país por policiais –claramente por causa da cor de sua pele. Nas prisões americanas, 1,7 milhão de detentos são negros.

    Filho de uma imigrante da Nicarágua e pai caribenho, o diplomata negro Christopher Johnson contou que sofreu muito preconceito mesmo dentro de sua comunidade. Por não ter a pele tão negra, era visto como “mais branco do que os outros”. “A imagem do americano africano em meu país ainda é negativa”, acredita.

    É justamente como é passada a imagem dos negros, não somente nos Estados Unidos, como em todo mundo – mesmo aqui no Brasil e sobretudo na França – que Alexandra Loras se tornou uma ativista e palestrante sobre o assunto. “Por gerações e gerações fomos condicionados a pensar que homens eram superiores às mulheres, assim como negros eram inferiores aos brancos”.

    A consulesa mostrou um vídeo chocante, realizado na década de 50, em que crianças americanas eram confrontadas com bonecas negras e brancas e questionadas quais eram boas ou más. “Imaginem um mundo em que todos os inventores, filósofos e artistas fossem negros. E nas páginas dos livros, só aparecessem duas páginas de seus ancestrais – brancos – que haviam sido escravizados”, disse.

    Ao comparar a quantidade de escravos trazida para o Brasil com a daqueles levados aos Estados Unidos, Alexandra falou que em nosso país, o número foi muito maior. Todavia, eles se transformaram numa massa invisível. Ela defende que a imagem do negro deva ser trabalhada de maneira diferente nos livros didáticos e nomes como Teodoro Sampaio, Machado de Assis ou André Rebouças – todos negros – sejam mais valorizados. É hora de parar de buscar culpados. “Precisamos contar coisas positivas, melhorar a autoestima. Não são brancos contra negros, somos todos iguais”.

    Filósofo e professor de Ética e Filosofia Política da USP, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro falou sobre tolerância. Segundo ele, temos que aprender com os outros, mesmo que pensemos de forma diferente. Como único branco do debate, como se intitulou, o ministro afirmou que os brancos não são culpados pelo preconceito, mas são responsáveis.

    “A maior vergonha é sermos indiferentes ao racismo e ao preconceito”, ressalta Ribeiro. Ele citou Charles Darwin, que ao deixar o Brasil, teria dito que nunca mais queria pisar num país onde houvesse escravidão.

    Convidado pelo ministro, Thiago Tobias explicou como é o trabalho da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do governo. O órgão busca integrar ao ensino do país as minorias – negros, mulheres, indígenas. “Somente o encontro entre inclusão, tolerância e ética vai conseguir superar as desigualdadesno Brasil”.

    Uma das principais lições que ficou da noite que discutiu diversidade e preconceito veio da francesa Alexandra Loras. Depois de uma infância difícil, em que sofreu muito com o racismo, hoje a mulher linda e bem-sucedida – orgulhosa da cor de sua pele – prega que “o passado não pode definir nosso futuro”.

    Ela é certamente um exemplo disso. E é nosso dever fazer com que todos tenham oportunidades iguais e nossa sociedade seja tolerante e aberta à diversidade.

    Matéria original disponível: http://planetasustentavel.abril.com.br/
    Saiba Mais
  • Tributo Floral à estatua de Gandhi com mosaico de seus pensamentos

    Assessoria de Imprensa


     

    Em 30 de janeiro se completa 67 anos da morte do Mahatma Gandhi e, para evocar sua capacidade singular de levar o conhecimento à ação, a Palas Athena, em parceria com o Consulado Geral da Índia e o Centro Cultural da Índia, promoveram o Tributo Floral à estatua de Gandhi.




    Saiba Mais
  • A Ciência da Meditação

    Carolina Melo - Revista Veja


     

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  • Meditação Decifrada

    Sílvia Lisboa - Revista Saúde


     

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  • Pilares da Vida: O que tem valor?

    Petria Chaves - Rádio CBN



    Em entrevista ao programa "Caminhos Alternativos", da Rádio CBN, o psicólogo e professor da Palas Athena, Fernando Stanziani, fala sobre o que realmente importa na vida.

    O que tem valor? Como não perder tempo com aflições e questões que tomam nossa mente, mas que, no fundo, são apenas lixo mental. Como aprender a hierarquizar e treinar o olhar?


    (a entrevista começa em 44:06)

     
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  • A crítica de Gandhi sobre a modernidade é cada vez mais absorvida

    Florência Costa - Brasil Econômico


    Rajni Bakshi, uma das principais ativistas Gandhianas da Índia, diz que o líder pacifista Mahatma Gandhi já alertava para os males do consumismo exacerbado desde os anos 50. Integrante do Gateway House: Conselho Indiano de Relações Internacionais, centro de pesquisas com sede em Mumbai, Bakshi,autora de vários livros, o último deles “Bazaars, Conversations and Freedom: for a market culture beyond greed and fear“(2009), veio ao Brasil recentemente para proferir a palestra “ A Economia Gandhiana”, na Associação Palas Athena, de São Paulo.

    A sra. costuma dizer que Mahatma Gandhi previa os problemas surgidos com a mudança climática. De uma perspectiva indiana, o que está errado com esse modelo de crescimento econômico?
    Gandhi dizia que se o mundo inteiro viver como o Ocidente , nós precisaríamos de três planetas. Um não seria suficiente. Ele disse isso nos anos 1950, antes do auge do consumismo. E ele estava certo. Não é possível ter crescimento econômico infinito em um planeta finito. Muito do que se produz é lixo. Na Espanha há um estudo sobre como se poderia economizar energia se as pessoas desligassem completamente seus aparelhos eletrônicos. Esse tipo de lixo tem sido construído dentro do modelo ocidental.Gandhi dizia que o modelo em si era deficiente. Primeiro, há o problema dos recursos finitos. Segundo, há a questão do modelo que define o sucesso pelo consumo. Isso em médio a longo prazo se torna insatisfatório. Por isso é que existe o movimento de simplicidade voluntária no Ocidente. Mas isso pode ser aplicado a culturas onde o povo não tem nem mesmo três refeições por dia e onde ao mesmo tempo as pessoas querem comprar carros?

    É justo culpar apenas o mundo desenvolvido pela situação atual? O tipo de modelo econômico que os países emergentes adotam ou o que aspiram ter é exatamente o mesmo: liderado pelo consumo e que necessita de muita energia. Temos de repetir os mesmo erros dos países ricos?
    Este é um ponto importante: a responsabilidade histórica do Ocidente e a atual responsabilidade do mundo desenvolvido em termos de quantidade de lixo. Em meados dos anos 90, o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas calculou o que uma criança em Nova York e uma criança em Paris consumem. O consumo da criança de Nova York foi três vezes maior do que o da criança de Paris. Então, neste sentido, os americanos são incomparáveis. Até mesmo os europeus ocidentais não conseguem competir com os americanos neste quesito. Na Índia também estamos em baixa nesse aspecto. Os vegetais, que nós consumimos por séculos, de repente são vendidos envolvidos em embalagens plásticas. Por que isso? De alguma forma nós passamos a achar que isso é mais desenvolvido. Eu realmente não sei quem introduziu isso no mercado de produtos alimentares. Não se pode apenas culpar as cadeias de supermercados. Até no mercado de vegetais do meu bairro, os produtos são vendidos em embalagens plásticas sem nenhuma razão. Isso tudo é lixo que poderia ser evitado. Mas o desafio real para a Índia, por exemplo, não é somente ter um crescimento verde,e sim ter um modelo de crescimento futurístico. É preciso criar um sistema na Índia que ofereça até mesmo itens básicos como comida, abrigo, roupas, educação e saúde. A maioria dos nossos projetos públicos foram desenvolvidos como se não houvesse amanhã e como se não houvesse limite para os recursos.

    A sra. tem escrito extensivamente sobre a redescoberta de Gandhi e seus pensamentos para a nossa época. O pensamento dele pode servir como resistência contra este modelo que não parece estar funcionando?
    A maioria das pessoas na Índia associa Gandhi com ascetismo ou simplicidade excessiva. Em um sentido óbvio, há uma rejeição explícita e muito visível a essas atitudes. Algumas pessoas argumentam que tentamos seguir Gandhi nessa simplicidade e por isso a Índia teria ficado para trás, o que eu acho um absurdo. Esta não foi a razão para o caminho que a Índia seguiu. É preciso observar não os detalhes das atitudes de Gandhi, mas trabalhar com os seus princípios e suas percepções. Isso sim é o fundamental. O planeta terá nove bilhões de pessoas em 20 anos. E há uma redução anual de empregos. Este tipo de percepção Gandhi tinha e ressaltava.

    As ideias de Gandhi têm repercussão no mundo de hoje?
    Não há dúvida de que na questão da não-violência, por exemplo, ele permanece inquestionável como líder, um ícone, uma inspiração global. A crítica de Gandhi sobre a modernidade e o desenvolvimento ainda tem atenção marginal, mas está sendo cada vez mais absorvida, mais do que antes, com certeza.

    Então, as ideias de Gandhi sobre a economia fazem sentido para as pessoas?
    Sim, com certeza. Já se passaram 65 anos desde que Gandhi morreu e nesse tempo o comunismo e o capitalismo tiveram o seu apogeu e entraram em crise. Um sistema já se foi, e o outro está em crise profunda. Por isso, há hoje um grande desejo de olhar para além de escolhas já conhecidos. Há muita gente que não conheceria Gandhi se Richard Attenborough (cineasta britânico que ganhou o Oscar de melhor diretor com o filme “Gandhi”, em 1983) não tivesse feito o filme. Isso é verdade. Mas a elite já o conhecia antes do filme, seja no setor privado, seja na academia. Nesses nichos há interesse de se estudar Gandhi mais de perto.

    A sra. se refere a Gandhi como um ícone da não violência e da paz, mas o mundo hoje amarga uma violência crescente e cada vez mais brutal. Como podemos aplicar as ideias de Gandhi para encontrar soluções para estes problemas ou para reduzir a violência global?
    Encontrar soluções é importante e temos que fazer isso. Em certo sentido o prognóstico está sendo reavaliado a cada dia. Então, se você tentar achar uma solução para o Iraque ou para o Afeganistão, é preciso levar em consideração que eles foram bombardeados até voltarem à Idade da Pedra. Estes lugares estão em situação muito pior do que antes. Mas o que o mundo queria que os Estados Unidos fizessem antes da Guerra do Iraque não era isso. Havia uma imensa mobilização e sentimento global anti-guerra, com as pessoas indo às ruas levando velas acesas. As pessoas se opuseram à guerra antes mesmo de ela começar. Não faltam pessoas para lembrarem aos Estados Unidos de que eles estão errados. Washington está tentando apagar um incêndio em um posto de gasolina jogando gasolina no lugar de água. Mas agora, para resolver isso, é muito complicado. Gandhi, durante a sua vida, foi muito mal compreendido sobre o que ele dizia, referindo-se à sua crença no ensinamento da Bíblia de que deve-se oferecer a outra face. Ele não queria dizer com isso que você deve permitir que o inimigo o atropele e o esmague. Mas há uma grande diferença entre armar um baluarte defensivo e adotar uma política agressiva que não tenha nenhum comprometimento com uma solução real. Isso acaba resultando em mais violência para segurar as reações negativas. O que é realmente assustador é que não há ninguém hoje em dia que possa lidar com o que está acontecendo no Oriente Médio.

    O fato de o mundo não ter mais um ícone de paz como Mahatma Gandhi ou Nelson Mandela pode estar alimentando a violência ? As pessoas estão perdendo a fé na não-violência?
    Não, pelo contrário, eu acho que há uma resistência a essa violência toda. Mas ter fé em uma ideia não substitui uma grande dinâmica estrutural. Uma das questões que eu gostaria de ver respondida na onda de violência global de hoje é: quem financia o Estado Islâmico (EI)?. Quem paga pelos seus armamentos? De onde os militantes vêm? O que quero dizer é que precisamos achar as respostas para essas crises estruturais.

    Estamos testemunhando o que Samuel Huntington chamou de ‘choque de civilizações’?
    Sempre há os que procuram evidências para tentar demonstrar esta tese. Mas eu acho que o que estamos testemunhando são grandes falhas dentro de cada uma dessas civilizações e culturas e esse é o grande campo de batalha dos próximos 20 anos. Se você olhar para o que acontece no Islamismo, há muita oposição ao fundamentalismo. Mas infelizmente, essas pessoas que fazem oposição ao fundamentalismo não atraem a atenção da mídia tão frequentemente quanto deveriam. O mesmo acontece com a China. Há muitas tensões dentro daquela sociedade. O mesmo você observará com relação à Índia e também com relação aos países ocidentais. Nós sabemos, por exemplo, que o ‘establishment’ americano não é monolítico. Há muitas fissuras dentro da sociedade norte-americana, que está dividida. Talvez o futuro dependa dessas várias cepas globais encontrarem energia umas nas outras. Isso de certa forma já começou a acontecer: movimentos pró-democracia se inspiram uns nos outros em vários lugares do mundo. Mas o mesmo acontece também com os terroristas.

    Matéria original disponível em: http://goo.gl/MEDp58
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  • Lucia Lee: o foco não é doença

    Portal Namu


     

    "Quando damos nome para a doença, tiramos o foco verdadeiro da vitalidade e do autoconhecimento do corpo", pontua Maria Lucia Lee, professora de práticas corporais chinesas. Lee é também responsável por introduzir no Brasil diversas técnicas terapêuticas da medicina tradicional chinesa. Segundo ela, os movimentos dessas práticas reforçam a vitalidade do organismo e potencializam o que há de melhor em cada indivíduo. Lucia Lee irá ministrar entre os dias 9 e 11 de janeiro de 2015 o curso "O Qigong dos Símbolos e a Pedagogia do Corpo Esquecido" na Palas Athena.

    Veja a entrevista feita pelo Namu

    Vídeo original disponível em: www.namu.com.br
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  • Desassossego - Entrevista com a profa. Lia Diskin

    Caroline Pierosan

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  • Humanizar espaços de convivência social pode mudar cultura da violência, segundo Lia Diskin

    Anelize Moreira - Jornal Brasil Atual


    Para marcar o Dia Internacional dos Direitos Humanos, comemorado no dia 10 de dezembro, o Jornal Brasil Atual apresentou a série de reportagens especiais sobre esse tema. Nesta quinta matéria a repórter Anelize Moreira entrevista a Profa.Lia Diskin.


    Clique aqui para ouvir a entrevista completa.
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