Blog - Carta de Filipe Leopoldo Luís Maria, rei da Bélgica, a Félix Tshisekedi, presidente da República Democrática do Congo WhatsApp

Frete Grátis em compras acima de R$200,00 Sul e Sudeste

Parcelamento sem juros

15% de Desconto nos Livros de 8 a 28 de agosto de 2026

  • Conta
    • Novo cliente? Cadastre-se
    • Cadastrar

0

Meu Carrinho

R$0,00
Ao continuar navegando você aceita os cookies que utilizamos para melhorar o desempenho, a segurança e a sua experiência no site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Privacidade.

Carta de Filipe Leopoldo Luís Maria, rei da Bélgica, a Félix Tshisekedi, presidente da República Democrática do Congo

WP Import

10/07/2020 11:22
Leitura de 1 min
No sexagésimo aniversário da independência da República Democrática do Congo, dirijo-me a Vossa Excelência e ao povo congolês para expressar meus votos de total cordialidade.
Este aniversário é a oportunidade de renovar nossos sentimentos de profunda amizade e de nos regozijar com a intensa cooperação que existe entre nossos dois países em tantos domínios e, principalmente, no domínio médico, que nos mobiliza neste período de pandemia. A crise sanitária nos atinge em meio a tantas outras preocupações. A cooperação privilegiada entre a Bélgica e o Congo é um meio de nos unirmos para enfrentá-la.

Para melhor reforçar nossos laços e desenvolver uma unidade ainda mais fecunda, é preciso falar de nossa longa história comum com toda verdade e com toda serenidade.
Nossa história é feita não apenas de realizações comuns, mas também de dolorosos episódios. Na época do Estado independente do Congo foram cometidos atos de violência e crueldade, que ainda pesam em nossa memória coletiva.

O período colonial subsequente causou igualmente sofrimentos e humilhações. Empenho-me em expressar profundos pesares por essas feridas do passado cuja dor é hoje reavivada pelas discriminações ainda muito presentes em nossas sociedades. Continuarei a combater todas as formas de racismo. Apoio a reflexão que está sendo empreendida por nosso Parlamento a fim de que nossa memória seja definitivamente pacificada.
Os desafios mundiais exigem que olhemos para o futuro com espírito de cooperação e respeito mútuo. O combate em prol da dignidade humana e do desenvolvimento sustentável requer a união de nossas forças. Esse é o objetivo que proponho para nossos dois países e para os continentes africano e europeu.
Infelizmente, as circunstâncias atuais não permitem que eu viaje para seu belo país, que gostaria tanto de conhecer melhor. Espero que logo eu tenha a oportunidade de realizar essa viagem.

Tradução: Edgard de Assis Carvalho
Julho 2020.
Compartilhar este post