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Saiba MaisA Associação Palas Athena é uma organização sem fins lucrativos, fundada em 1972, cuja missão é o aprimoramento da convivência humana por meio da aproximação das culturas e articulação dos saberes. Buscamos contribuir para a criação de práticas e políticas públicas que promovam a cultura da convivência pacífica e criativa.A ação colaborativa A PAZ É VERDE foi inspirada no legado de Wangari Maathai, ganhadora do Prêmio Nobel da Paz em 2004. Ela agiu em defesa da democracia e do meio ambiente e criou o Movimento Cinturão Verde, responsável pelo plantio de mais de 40 milhões de árvores no Quênia, seu país de origem. Buscamos articular os esforços para a implementação do projeto A PAZ É VERDE, através de ação colaborativa e de ampla horizontalidade.Durante um período simultâneo de plantio, cerca de 580 mil árvores serão plantadas graças à ajuda de redes de colaboração, articuladas por bioma, em todo o Brasil, de modo a criar memoriais vivos em honra de nossos entes queridos – uma árvore cultivada para cada vida ceifada na pandemia da covid 19. Convidamos você para formar essa rede potente e mobilizadora, para apoiar e viabilizar o projeto e compartilhar valores que fortaleçam uma cultura de paz e não violência. O propósito é realizar uma grande campanha de comunicação e inspiração, de alcance nacional e conceber um rito cerimonial a ser compartilhado por todos.2 de outubro de 2021, às 16h - Via Zoomhttps://us02web.zoom.us/j/84130532846?pwd=QWFodWJzMVRPSWNQM3NGT3AwcHcxUT09 ID 841 3053 2846 | Senha 081637Será uma imensa alegria conversar com você a respeito. -
152º Fórum do Comitê da Cultura de Paz e Não ViolênciaSaiba Mais
40ª Semana Gandhi
O que Gandhi teria para nos dizer hoje? Abertura: Amit Kumar Mishra - Cônsul Geral da Índia
Palestrantes: George Barcat, Lia Diskin e José Romão Trigo Aguiar
Apresentação: João Signorelli O poder criativo de um visionário – seja pensador ou ativista – não se esgota na obra realizada durante sua vida. Ele continua inspirando novos feitos, desdobrando significados inexplorados. Quando Gandhi escolheu a não violência como arma para derrubar o colonialismo que tomou conta de seu país, abriu um precedente que transformou tanto opressores quanto oprimidos, liberando a ambos da ganância e da dor – o improvável tornou-se protagonista da realidade. Encorajados pelos desafios deste nosso tempo, um filósofo, uma educadora e um médico apresentarão algumas pistas que nos aproximem do que Gandhi poderia nos dizer hoje.“Descolonizar não significa somente independência política e administrativa, vai muito além na recuperação de todo o saber que ficou ocultado sob a marca conquistadora do colonizador. É a consciência que precisa de ampliação para abarcar o que chegou de novo e o que já existia de sábio e de belo. Um sem negar o outro. Seria possível?” José Romão Trigo de Aguiar, Médico
"Sabemos que erudição não resulta necessariamente em civilidade – os totalitarismos do século passado são a evidência disso. Uma educação capaz de atender as demandas da convivência, da diversidade cultural e da preservação ambiental requer uma aliança entre conhecimento, experiência e ação: aprender fazendo, nutrir o humano sensível e despertar a autoconfiança. 'Encurtar a distância entre a cabeça e as mãos', diria Gandhi." Lia Diskin, Educadora
"As ideias e as práticas políticas criadas por Gandhi surpreenderam o mundo e demonstraram, de forma inequívoca, valor e eficácia. Cerca de um século depois, a humanidade está, outra vez, às voltas com graves questões que só poderão ser devidamente equacionadas e resolvidas por meio da Política. Pois bem, diante do que padecemos, urge encontrar meios de empregar a filosofia e as propostas de Gandhi novamente; certamente todos se beneficiarão desse rejuvenescimento." George Barcat, Filósofo
8 de outubro de 2021 • sexta-feira • 18h30 YouTube da Palas Athena www.youtube.com/palasathenabrasil Atividade acessível - Tradução em Libras
Amit Kumar Mishra - Diplomata de carreira. Ingressou no Serviço de Relações Exteriores da Índia em 2004 e serviu em missões diplomáticas indianas no Egito, Arábia Saudita, Afeganistão e na Austrália. De 2011 a 2014 trabalhou no Ministério das Relações Exteriores como subsecretário. É pós-graduado em Botânica, com especialização em Biotecnologia. George Barcat - Conselheiro e professor da Associação Palas Athena. Especialista em Ética Empresarial. Membro fundador do Instituto de Compliance e Integridade Corporativa (ICIC). Analista de Sistemas. Professor de Ética, Filosofia e Ética Empresarial. Lia Diskin - Cofundadora da Associação Palas Athena e coordenadora do Comitê da Cultura de Paz – uma parceria UNESCO e Palas Athena. Autora e coautora de uma dezena de livros, entre eles: Vamos ubuntar? – um convite para cultivar a paz (UNESCO) e Redes de convivência (SENAC). Palestrante na ONU na instalação do 2 de outubro como Dia Internacional da Não Violência. José Romão Trigo Aguiar - Médico homeopata, psicoterapeuta e professor de Ética e Filosofia na Palas Athena. Fundador da Sociedade Universitária Médica de Estímulo à Pesquisa (SUMEP). Professor do Curso de Formação de Terapeutas (FONTE) e do curso de Especialização em Medicina Comportamental ligado à UNIFESP. Coordenador do Projeto Social Agentes de Cidadania (capacitação de jovens) – IAKAP. Coautor do livro Homeopatia. Apresentação João Signorelli, Ator profissional desde 1972. Jornalista formado, atuou em mais de 22 novelas, 25 peças de teatro e 12 filmes. Mestre de cerimônias, e em especial das últimas visitas do Dalai Lama ao Brasil. Há dezessete anos se dedica a divulgar a Cultura de Paz através dos espetáculos teatrais Gandhi, Um Líder Servidor e a Ética Inspiradora.
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“A PRIMAVERA É QUANDO NINGUÉM MAIS ESPERA...” José Miguel WisnikSaiba Mais
Dias claros, vento leve, perfume de flores no ar ... Não importa a circunstância, a natureza sempre volta a se renovar!
Nesta primavera de 2021, vamos celebrar a dádiva das águas, das florestas, do cerrado, das flores e dos pantanais - despertar para a nossa capacidade de recomeçar e renovar a comunidade que nos sustenta. Como diz Wangari Maathai, “A Paz é Verde!”
Convidamos você, sua família e amigos para mais uma celebração das estações. Um momento de encontro e encanto, de reflexão e alegria em reverência à natureza, ao cosmos e ao que há de melhor na natureza humana.
Participação de Paulo Gomes Varella, Cris Miguel, Danilo Tomic, Sandra Taiar e equipe do Projeto "A Paz é Verde"
Sexta-feira, 24 de setembro de 2021, às 19h30 - Entrada Franca Encontro on-line via Zoom. Clique aqui para confirmar sua presença e receber os dados de acesso a sala virtual. -
SILENCIOSO, SAUDÁVEL E SUSTENTÁVELSaiba Mais
O transporte ativo à frente da transformação das cidades Live com Renata Falzoni, Wans Spiess e Paola Bernardi
Mediação: Chantal Brissac
Apresentação: João Signorelli A mobilidade urbana é um tema central, pois se relaciona com a saúde, a sustentabilidade, a educação, a cidadania e a economia financeira. Com o tempo que a gente gasta para ir e vir, e que faz toda a diferença na qualidade de vida. E colabora, quando a mobilidade é bem planejada, para que as cidades sejam seguras, inclusivas, gentis e saudáveis. O grande desafio é tornar as metrópoles caminháveis e cicláveis, reduzindo o uso do carro e estimulando os transportes ativo (bicicleta e pedestrianismo) e coletivo. No Brasil, o investimento na mobilidade ativa, coletiva e sustentável é uma necessidade inadiável, aguçada pela pandemia da Covid-19, pelas questões climáticas e pela imensa desigualdade social. Esta reflexão será tema do 151º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, programado para o dia 10 de setembro, às 18h30, com transmissão pelo canal da Palas Athena no Youtube. O Fórum terá a participação de Renata Falzoni, Wans Spiess e Paola Bernardi, com mediação da jornalista Chantal Brissac.
10 de setembro de 2021 • sexta-feira • 18h30 YouTube da Palas Athena www.youtube.com/palasathenabrasil Atividade acessível - Tradução em Libras
Chantal Brissac - Jornalista que trabalhou nos jornais Folha de S. Paulo e Estadão e nas revistas Veja SP, IstoÉ e 29Horas, entre outras, também é autora de livros sobre educação, saúde e bem-estar. É idealizadora do Pro Coletivo, site que publica conteúdo relacionado ao uso do transporte coletivo e ativo nas cidades brasileiras. Paola Bernardi - Arquiteta e urbanista, especialista em planejamento urbano e regional e gestão socioambiental, empreende a Caraminhola (re)projeto de escola, onde desenha e facilita projetos de aprendizagem criativa, colaborativa e contextualizada pelo filtro da cidadania global, correaliza o Projeto Como Anda e incide pela sustentabilidade junto ao Grupo Mulheres do Brasil e The Climate Reality Project Brasil. Renata Falzoni - Arquiteta, jornalista, videorrepórter, diretora do canal de YouTube Bike é Legal e tem 45 anos dedicados à mobilidade ativa. Nas últimas duas décadas, ajudou na consolidação de associações, conselhos participativos e câmaras temáticas. É uma das vozes mais antigas a pautar a bicicleta como parte fundamental das soluções para a gestão eficiente da vida nas cidades. Wans Spiess - Formada em Comunicação, pós-graduada em Pedagogia da Cooperação e Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Mackenzie, empreende o CalçadaSP, projeto de a(r)tivismo urbano que através do olhar apreciativo para as calçadas convida as pessoas a caminhar, ocupar e pensar a cidade. É diretora da Cidadeapé e colaboradora do Projeto Como Anda, que contribui para uma cidade mais humana, segura e acessível para todos. Apresentação João Signorelli, Ator profissional desde 1972. Jornalista formado, atuou em mais de 22 novelas, 25 peças de teatro e 12 filmes. Mestre de cerimônias, e em especial das últimas visitas do Dalai Lama ao Brasil. Há dezessete anos se dedica a divulgar a Cultura de Paz através dos espetáculos teatrais Gandhi, Um Líder Servidor e a Ética Inspiradora.
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Saiba MaisRobert Walter
Presidente da Joseph Campbell Foundation. Atuou por dez anos como educador artístico e produtor, diretor e dramaturgo em peças na Broadway e alternativas, nos maiores teatros da região. Deixou essas atividades para publicar o Atlas Mitológico de Joseph Campbell. Com o falecimento de Campbell em 1990 ele e outros fundaram a Joseph Campbell Foundation para preservar e perpetuar a obra do grande estudioso, e vem editando as obras completas de Campbell. Participou da fundação da URI – Iniciativa das Religiões Unidas. Ministra seminários e palestras sobre mitologia em várias partes do mundo.
Programas com a Palas Athena





















Fotos
Vídeos
Programa Arte de viver - Mitos, Ritos e Símbolos - Parte 01
A nave Terra levanta voo: mitologias para o século 21
Artigos
Espaço Unibanco exibe a série "O Poder do Mito"
Agência Estado (16.nov.2004)
Disponível em: https://cultura.estadao.com.br/noticias/cinema,espaco-unibanco-exibe-a-serie-o-poder-do-mito,20041116p4175Mitos de Campbell têm "jornada" em SP
Folha de S. Paulo (25.out.2004)
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/acontece/ac2510200401.htmBob Walter vem ao Brasil para dois eventos na Associação Palas Athena
Palas Athena (16.out.2017)
Disponível em: https://www.palasathena.org.br/2017/10/16/bob-walter-presidente-da-joseph-campbell-foundation


Clique aqui para baixar a Revista Thot - Número 66
Imprensa




Jornal Gazeta da Zona Leste











Livros Indicados
O poder do mito é fruto de uma série de conversas mantidas entre o autor e o destacado jornalista Bill Moyers, numa brilhante combinação de sabedoria e humor. O casamento, os nascimentos virginais, a trajetória do herói, o sacrifício ritual e até os personagens heroicos do filme Guerra nas estrelas são aqui tratados de modo original. Campbell afirmava que os mitos passados nos ajudam a compreender o presente e a nós mesmos.
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Neste primeiro volume dos quatro que compõem As máscaras de Deus, Joseph Campbell aproxima-nos de um mundo e de uma experiência de vida que podem parecer distantes, mas ainda estão presentes em muitas das nossas crenças, medos e ansiedades. O autor aborda as mitologias dos povos de uma perspectiva não apenas antropológica, mas também histórica e psicológica; recria assim a textura de um passado que não ficou enterrado nas cavernas ou confinado a livros acadêmicos de difícil compreensão, mas que continua pulsando no âmbito do inesgotável mundo interior das culturas e dos indivíduos, despertando assim um interesse sempre atual.
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Este volume, segundo dos quatro que compõem a tetralogia As Máscaras de Deus, inicia com uma reflexão sobre o diálogo mítico entre Oriente e Ocidente: Campbell mostra de maneira singular o encantamento onírico da tradição contemplativa oriental – cujo propósito é a identificação e fusão com o divino. A contrapartida ocidental revela a separação entre as esferas divina e humana; a questão suprema não é a identificação, mas o modo de relacionar-se com a divindade. Este volume aborda mitologias que se desenvolveram na Suméria, no Vale do Nilo, na Índia dravídica, védica e budista, na China taoísta e confuciana, na Coreia, no Tibete e no Japão.
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Este volume trata das relações entre o Oriente e Ocidente, de como as antigas cosmologias e mitologias foram transformadas e reinterpretadas nos mitos gregos e na Bíblia, bem como no Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. O livro aborda questões da atualidade, com o autor desenvolvendo uma crítica à ortodoxia das devoções monoteístas, que têm como implicação a intolerância a partir da crença numa verdade única e excludente. A finalidade do trabalho monumental de Campbell, ao longo de todos os volumes de As máscaras de Deus, é acompanhar geográfica e historicamente o deslocamento de criaturas e povos em busca de espaços mais propícios, do que resultaram sincretismos e superposições de crenças e mitos.
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Uma obra imprescindível para nossos dias. Aborda as funções vitais da mitologia na sociedade contemporânea, dada pelos artistas, literatos e pensadores, os criadores e os visionários de antigas e sempre novas aventuras espirituais. Neste volume, Joseph Campbell desenvolve as quatro funções básicas de toda mitologia, a saber: 1) despertar um sentimento de espanto / maravilhamento diante do mistério da existência; 2) oferecer uma cosmologia, uma imagem do universo compreensível apesar de sua infinitude temporal e espacial; 3) garantir uma ordem social a fim de integrar cada indivíduo em seu grupo de referência; e 4) introduzir esse indivíduo nas realidades de sua própria psique, onde encontrará as vias de sua realização espiritual.
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Esta obra foi editada e prefaciada pela Dra. Safron Rossi, especialista e curadora das coleções do Opus Archives que reúne os manuscritos de Joseph Campbell e sua biblioteca pessoal. Com base em apontamentos, gravações e palestras ministradas por ele entre 1972 e 1986, Deusas: os mistérios do divino feminino acompanha a evolução da Grande Deusa nas sociedades agrárias da Idade da Pedra, passando pela Anatólia, a Europa Antiga, o Extremo Oriente e a Renascença.
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Neste livro, Carlos Aldemir Farias apresenta e coteja vida e obra do mitólogo estadunidense. Uma das grandes virtudes do autor é conseguir unir o rigor de uma pesquisa de vulto a um texto agradável e fluido. Ele parte da biografia e da obra de Campbell para entender seu interesse pelas narrativas mitológicas universais, tece os paralelos com os arquétipos junguianos, até chegar à influência das teses do mitólogo na cultura pop, quando os argumentos campbellianos, até então herméticos para o público leigo, ganha materialidade e apelo na estrutura narrativa da saga cinematográfica "Star Wars", do diretor George Lucas.
Saiba mais -
De 14 a 21 de Agosto de 2021 Informações e inscrições:https://sites.google.com/view/ubiratan-dambrosio/Saiba MaisA EtnoMatemaTicas Brasis e a Matemática Humanista solidarizam-se, mais uma vez, com os ideais de Ubiratan D’Ambrosio, no intuito de ressaltar a grandiosidade deste Ser Humano e os princípios e perspectivas do Programa Etnomatemática, enquanto epistemologia e programa de pesquisa, organizado intelectualmente por ele ao longo de quase 50 anos.
Desta vez, a parceria concretizou-se para a realização de um tributo internacional a Ubiratan D’Ambrosio, inspirado na pessoa, em suas contribuições e em suas memórias.
Com planejamento iniciado em fevereiro de 2021, o evento contaria com a nobre presença do homenageado, nos seus momentos ao vivo, e buscaria exibir vídeos com compilações de depoimentos de amigos e orientandos e de algumas de suas palestras, além de abrir espaços para mais depoimentos e registros referentes a estudos, durante a sua ocorrência. Assim, a partir de março, começamos a receber depoimentos, fotos, textos que comporiam a programação.
Em 12 de maio de 2021, a enorme comunidade mundial de etnomatemáticos e afins, que Ubiratan D’Ambrosio tão bem semeou, consternou-se com a notícia do seu falecimento.
Mas, pela importância singular de suas contribuições até este momento e para a continuidade delas à pesquisa e à educação das novas gerações, o evento foi mantido, buscando reunir as manifestações de carinho a ele, antes e depois do dia 12 de maio, isto é, mesclando um tributo em vida e em memória de Ubiratan D’Ambrosio.
A EtnoMatemaTicas Brasis e a Matemática Humanista são comunidades virtuais, respectivamente de interessados em Etnomatemática e na Filosofia Humanista da Matemática. A afinidade decorre das perspectivas culturais da Matemática, além dos propósitos de promoção de ações abertas, gratuitas, realizadas em mídias sociais, que possibilitam o acesso de todos os interessados e que fazem chegar as questões abordadas a um grande público, de pesquisadores, educadores, estudantes, simpatizantes e curiosos dos objetos de estudo e discussão.
Não nos foi fácil rever um planejamento, cujos aspectos conceituais são considerados por nós da maior relevância, mas que, principalmente, era pautado no amor ao nosso grande mestre.
O Ubiratan D’Ambrosio: pessoa, contribuições e memórias mantém os aspectos emocionais que motivaram a sua proposição inicial, ciente de que ora há uma maior responsabilidade de fazer representar o ser humano incrível, que é Ubiratan D’Ambrosio, e de distribuir a muitos toda a riqueza do seu imenso legado.
De coração, a EtnoMatemaTicas Brasis e a Matemática Humanista os acolhem em Ubiratan D’Ambrosio: pessoa, contribuições e memórias para, juntos, cumprirmos essa missão!
Ubiratan D’Ambrosio, este tributo pretende, respeitosa e eticamente, honrar seu nome e sua criação, que o imortalizam para sempre.
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Saiba Mais20 de agosto de 2021, sexta-feira, às 18h30 Com Carlos Aldemir Farias, Maria da Conceição de Almeida e Lia DiskinMitos são narrativas que dão sentido à vida humana desde os tempos imemoriais. São histórias que se desprendem da realidade cotidiana por sua força imaginativa, simbólica, projetiva, mas, também, e sobretudo, por identificar um acontecimento primeiro, originário, que explica como e onde tudo começou. Todas as culturas humanas têm seus mitos: se mantêm e se transformam por meio deles. Mesmo que as culturas modernas por vezes reduzam os mitos a um saber sem rigor, em contraposição aos saberes científicos, as narrativas míticas são operadores do pensamento responsáveis pela criatividade radical, pela ultrapassagem dos limites entre real e imaginário, entre o físico e o metafísico. Assim, o dispositivo mítico complementa e amplia a narrativa lógica e racional de todos os humanos como um dos itinerários do pensamento - de ontem, de hoje e de amanhã. Os mitos não são, pois, um conhecimento que precede a ciência, mas uma forma de ordenar o mundo que se distingue das ciências. Contados, recontados e polidos pela bruma do tempo, esses reservatórios simbólicos não envelhecem, pois a sua linguagem primordial são as metáforas. Nesta live de lançamento do livro intitulado “Joseph Campbell: o maestro dos mitos”, conversaremos sobre passagens da vida e da obra do mitólogo estadunidense para reafirmar a presença viva dos mitos como alimentos das culturas humanas. Essa atividade é gratuita. Não é necessario fazer inscrição. Basta acessar o YouTube da Palas Athena no dia do Fórum: Youtube.com/PalasAthenaBrasil
Carlos Aldemir Farias é antropólogo e professor da Universidade Federal do Pará. Doutor em Ciências Sociais pela PUC-SP. Editor de revistas científicas e apaixonado pela poética dos mitos. Vive em Belém do Pará e orienta teses e dissertações no Programa de Pós-graduação em Educação em Ciências e Matemáticas, na linha de pesquisa Docência e Diversidade. Maria da Conceição de Almeida - Antropóloga. Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutora em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Estudos da Complexidade – GRECOM; Coordenadora pela UFRN/Natal do primeiro ponto brasileiro da Cátedra Itinerante Edgar Morin para o Pensamento Complexo\UNESCO. Lia Diskin - Formada em jornalismo com especialização em Crítica Literária, Cofundadora da Associação Palas Athena. Conhecida internacionalmente por seu trabalho em favor dos Direitos Humanos, recebeu o Prêmio UNESCO 2006 em Direitos Humanos e Cultura de Paz e o Prêmio Internacional da Jamnalal Bajaj Foundation pela contribuição na difusão dos valores gandhianos fora da Índia. Palestrante nas Nações Unidas na instalação do dia 2 de outubro como Dia Internacional da Não Violência. Acaba de ser agraciada (2020), com o Padma Shri Award, concedido pelo Governo da Índia. -
CULTURA DE PAZ – UM HORIZONTE EM PERMANENTE CONSTRUÇÃO Live em celebração do 150º Fórum de Cultura de Paz e Não ViolênciaSaiba Mais
Participação especial de: Marlova Jovchelovitch Noleto, Leoberto Brancher e Lia Diskin Apresentação: João Signorelli Marlova Jovchelovitch Noleto - Diretora e representante da UNESCO no Brasil; mestre em Serviço Social. Foi bolsista da Fundação Kellogg, da Eisenhower Exchange e da Federação Suiça de Assistentes Sociais. A convite da Aliança Brasil-Índia aprofundou seus estudos sobre "Ahimsa" – não violência – e a filosofia de Gandhi, na Índia. Foi presidente do Conselho Nacional de Assistência Social. Autora e coautora de livros sobre Educação e Cultura de Paz. Leoberto Brancher - Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, com atuação na área da Justiça Restaurativa. Coordena o Núcleo de Justiça Restaurativa do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, e integra o Comitê da JR do Conselho Nacional de Justiça. É professor da Escola da Magistratura de RS; voluntário do projeto “Círculos em Movimento” com apoio institucional da UNESCO – Criança Esperança. Lia Diskin - Formada em Jornalismo com especialização em Crítica Literária, é cofundadora da Associação Palas Athena e coordenadora do Comitê da Cultura de Paz – uma parceria UNESCO e Palas Athena. Autora e coautora de uma dezena de livros, entre eles: "Vamos ubuntar? – um convite para cultivar a paz" (UNESCO) e "Redes de convivência" (SENAC). Palestrante na Organização das Nações Unidas na instalação do 2 de outubro como Dia Internacional da Não Violência.
13 de agosto de 2021 • sexta-feira • 18h30 YouTube da Palas Athena www.youtube.com/palasathenabrasil Atividade acessível - Tradução em Libras
"Quando a UNESCO promove uma cultura de paz, percebe-se logo que a âncora dessa busca é a educação, pois a conquista da paz pressupõe, entre outros, o direito à educação. É por intermédio dela que reside a esperança da formação de mentes verdadeiramente democráticas. Foi pensando nisso que em 2000, no Ano Internacional da Cultura de Paz, a UNESCO lançou o Manifesto 2000 – Respeitar a Vida, Rejeitar a Violência, Ser Generoso, Ouvir para Compreender, Preservar o Planeta e Redescobrir a Solidariedade –, procurando gerar em cada pessoa um compromisso com esses princípios para a construção da paz em seu entorno."
Marlova Jovchelovitch Noleto "Há quase dois anos convivemos com um vírus que nos retira o fôlego e exige atenção ao sistema respiratório. Ao focar, real e simbolicamente, no fluxo de trocas vitais que conecta nossa interioridade física e emocional com o meio ambiente e nossos relacionamentos, esse vírus, sob ameaça letal, nos desafia a um hiato reflexivo para respirar um ar renovado, vívido e essencial em termos de valores, atitudes e modos de relacionamento. Mas, frente às nossas turbulências existenciais, será mesmo à paz que aspiramos?" Leoberto Brancher
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Maria da Conceição de Almeida (GRECOM/UFRN)Saiba MaisDedico à Lia Diskin, Lucia Benfatti, Teresa Vergani
Cada vez que de forma individual ou coletiva professamos palavras e cultivamos bons pensamentos estamos agindo no sentido de regenerar as forças da conjunção e da fraternidade universal. Em outras palavras, estamos a reatualizar nossas reservas antropológicas em direção à uma Cultura de Paz e Não Violência. Em maio de 1998, a Associação Palas Athena patrocinou a vinda do pensador francês Edgar Morin a São Paulo, para cumprir várias atividades. Entre essas atividades, e sob a coordenação do Prof. Edgard de Assis Carvalho, aconteceu, na manhã do dia 6 daquele mês de maio, no Teatro TUCA, uma mesa-redonda com a presença de Edgar Morin e colegas da física (Nelson Fiedler-Ferrara) e da literatura (Nelly Novaes Coelho). Fruto desse momento é o livro Ética, solidariedade e complexidade, publicado pela Palas Athena Editora no mesmo ano. Eu estava presente naquela mesa-redonda e, para falar sobre Cumplicidade, complexidade, (com)paixão, me fiz valer da metáfora da uma mala a ser organizada por nós para a nossa viagem rumo ao século XXI. Na ocasião me perguntava: Como cuidar da leveza da mala a ser transportada por nós, sem deixar de incluir nela os valores essenciais para refundar uma civilização marcada pela amorosidade estendida a todas as coisas; por atitudes de generosidade e irmandade entre os humanos; pelos sentimentos de impermanência e transitoriedade capazes de semear sementes de vida para as futuras gerações? Hoje, passadas um pouco mais que duas décadas, e já imersos no novo século, podemos nos perguntar o que de melhor aconteceu na caminhada da espécie humana nos níveis individuais, coletivos, locais, nacional e planetário? Ao que parece, não há muito o que comemorar. O aumento da população mundial caminha pari passu com a desigualdade crescente, com um genocídio étnico e social sem precedentes, com a degradação da nossa Casa Mãe Terra e o comprometimento e crueldade com as espécies que coabitam conosco o mesmo espaço; com o consumo ostensivo dos ricos ao lado de populações que não têm sequer o pão de cada dia; com legiões de pessoas que saem de seus países, e se desenraizam de suas histórias; com uma crise que não se reduz a um problema sanitário, mas se desdobra na degeneração do espírito, da alma, da saúde mental. Se esse é o cenário que vivemos, haveremos nós, por isso mesmo, que nos munirmos, ainda e sempre, de palavras e pensamentos capazes de transformar sementes de morte em sementes de vida. Com essa intenção compartilho com vocês duas ideias/metáforas: a construção de castelos de areia; e o apelo para que nos tornemos artesãos do oitavo dia da criação do mundo. Construtores de castelos de areia Sentados diante do mar, um grupo de crianças se empenha em construir castelos de areia. Já vimos muito essa cena, já participamos desse cenário algumas vezes ou já nos descreveram essa atividade lúdica. As crianças vão aprendendo aos poucos o lugar ideal para que as edificações não desmoronem rapidamente. Esse lugar ideal está no meio do caminho entre a areia muito seca e as últimas ondas que deitam constantemente na praia. O conjunto arquitetônico que congrega os castelos exibe muralhas, diques, torres de observação, subterrâneos, alamedas. Para construir um complexo de tal monta, é necessário intenção, habilidade, desejo, cuidado, delicadeza. Só se edificam bons castelos na areia se as mãos se tornam veículos de onde flui a criatividade capaz de transformar areia em castelos. Ao construir castelos de areia, as crianças parecem cumprir a função de nos relembrar o ritual da vida em sociedade. Construtores de sonhos, veículos de desejo - essa é a síntese da condição humana. Fazedores de castelos de areia. A única espécie viva que sonha acordada, como nos lembra Edgar Morin. Nada a estranhar, uma vez que, conforme Shakespeare, “somos feitos da mesma matéria que são feitos os sonhos”. Advindos de pertencimentos diferenciados, imbuídos de tarefas cotidianas diversas, constituídos por singularidades psíquicas preciosas, todos reatualizamos, no nosso tempo, o ritual próprio aos construtores de sonhos. Estamos todos, continuamente, construindo castelos de areia. Cabe perguntar: como os temos construído? Por vezes, as muralhas escondem os castelos e nos tornamos encarcerados em nós mesmos, blindados ou autoimunes aos apelos da convivialidade com o outro que requer, como sabemos, compartilhar diferentes formas de viver. Outras vezes, os diques são demasiadamente fortes e permanentes, e, em vez de nos proteger para permitir a necessária autorreconstrução e metamorfose de nossas vidas, esses diques e muralhas nos impedem de ensaiar qualquer pulsão de criatividade ou, ainda, de desenhar caminhos de fuga para outros horizontes — sejam esses horizontes teóricos, pessoais, psíquicos ou coletivos. Alguns grupos de construtores de sonhos esquecem de multiplicar as alamedas que ligam os castelos entre si. Ou seja, que nos religam uns aos outros, e então ficam ilhados em seus próprios porões. Isso quer dizer que nem todo sonho opera confluência, encontro, multiplicação. Há bons sonhos, mas também sonhos sofridos a que chamamos pesadelos. Os construtores de sonhos, que somos nós, vivemos permanentemente o limite entre o sonho bom e o pesadelo, nas palavras de Edgar Morin, entre a “boa e má utopia”. A partir desse patamar é possível problematizar a cultura, a sociedade em que vivemos e a sociedade que queremos construir e, por fim, propor uma ética do pensamento, capaz de sonhar por nossas próprias mãos. Uma tal ética supõe o princípio da “sustentável leveza do conviver” como propõe Edgard Carvalho na palestra que iniciou essa mesa de hoje e ela só será eficaz se nutrida por atos individuais e, simultaneamente, por práticas sociais que façam jus ao que há de mais complexo e mais precioso na nossa contingência de sapiens-sapiens-demens. Ou seja, essa ética requer que nos tornemos sonhadores de bons sonhos. Artesãos do oitavo dia Sonhos comuns, horizontes convergentes, ações individuais, apostas coletivas, desejos compartilhados, sentimentos de compaixão e de parentesco com todas as coisas do mundo (vivas e não vivas). São essas reservas antropológicas da condição humana que operam, fundamentalmente, comunicação e compreensão. Por meio dessas reservas arcaicas poderemos compreender uma metáfora construída pelo astrofísico Hubert Reeves (2002), e seu apelo para que assumamos o lugar de ‘artesãos do oitavo dia’. Explico: numa alusão ao inacabamento e permanente evolução do universo, Reeves se vale do mito judaico-cristão que conta o nascimento de todas as coisas em sete dias. Como sabemos, o livro do Gênesis conta que o início da criação do mundo se deveu ao sentimento de solidão de um demiurgo, e ao seu desejo de não permanecer sozinho na escuridão do espaço vazio. Esse sentimento de solidão talvez esteja muito próximo da solidão coletiva que caracteriza o nosso tempo, mas que pode se transformar no desejo de refundar uma ‘política de civilização e de humanidade’, sempre ressaltado por Edgar Morin. Edgard Carvalho fez alusão, em sua palestra, a uma “Linguagem Elementar, da qual precisamos com vital urgência”. Essa linguagem pode se constituir no alimento primeiro do educador, isto é, de todos nós, para cumprir nossa missão de arquitetar, coletivamente, uma sociedade mais conjuntiva, solidária, afetiva e um pouco mais feliz. Contudo, não somos demiurgos, deuses. Somos sujeitos de carne e osso, sujeitos da falta, do paradoxo e da contradição. Ao mesmo tempo egoístas e altruístas e, sobretudo, marcados pela ambiguidade da condição humana tão bem expressa pelo poeta português Fernando Pessoa, quando diz: “a mão que afaga é a mesma que apedreja; a boca que beija é a mesma que escarra”. Diante, pois, da contingência da condição humana que conjuga a boa utopia, mas também as forças da regressão, não devemos, como educadores, ocupar o lugar de salvadores do mundo, de detentores de verdades irrevogáveis. Daí porque é importante manter o alerta de Edgar Morin, quando diz não ser possível construir o melhor dos mundos, mas tão somente um mundo melhor. Movidos pelo desejo de construção de uma sociedade-mundo arquitetada pelas forças da conjunção e não da disjunção; da solidariedade e não da competição; e da consciência da indissociação entre local e global, haveremos de nos nutrir da humildade, mas também da ousadia e de um trabalho obstinado e incansável de recriação do mundo, da vida, da educação, da sociedade. O artesão é aquele que transforma a matéria em objeto utilitário, estético ou bom para pensar. É aquele que religa fragmentos em uma totalidade, mesmo que aberta. Aquele que manuseia o que está à sua volta, retira as partes mortas e interfere ativamente na sua transformação. Ele reconhece a distinção, mas não a oposição entre imaginação e realidade, porque sabe que sua obra material é produto da imaginação e do sonho. O artesão é aquele que expõe, com maestria e magnitude, a criatividade – essa dádiva maior da condição humana. É, sobretudo, aquele que sabe ver bem o mundo à sua volta; que percebe o que precisa ser transformado, o que está em estado de necrose e precisa de regeneração. Paciência, ousadia, persistência, consciência da imperfeição e autocrítica parecem ser as ferramentas e os materiais do artesão do conhecimento, do educador. Como as crianças que constroem seus castelos de areia, temos nós que nos valer do irresistível desejo humano de recomeçar nossa obra todo dia! Somos os artesãos do oitavo dia da criação! E, se nossa ousadia e prudência requerem mais tempo do que nos é dado a viver, não nos deixemos abater. O sentimento de impermanência favorece nossa disposição para criar novos horizontes para as futuras gerações. Façamos nossa parte e escutemos as palavras de Ernesto Sabato no poema Idade.
e Ana Cecília Espinosa. Quatro artesãs do ‘oitavo dia da criação’.“O que se pode fazer em oitenta anos? Provavelmente, começar a dar-se conta de como haveria de viver e quais são as três ou quatro coisas que valem a pena. Um programa honesto requer oitocentos anos. Os primeiros cem seriam dedicados aos jogos próprios da idade, dirigidos por aios de quinhentos anos; aos quatrocentos anos, terminada a educação superior, se poderia fazer algo proveitoso; o casamento não deveria ocorrer antes dos quinhentos; os últimos cem anos poderiam ser dedicados à sabedoria. E ao cabo dos oitocentos anos, talvez se começasse a saber como se deveria viver e quais são as três ou quatro coisas que valem a pena. Um programa honesto requer oito mil anos. Etc.”
Sobre a autora
Maria da Conceição de Almeida - Antropóloga. Professora Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Doutora em Ciências Sociais pela PUC de São Paulo. Coordenadora do Grupo de Estudos da Complexidade – GRECOM; Coordenadora pela UFRN/Natal do primeiro ponto brasileiro da Cátedra Itinerante Edgar Morin para o Pensamento Complexo\UNESCO.




