Blog WhatsApp

Frete Grátis em compras acima de R$200,00 Sul e Sudeste

Parcelamento sem juros

15% de Desconto nos Livros de 8 a 28 de agosto de 2026

  • Conta
    • Novo cliente? Cadastre-se
    • Cadastrar

0

Meu Carrinho

R$0,00
Ao continuar navegando você aceita os cookies que utilizamos para melhorar o desempenho, a segurança e a sua experiência no site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Privacidade.
  • Áudio do Seminário com Susan Bauer Wu: Resiliência para profissionais de saúde

    Assessoria de Imprensa


     

    No dia 3 de dezembro de 2014 a pesquisadora e professora de enfermagem na Universidade da Virgínia Susan Bauer Wu, ministrou uma palestra de resiliência voltada para profissionais da área de saúde.

    Para os interessados no tema a Palas Athena está disponibilizando arquivos para download.


    Apresentação
     | Áudio
    Saiba Mais
  • Marketing e Jung por Marcelo Jordão

    Portal Namu


     

    "A falta de crenças da sociedade atual faz com que as pessoas se liguem aos bens materiais", afirma o psicoterapeuta Marcelo Jordão, que apresentará em dezembro na Associação Palas Athena a palestra Marketing e o consumo sob a ótica da psicologia de Jung. Serão debatidas no evento questões sobre o universo da publicidade, do consumo e suas influências diretas e indiretas na vida em sociedade. Para saber mais sobre as inscrições e detalhes do curso, acesse o site da instituição.





    Câmera: Sandra Adami / Alexandre Amendola
    Edição: Luiz Mendes
    www.namu.com.br
    Saiba Mais
  • Espiritualidade e o amor pelo mistério - Prof. Basílio Pawlowicz

    Marina Fontanelli - Portal Namu


     

    Para o filósofo Basílio Pawlowicz, só é possível haver espiritualidade quando cessarem os excessos da fé e da razão


    Definir espiritualidade não é tarefa fácil, pois o assunto dá margem a inúmeras interpretações. Essa missão foi destinada ao filósofo e educador Basílio Pawlowicz no 3º Simpósio de Ciência, Espiritualidade e Saúde realizado na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo no dia 30 de outubro. Para tentar compreender um pouco mais sobre o tema, Pawlowicz, que também é cofundador da Associação Palas Athena, elucidou, em entrevista exclusiva ao Portal NAMU, algumas questões pontuadas em sua fala sobre a mística da espiritualidade.

    Portal NAMU: O que é espiritualidade?
    Basílio Pawlowicz: Acredito que a espiritualidade é anterior às instituições religiosas. Ela reflete o nosso amor pelo mistério, pelo desconhecido. A espiritualidade começa em se reconhecer como mais do que um ser apenas biológico. Há uma tendência natural nas pessoas em procurar respostas para a pergunta: qual é a razão em nascer, sofrer e morrer? Mas se a gente não tem uma resposta sobre quem está por detrás das máscaras que a vida nos colocou, nós não vamos encontrar uma resposta feliz para esse questionamento que nos preocupa. A vida nos coloca máscaras de gênero, de idade, profissionais etc. Mas eu não sou nenhuma delas. Quem sou eu em realidade?

    No fundo a vida é uma questão de escolhas. Nós somos o que nós escolhemos na vida. Somos consequências dessas escolhas. Se soubéssemos o que é importante, evidentemente que não escolheríamos qualquer coisa, tentaríamos escolher o que tem mais fundamentação racional, científica ou mística.

    É possível unir razão e fé?
    A distância entre a fé e a razão é algo que tem de ser encurtado. Tanto a razão como a fé se excederam em seus atributos e tentaram nos dizer: nós somos a única aplicação possível. E isso criou um embate, uma indiferença, uma distância e um sentimento amargo que está no coração de qualquer ser humano.
    Por vezes todos somos racionais e por vezes todos somos homens de fé. Mesmo se você se manifestar como um ser absolutamente racional, seu fantasma é a espiritualidade. Já quem se dedica à espiritualidade tem como fantasma, como espectro que assusta, a racionalidade.
    Quando não existirem mais os excessos da religião e os excessos da fé, nós teremos espiritualidade.

    Como você vê a inserção da espiritualidade na área da saúde?
    Platão afirmava que o erro dos médicos da sua época era separar o corpo da alma. Depois de 2.500 anos estamos voltando exatamente ao mesmo ponto, estamos compreendendo que o ser humano é muito mais que seu corpo.
    Por muito tempo, houve uma censura contra todos os outros métodos que não fossem científicos, chamados de crendices e superstições, o que está sendo descontruído rapidamente tendo em vista os próprios avanços da medicina.

    Confira a matéria original no site do Portal Namu - www.namu.com.br
    Saiba Mais
  • Palas Athena Noticias - novembro/2014

    Assessoria de Imprensa | Colaboração Denise Ribeiro

    palas athena

    Palas Athena Notícias
    nº 87 | ano 12 | novembro 2014

    Último fórum do ano trata das redes
    que compõem a vida

    Sabia que, para ter uma vida saudável, inclusive psíquica, nosso corpo convive com mais de 1 quatrilhão  de bactérias? Esse e outros relatos científicos integram a palestra VIDA É INTERDEPENDÊNCIA - As Redes que nos sustentam e renovam tema do 117º Fórum do Comitê da Cultura de Paz – o último do ano – que o cardiologista Georg Tuppy dará no Masp, no dia 4 de novembro.

    Ele falará sobre os sistemas de comunicação dos vegetais e mamíferos e sobre o assombroso papel que as bactérias desempenham na nossa vida. Ficaremos sabendo que a codependência entre homem e bactérias é cada vez maior e mais profunda.

    Conhecer a complexidade dessas relações, que se expandem para todas as formas de vida, gera uma infinidade de questionamentos. Muitos deles serão tratados pelo palestrante, ao analisar os resultados de algumas das inúmeras pesquisas científicas já realizadas sobre o tema. Georg Tuppy nos contará como os fenômenos naturais em nosso planeta podem ser provocados por uma rede complexa de interdependências.

    04 de novembro – terça-feira – 19h ENTRADA FRANCA Auditório do MASP ? Museu de Arte de São Paulo
    Av. Paulista, 1578 - São Paulo/SP - Estação Trianon-Masp do metrô

    I Seminário Internacional de Medicina Integrativa

    O hospital Israelita Albert Einstein, com o apoio da Palas Athena, organiza o I Seminário Internacional de Medicina Integrativa. Este simpósio abordará a Medicina Integrativa e sua interface com a Oncologia e Hematologia, bem como com as áreas básicas que sustentam as evidencias utilizadas na especialidade.

    Entre os palestrantes estarão profissionais de instituições referência na área, como MD Anderson Cancer Center, Society for Integrative Oncology e a Universidade do Arizona. Será apresentado o r?elato de? experiência do Einstein com a atuação clínica do Grupo de Medicina Integrativa – pioneiro no Brasil – nos últimos oito anos e a experiência brasileira relacionada à política nacional de práticas integrativas no SUS (PNPIC – SUS). Também será oferecido curso pré-simpósio de Terapias Integrativas em Oncologia.

    Saiba mais: http://goo.gl/4W2bnd

    Desconto para alunos da Palas Athena - Utilizar a opção: **Pós-graduandos, Ex-alunos e Professores HIAE.


    Veja Também
    Resiliência para Profissionais da Saúde: Como encontrar calma, clareza e presença compassiva em meio à tempestade do trabalho diário - Seminário Internacional com Susan Bauer-Wu

    Afrodite, práticas meditativas, resiliência

    Está bem rica e diversificada programação de cursos em novembro e dezembro. Confira os títulos e os professores responsáveis pelos cursos. Mais detalhes você encontra no site.

    Novembro Teoria e Prática do Conflito -   Wolfgang Dietrich
    O Mito no Mundo Hoje - Camilo Ghorayeb
    A Sinfonia do Mundo- Ciência, Filosofia e Arte - Edgar de Assis Carvalho
    Quebrando o ciclo da violência – O caminho transformador da meditação -  Dom Laurence Freeman
    Para Além do Bem e do Mal – Elisabete Lepera
    Os perigos do amor – Afrodite e Eros na Tragédia Grega – Cristina Franciscato
    A estrutura energética do organismo humano e seu uso terapêutico no Tai Chi Chuan – Prof. Jaime Kuk
    Workshop Módulo I de Atenção e Concentração nas Práticas Meditativas – Lia Diskin

    Dezembro Resiliência para Profissionais da Saúde: Como encontrar calma, clareza e presença compassiva em meio à tempestade dos Serviços de Saúde - Susan Bauer-Wu
    O Marketing e o Consumo sob a ótica da psicologia de Jung   - Marcelo Jordão

    Autobiografia de Gandhi, que estava esgotada, ganha reedição

    capa_-_so_frente.jpg“Os fins estão nos meios como a árvore na semente”, costumava dizer Mahatma Gandhi, cujos ensinamentos guiaram a trajetória de figuras notáveis do nosso tempo como Martin Luther King Jr, Nelson Mandela e Dalai Lama, que se tornaram seguidores e propagadores da não violência e da cultura de paz. O livro “Gandhi: Autobiografia - Minha Vida e Minhas Experiências com a Verdade” – que a Palas Athena Editora acaba de relançar com o apoio financeiro do Ministério da Cultura do Governo da Índia –, narra a saga empreendida pelo grande líder indiano, na construção diária desses e de outros conceitos que fundamentam seu pensamento.

    É surpreendente acompanhar, na voz do próprio Gandhi, todas as dificuldades que enfrentou em sua luta de 40 anos pela independência da Índia. Ele não se furta a confessar seus tropeços, a expor suas fragilidades, envolvendo o leitor nessa fascinante aventura em busca da verdade, em que a coerência entre discurso e ação aparece como principal valor. Mestre dos paradoxos, Gandhi evitava as conclusões simplistas, os reducionismos excludentes, o senso comum que atende oportunismos sem medir consequências.

    Leia mais: http://goo.gl/hKAWrJ

     

    Rajni Bakshi, uma intérprete atual de Gandhi

    rajni_07.10__9_.jpgPor uma cultura de mercado  além da ganância e do medo. Foi esse o tema do seminário, com um dia e meio de duração, que a jornalista indiana Rajni Bakshi ministrou para 37 pessoas na Palas Athena. Ela discorreu sobre os meios necessários para construir um sistema econômico baseado nos princípios da não-violência e da sarvodaya: o bem estar de todos.

    Por quase meio século depois da morte de Gandhi, suas ideias sobre economia, indústria e comércio foram ignoradas. Muitas vezes ele foi apresentado como um pensador que era contra as máquinas, interessado em construir vilarejos isolados como pequenas repúblicas, numa época em que a tecnologia e as crescentes aspirações materiais levavam o mundo na direção oposta.

    Somente nas últimas duas décadas, quando o “desenvolvimento sustentável” tornou-se palavra de ordem, as ideias de Gandhi sobre sistemas econômicos passaram a ser revisitadas. 

    Rajni Bakshi explicou que a expressão ‘Economia Gandhiana’ é uma contradição. A economia convencional mantém distância da ética e da moralidade. Gandhi se revoltava diante de muitos pressupostos básicos da economia clássica, especialmente a noção de que somos todos fundamentalmente criaturas que maximizam bens e vantagens. Gandhi tinha profundo respeito pelo talento de gerar riqueza e considerava o comércio um elemento vital do tecido social. 

    Mediação de Conflitos Entre Jovens, na Visão da Pioneira Belinda Hopkins

    dsc02361.jpgA educadora britânica Belinda Hopkins era uma professora de inglês inconformada com a maneira autoritária como os conflitos escolares eram tratados. Considerava ineficaz a tentativa de resolvê-los a partir de perguntas pouco acolhedoras e achava inadmissível não haver espaço para os estudantes se expressarem. “As escolas querem saber o que aconteceu, quem começou, quem é o culpado e que punição devo aplicar”, argumenta. Segundo Belinda, que há 20 anos vem pesquisando formas mais acolhedoras de resolver conflitos, muitas injustiças são cometidas nas escolas, porque os adultos criam regras para as crianças obedecerem, em vez de convidá-las a construir conjuntamente acordos ou combinados, baseados nas necessidades delas.

    Construção conjunta, aliás, foi o eixo central do seminário Estratégias Restaurativas – sua Aplicação em Contextos Juvenis – que Belinda realizou na Associação Palas Athena, em São Paulo. Durante dois dias, ela apresentou conceitos inovadores aos 99 participantes – a maioria educadores –, técnicas eficientes para estabelecer e manter relacionamentos saudáveis e formas respeitosas de restaurá-los quando são abalados por algum conflito. “Na escola, no trabalho, no dia a dia com o cliente, na família, os relacionamentos são a coisa mais importante que existe. O ponto de partida é construir pontes que facilitem a conexão entre as pessoas”, explica Belinda.

    Leia mais: http://goo.gl/m7IHbu

    "Todo mundo precisa de alguém"
    Entrevista de Lia Diskin para o Portal Namu

    Em entrevista ao Portal Namu, Profa. Lia Diskin diz que consumismo é uma tentativa de suprir a carência de laços afetivos cada vez mais escassos. Assista a entrevista.

    Lia Diskin

     
     

    Bazar na Palas Athena

    Divirta-se e colabore com os projetos sociais da Palas Athena ponha para circular as energias estagnadas! Faça uma limpa do bem e doe aquelas roupas bacanas que você não usa, traga aqueles objetos que estão atrapalhando a arrumação! 

    Marque na sua agenda e venha garimpar no Bazar da Palas Athena, começa na segunda semana de novembro! 


    associe-se

    Palas Athena
    Alameda Lorena, 355 - Jardim Paulista - São Paulo
    Tel (11) 3266-6188
    www.palasathena.org.br
    Saiba Mais
  • Dr. Luiz Eugênio explica a relação entre a ética e o funcionamento do nosso cérebro

    Namu - Vanessa Cancian


     

    No 115º Fórum do Cômite de Cultura de Paz, o professor da Unifesp  Dr. Luiz Eugênio Mello explicou a relação entre a ética e o funcionamento do nosso cérebro. Gravação: Portal Namu
    Créditos
    Reportagem: Vanessa Cancian
    Câmeras: Leandro Artioli e Sandra Adami
    Edição: Felipe Arruda
    Direção: Leandro Artioli
    Locução: Marina Fontanelli
    Saiba Mais
  • Todo mundo precisa de alguém - Entrevista Lia Diskin

    Namu - Marina Fontanelli


    Para Lia Diskin, o consumismo é uma tentativa de suprir a carência de laços afetivos cada vez mais escassos

    “Como está seu irmãozinho? Costumava me perguntar o padeiro do bairro quando ia comprar pão em Buenos Aires”. A cofundadora da Associação Palas Athena Lia Diskin contou essa situação de sua infância para ilustrar o enfraquecimento dos vínculos afetivos na sociedade atual. A lembrança de Diskin integrou sua resposta ao questionamento ‘Quem é o ser antes do ter?’ durante uma roda de conversa sobre consumo consciente na Virada Sustentável.

    Para ela, que também é coordenadora do Comitê da Cultura de Paz, as coisas mudaram. “As comunidades já não têm a coesão interna que elas tinham. Havia realmente um interesse de uns pelos outros e, consequentemente, um cuidado de uns pelos outros. A própria família foi encolhendo e em alguns casos até se esgarçando. O vínculo de importância que eu podia ter com meus irmãos ou com meus primos hoje está praticamente esvaecido."

    Como consequência da carência de legitimação e reconhecimento provocada pela falta de laços amorosos, as pessoas consomem em excesso na esperança de que coisas materiais irão suprir a angústia existencial. Mas, segundo Diskin, isso seria impossível. “A simples posse de algo não consegue dar conta dessa necessidade que o humano tem do humano. Gente tem necessidade de gente”, sentencia.

    Somos seres dependentes

    Para comprovar a importância dos vínculos afetivos, ela argumentou que desde o momento em que nascemos até o final da vida precisamos ser cuidados por outros seres humanos. “Se nós começamos e findamos a vida nesse entorno amoroso de mútuo acolhimento, o que acontece no meio? De onde surge essa fantasia de que eu não preciso de alguém? Claro que eu preciso.”


    Para você, o que é a felicidade?

    Essa pergunta foi dirigida a 800 brasileiros de todas as regiões em uma pesquisa do Instituto Akatu. Os resultados mostraram que a maioria dos entrevistados – independente da classe social ou idade - priorizam mais o bem-estar físico e emocional e a convivência social do que a posse de bens materiais e aspectos financeiros. Os dados endossam a tese de Diskin de que vínculos afetivos contribuem para a felicidade.

    Matéria original disponível no site do NAMU
    Saiba Mais
  • Palas Athena Editora lança a 2º edição do livro “Os Olhos do Coração”

    Assessoria de Imprensa


     

     A obra é fruto das aulas, seminários e retiros realizados pelo autor no Brasil São Paulo, novembro de 2014 – A Palas Athena Editora lança em novembro a 2º edição do livro ”Os olhos do coração”, do monge beneditino Dom Laurence Freeman, considerado o maior divulgador da meditação cristã no mundo e que trabalha incansavelmente para que as práticas meditativas ganhem força no catolicismo.

    Lançado pela primeira vez em 2004, nesta obra Dom Laurence Freeman fala do resgate de uma prática contemplativa milenar e de como ela pode integrar o nosso cotidiano. Ao abordar temas que tocam profundamente nossa espiritualidade, o autor cria condições para explicar os conceitos que estão por trás da meditação cristã, um antigo ensinamento da sabedoria monástica que atualmente desperta interesse crescente em diversas comunidades.

    Destacando a importância de uma vida contemplativa também para os leigos, Dom Laurence afirma que mais do que nunca a espiritualidade deixa de ser uma forma de fugir dos problemas do mundo e torna-se um modo de encontrar soluções para eles. Revela que um dos caminhos mais efetivos para desenvolver a espiritualidade é o exercício da meditação.

    Este livro proporciona reflexões sobre o sagrado e sua manifestação em cada dia de nossas vidas, e inspira àqueles que desejam se firmar na prática meditativa a abrir seu coração para o fundamental, que é viver bem e oferecer bem-estar a todos os seres.

    Diretor espiritual da Comunidade Mundial de Meditação Cristã, o autor viaja constantemente por diversos países realizando palestras, conduzindo retiros e promovendo o diálogo ecumênico e inter-religioso, sempre lembrando que a meditação é uma prática presente em toda as culturas do Oriente e do Ocidente. E por meio dela o ser humano pode se familiarizar consigo mesmo e com o Universo.

    Sobre o autor:
    Dom Laurence Freeman
     foi educado por beneditinos, obtendo mestrado em literatura inglesa pela Universidade de Oxford. Após trabalhar junto às Nações Unidas como jornalista, tornou-se monge beneditino e hoje está ligado ao mosteiro Christ the King, em Cockfosters, Londres. Liderou, juntamente com o Dalai Lama, um programa de três anos chamado O Caminho da Paz, numa série de encontros realizados na Índia, Itália e Irlanda do Norte. É autor de vários livros publicados no Brasil, incluindo Primeira Vista e Perder para Encontrar (ambos publicados no Brasil pela Editora Vozes), Jesus, o Mestre Interior (Martins Fontes), A Luz que vem de Dentro e A Prática Diária da Meditação Cristã (ambos da Paulus Editora).

    FICHA TÉCNICA
    Título: Os olhos do Coração – A meditação na tradição Cristã
    Tradutor: Arnaldo Bassoli, Cristiana Ferraz Coimbra, Marcos Fávero Florence de Barros, Sonia B. Pimentel de Mello
    Editora: Palas Athena
    Gênero: Espiritualidade
    Capa: Brochura
    Preço: R$ 38,00
    Número de páginas: 256
    Formato: 14x21cm
    ISBN: 85-7242-047-9
    Nova edição: novembro de 2014
    Saiba Mais
  • A Paz e o Conflito, na Visão de Wolfgang Dietrich

    Denise Ribeiro - Palas Athena


     

    Uma longa jornada pelo mundo do conhecimento e das emoções, da filosofia e do direito, da psicologia e da história. Foi passeando por todas essas disciplinas que o professor austríaco Wolfgang Dietrich comandou o seminário internacional “Teoria e Prática do Conflito - Como lidar com ele em cenários plurais e democráticos”, na Palas Athena, em São Paulo. Durante um dia e meio (nos dias 31 de outubro e 1 de novembro), cerca de 60 pessoas viveram uma rica experiência ouvindo os relatos de Dietrich, detentor da Cátedra UNESCO de Estudos de Paz na Universidade de Innsbruck (Áustria) e diretor do Programa de Mestrado em “Paz, Desenvolvimento, Segurança e Transformação de Conflitos Internacionais” na mesma universidade.

    Partindo do princípio de que o conflito é um elemento constitucional da vida humana, o professor afirma que conseguimos resolver racionalmente quase 90% dos conflitos nos quais nos envolvemos de forma suave sem nos darmos conta disso. “O conflito não é um problema entre indivíduos, mas entre relações. Ele sempre tem um componente interpessoal ou intrapessoal”, ensina.

    Toda a história da teoria do conflito foi construída com o objetivo de tentar dissecar os motivos que têm levado a humanidade fracassar naqueles 10% de casos não resolvidos. “Os conflitos movem o mundo. Mas a nossa racionalidade é apenas uma das camadas que nos moldam: nossa família, nossas experiências, nossa ideologia, nossa sexualidade, nossa necessidade de pertencimento, nossa espiritualidade”, explica.
    Segundo ele, a comunicação incongruente – aquela em que fala, gestual, tom de voz e linguagem corporal “dizem” coisas diferentes – é o maior protagonista dos conflitos, porque envia mensagens dúbias, deixando o outro confuso e até doente. “Como somos seres estritamente relacionais, a comunicação incongruente causa bloqueios em nossa comunicação. O conflito surge de relações disfuncionais e de estilos de comunicação incongruente praticados por uma ou mais partes de um sistema”.

    De acordo com o professor, por conta das inúmeras camadas que nos moldam, somos levados a reagir de forma defensiva a situações incômodas ou dolorosas, nos apoiando na comunicação incongruente. “Há quatro tipos de estilos, basicamente, que usamos para nos proteger da dor ou do confronto: o evasivo, o acusador, o apaziguador e o racionalizador. A boa notícia é que não somos um estilo e temos liberdade para escolher mudar, ao perceber que essa comunicação defensiva não produz efeitos agradáveis”. E alerta: “O problema é quando há um bloqueio permanente em uma dessas camadas”.


    Marcos históricos

    Dietrich discorre sobre contextos históricos que contribuíram para o desenvolvimento das teorias do conflito e da paz. Diz que nos documentos políticos e acadêmicos são comuns os termos prevenção de conflitos, gerenciamento de conflitos, solução de conflitos, e provoca: “Damos as boas-vindas aos conflitos nas relações humanas, porque eles nos fazem crescer. Se eles movem o mundo, por que temos de preveni-los, gerenciá-los, resolvê-los?”.

    O mesmo acontece com a paz, que sempre surge acompanhada de expressões como: manutenção da paz, imposição da paz, construção da paz. Essa construção começou em 1919, quando numa reunião em Paris, foi criada a disciplina de Relações Internacionais, com o intuito de transformar a mente humana (era o fim da Primeira Guerra) na direção da paz. Os primeiros professores eram historiadores, sociólogos, advogados, filósofos.

    Isso não impediu que o mundo produzisse uma Segunda Guerra, incrementada com todos os requintes de crueldade ao seu alcance. Depois dos horrores perpetrados pelo holocausto e pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki, novamente os idealistas se movimentaram e foi fundada a Organização das Nações Unidas, sob a égide do “nunca mais” queremos guerras.

    Mas é difícil manter a paz, quando os governantes, especialmente no hemisfério norte, passam décadas considerando subdesenvolvidos países com estilos de vida antagônicos aos seus. É a visão de mundo dos “progressistas” e “civilizados” europeus e norte-americanos que rotulam de “atrasados” os islâmicos, africanos, latinos, hindus. E, dentro dessa lógica, mandar exércitos para civilizar à força esses “bárbaros” é totalmente legítimo. “No nosso sistema, o mais importante que temos de pensar é na nossa estrutura mental, na maneira como incluímos e excluímos pessoas, povos, nações”, diz.


    Violência estrutural

    O professor austríaco dá, ainda, um mergulho nas correntes filosóficas alternativas correndo paralelamente a esse cenário. “O estruturalismo foi a consequência mais positiva da discussão, com destaque para Johan Galtung, um jovem norueguês que passou um ano na cadeia por se recusar a servir o exército de seu país e que hoje, aos 84 anos, ainda é muito rebelde”, brinca.

    Enquanto no final dos anos 60 milhares de protesto pela paz se multiplicam em toda a parte, o jovem Galtung termina de burilar sua teoria sobre violência estrutural na casa de Gandhi, na Índia. Lançou-a em 1972, aproximando-se dos revolucionários do mundo, especialmente Che Guevara, de quem era bem próximo. Eles encontraram em Galtung alguém que dava sustentação teórica à revolução que empreendiam contra a pobreza, as injustiças sociais, a desigualdade.

    Para Galtung, violência cultural se constitui em tudo aquilo que impede as pessoas de realizarem todo o seu potencial. Para ele, paz é também a ausência de violência estrutural. “Violência estrutural tem muito a ver com justiça. Falamos de justiça porque percebemos a injustiça. A justiça não pode ser pensada isoladamente e sempre vem carregada de uma carga moral. Ela só é um tópico quando a injustiça se faz presente”, argumenta Dietrich.

    Segundo ele, o termo justiça precisa ser restaurado, renovado, redefinido. “A paz sem justiça também é fantasia. Temos de ter cuidado com a maneira como a aplicamos na linguagem convencional, porque é a linguagem convencional que forma a mente das pessoas”, diz.

    Em 1992, Galtung elabora o conceito de violência cultural, segundo o qual aspectos culturais (ou todos os tipos de crença) podem ser usados para justificar a aplicação da violência direta ou estrutural. É a violência cultural que cristaliza estereótipos – os nordestinos são atrasados, os ciganos costumam roubar, os baianos são preguiçosos, mulher gosta de apanhar, homem não chora.

    “Nós, seres humanos, somos natureza e somos também cultura. Nos conflitos, por causa das experiências que nos constituem, as coisas podem ficar muito feias, nos levar à agressão. Como consequência da briga, nós dois ficaremos traumatizados. O trauma, quando não é digerido de forma adequada, fica no nosso organismo por muito tempo, de três a quatro gerações. O trauma não processado, alimenta a cultura. Por causa da guerra da Bósnia, sérvios e croatas, que antes casavam entre si, não conseguem mais viver juntos”, analisa.

    A boa notícia é que existem métodos para tentar romper esse ciclo de violência. E eles se pautam pela constituição da UNESCO, adotada em Londres, a 16 de novembro de 1945, da qual reproduzimos um trecho: “Uma vez que as guerras começam na mente dos homens, é na mente dos homens que se devem construir as defesas da paz”.

    Clique aqui para ouvir o áudio do seminário "Teoria e Prática do Conflito - Como lidar com ele em cenários plurais e democráticos"
    Saiba Mais
  • Áudio do Seminário com Dr. Wolfgang Dietrich
    Nos dias 31 de outubro e 1 novembro a Palas Athena realizou o seminário Internacional "“Teoria e Prática do Conflito - Como lidar com ele em cenários plurais e democráticos”, com o Dr. Wolfgang Dietrich, detentor da Cátedra UNESCO de Estudos de Paz na Universidade de Innsbruck, Áustria.

    A Palas Athena disponibiliza para você o áudio desse seminário.


    1º Dia Parte 1 Parte 2

    2º Dia Parte 1

     
    Saiba Mais