Ana Cunha, Professora de Yoga desde 2003. Graduada em ciências e matemática com Pós-graduação em Análise de Sistemas. Pós-graduada em Yoga pela FMU. Formação em Atenção e Concentração nas em Práticas Meditativas e em Ética e Cultura de Paz, ambos pela Associação Palas Athena.
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Saiba Mais
Ana Cunha, Professora de Yoga desde 2003. Graduada em ciências e matemática com Pós-graduação em Análise de Sistemas. Pós-graduada em Yoga pela FMU. Formação em Atenção e Concentração nas em Práticas Meditativas e em Ética e Cultura de Paz, ambos pela Associação Palas Athena.
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Saiba MaisPRÁTICAS DE INTEGRAÇÃO MENTE-CORPO
Desde 2020 a Palas Athena desenvolve encontros on-line de “Práticas de Integração Mente-Corpo" do Projeto “Cuidando da Pessoa que Cuida: O Cultivo da Saúde Integral”. Programa gratuito para trabalhadores e profissionais da Saúde, Assistência Social e Educação de Instituições Públicas que oferecem serviços à população em geral. São práticas de 30 minutos que não exigem conhecimento prévio de práticas mente-corpo nem de meditação. Desenhado inicialmente para atender à Secretaria Municipal da Saúde da cidade de São Paulo, o projeto logo foi estendido às Secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social e Educação do mesmo município, bem como a qualquer trabalhador ou profissional que atue nessas áreas independentemente da Instituição à qual pertença. A participação é livre em qualquer dia. Com professores da Palas Athena Coordenação: Rejane Moura Apoio: Sandra Godoy Segundas, das 17h30 às 18h Quartas e sextas, das 9h00 às 9h30
Via Zoom. A sala é aberta cinco minutos antes do horário, e o encontro começa pontualmente. Os dados de acesso serão exibidos após preenchimento do cadastro.
INSCREVA-SEVISITE TAMBÉM
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Estamos deixando para trás narrativas e teorias que reduziram a existência de milhões de espécies vivas a meros recursos para gerar riqueza. A complexa autorregulação do corpo humano não é mais descrita como uma máquina, cujos órgãos não dialogam nem cooperam entre si. Hoje sabemos que a própria Terra é um organismo vivo que pela interdependência e cooperação se regenera e oferece futuro. Nada prospera em isolamento, a autossuficiência é uma impossibilidade biológica, cultural e espiritual. Neste cenário de novas percepções de realidade e de nós mesmos, emerge a questão do propósito. Qual o significado, qual a direção que orienta este universo e tudo que nele existe? Nós, humanos, sempre buscamos respostas também quanto ao nosso quotidiano de necessidades e aspirações. O que escolher? O que oferece mais vida à nossa vida? Somos criaturas complexas, multidimensionais - já não encontramos satisfação em produzir e consumir, em acumular e aparentar. O propósito nos convida a sair da mesmice.Saiba Mais
Lia Diskin Jornalista especializada em Crítica Literária, Cofundadora da Associação Palas Athena, Palestrante com reconhecimento internacional. -
149º Fórum do Comitê da Cultura de Paz e Não Violência 7ª Semana Nelson Mandela Conversas em torno de Eu não sou seu negro Em 18 de julho de 1918 nasceu um dos líderes políticos mais admirados dos últimos tempos. Admiração que não se restringiu à sua terra natal – atravessou oceanos, culturas, etnias e ideologias. Trata-se de Nelson Mandela, ex-presidente da África do Sul, vencedor do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e arquiteto visionário de uma política inclusiva e democrática que derrubou o apartheid imposto pela minoria branca sul-africana durante a maior parte do século XX. Advogado, ativista e líder da luta contra a segregação racial, passou 25 anos no presídio de segurança máxima sob acusação de conspiração. A pressão internacional deu visibilidade às injustiças locais e, finalmente, conseguiu sua libertação. Negociação, mediação, capacidade singular para o diálogo com seus próprios algozes e opositores, deram origem à Comissão para a Verdade e a Reconciliação – experiência sul-africana que inspira o mundo inteiro a dirimir e evidenciar violações dos direitos humanos em todos os contextos sociais que emergem. Nas próprias palavras de Mandela: “Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem, ou ainda por sua religião. Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar.” Em homenagem a Nelson Mandela, neste Fórum apresentamos “Conversas em torno de Eu não sou seu negro”, documentário indicado para o Oscar sobre o qual é oportuno refletir, perceber, para não se tornar um cúmplice da desumanidade e alienação.Saiba Mais
16 de julho de 2021 • sexta-feira • 18h30 YouTube da Palas Athena www.youtube.com/palasathenabrasil Atividade acessível - Tradução em Libras
Andréa Arruda - Psicóloga com especialização em Ciências Humanas e suas Tecnologias - UNICAMP. Atuou como professora e gestora da Rede Pública Estadual de São Paulo. Foi psicóloga e educadora em projetos com adolescente em medida socioeducativa. Desde 2009 trabalha e pesquisa questões ligadas ao Sistema de Garantia de Direitos das Crianças e Adolescentes, Gênero, Sexualidade e Justiça Restaurativa. Mediadora de Conflitos e Facilitadora de Processos Circulares. Cofundadora do Núcleo de Cultura de Paz e Práticas Restaurativas Nelson Mandela. Anny Lima - Psicóloga clínica e diretora executiva da Verde Oliva ME. É especialista em Museologia, pós-graduada em Gestão de Projetos, bacharel e licenciada em Psicologia e em Educação Artística. Possui Formação em Cultura de Paz e Dinâmicas de Convivência, Ética e em Mediação, Facilitação de Diálogo e Construção de Consenso pela Palas Athena. Fernando Stanziani - Psicólogo e engenheiro. Mestre pelo Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências da Religião da PUC-SP, Psicologia Analítica (C.G. Jung) pelo Instituto Sedes Sapientiae. Consultor empresarial em desenvolvimento humano, planejamento estratégico, qualidade e ética organizacional. Professor universitário nas disciplinas de Psicologia e Ética. Foi professor de Ética Empresarial em cursos de pós-graduação da FIA, FECAP e FIPECAFI. Professor e conselheiro da Associação Palas Athena. Membro participante da iniciativa Coalizão Inter-fé em Saúde e Espiritualidade. Ivani Francisco de Oliveira - Psicóloga, mestra em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Desenvolve estudos sobre relações raciais brasileiras. Atualmente é docente e supervisora de estágios da Universidade Cidade de São Paulo e colaboradora do Instituto Afro Amparo Saúde. João Signorelli - Ator profissional desde 1972. Jornalista formado, atuou em mais de 22 novelas, 25 peças de teatro e 12 filmes. Mestre de cerimônias, e em especial das últimas visitas do Dalai Lama ao Brasil. Há dezessete anos se dedica a divulgar a Cultura de Paz através dos espetáculos teatrais Gandhi, Um Líder Servidor e a Ética Inspiradora. Lourdes Alves de Souza - Educadora, Psicóloga, Especialista em Desenvolvimento Local e conselheira e docente na Associação Palas Athena. Pós-graduada em Gestão Estratégica da Informação e do Conhecimento e Inovação. Mestranda em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Certificada em Ética, Cultura de Paz e Dinâmicas de Convivência, e em Mediação, Facilitação de Diálogo e Construção de Consenso. Coautora no livro O Papel da Universidade no Desenvolvimento Local - Experiências brasileiras e canadenses. Em 2019, participou do TEDx Talks com o tema Convivência, eis a nossa questão.
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Saiba MaisEdgar Morin
Um dos pensadores mais emblemáticos e importantes dos séculos 20 e 21, reconhecido internacionalmente como o fundador e o pensador mais destacado do Pensamento Complexo. Foi codiretor do Centre d’Études Transdisciplinaires de la École des Hautes Études Sociales, de Paris, por quase duas décadas. No início dos anos 1950 iniciou seus trabalhos no Centre National de la Recherche Scientifique (CNRS) de Paris, no qual permaneceu e foi nomeado Diretor de Investigação e depois Diretor Emérito, onde foi fundado o Laboratório Edgar Morin em 2008. Em 1999 foi criada a Cátedra Itinerante UNESCO “Edgar Morin”, para o ensino do Pensamento Complexo. Além de sua formidável cultura, de seus inumeráveis títulos de doutor honoris causa, há o legado inapreciável de suas publicações e desdobramentos de suas atividades educacionais transformadoras no mundo todo.
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Livro
Nada mais oportuno do que falar sobre fraternidade! Em tempos de surdez endêmica, onde todos falam mas ninguém escuta, o convite do Professor Edgar Morin talvez abra espaços para reconhecer que hoje “não há uma terra de ninguém nesta terra de todos”, portanto estamos embarcados em uma aventura comum com um destino comum.
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Um diálogo rico e apaixonante entre dois dos maiores cientistas e pensadores contemporâneos, cujo traço em comum é a interdisciplinaridade: sociologia, psiquiatria, psicanálise, história, biologia, antropologia – e muito mais. Para compreender a realidade do humano não basta estudar as partes isoladas do todo. O todo é mais do que a soma das partes, e o pensamento complexo visa efetivamente perceber o que liga as coisas umas às outras.
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O mundo em crise é um cenário de transformações onde estão presentes riscos e oportunidades de mudança. Diálogos constantes entre educação e política, academia e políticos, é uma das ações inadiáveis. Em algum momento de sua trajetória, os fins da educação se alteraram, e o fim supremo que é aprender a viver ficou em segundo plano. Há de ser retomado pela educação, tornando-se ponto de partida, farol e horizonte, reunindo as reformas do pensamento, do ensino, da política e da vida.
Saiba maisVídeos
Antropologia Complexa e a Ética do Futuro - Parte 1
Antropologia Complexa e a Ética do Futuro - Parte 3
Antropologia Complexa e a Ética do Futuro - Parte 4
Coleção Grandes Educadores
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Para marcar o centenário de um dos pensadores mais emblemáticos e importantes do século 20 e 21, o Sesc São Paulo promove nos dias 28 e 29 de junho o ciclo “Jornadas Edgar Morin – A vida em tempos de incertezas e a construção do futuro". Os bate-papos serão transmitidos na segunda e na terça (28 e 29/6), às 15h, pelo Youtube e Facebook do Sesc SP. Edgar Morin é reconhecido internacionalmente como o fundador e o pensador mais destacado do Pensamento Complexo. Foi codiretor do Centre d’Études Transdisciplinaires de la École des Hautes Études Sociales, de Paris, por quase duas décadas. Em 1999 foi criada a Cátedra Itinerante UNESCO “Edgar Morin”, para o ensino do Pensamento Complexo. Além de sua formidável cultura, de seus inumeráveis títulos de doutor honoris causa, há o legado inapreciável de suas publicações e desdobramentos de suas atividades educacionais transformadoras no mundo todo, dentre elas os livros "Fraternidade", "Reinventar a Educação" e "Diálogo sobre a natureza humana" publicados pela Palas Athena Editora. Dia 28, 15h às 17h30 Abertura: Danilo Santos de Miranda e Edgar Morin Prólogo: Edgard de Assis Carvalho Debatedores: Conceição Almeida, Juremir Machado. Mediação: Lia Diskin Apresentação: Heloisa Pisani Dia 29, 15h às 17h30 Prólogo: Edgard de Assis Carvalho Debatedores: Tereza Mendonça Estarque, Izabel Petraglia. Mediação: Mário Sérgio Cortella Epílogo: Michel Maffesoli Apresentação: Heloisa PisaniSaiba Mais -
Edgard de Assis Carvalho A insustentável leveza do ser, de Milan Kundera, trata do absurdo da existência humana. Existência que havia perdido substância, peso, valor, no mundo sombrio e opressivo das quatro décadas da ditadura checa, cenário do romance, originalmente publicado em 1983. Na superfície, o relacionamento de dois casais, suas diferenças, similitudes, desníveis; na profundidade, um libelo da liberdade e da leveza que devem reger as relações humanas. Viver com o outro demanda esforços: intensos, alegres, compensatórios, benevolentes. Sempre se abdica de uma parte de si para conviver com o outro, imaginar-se em seu lugar, sofrer quando ele sofre, doar-se para que a circulação dos afetos e sentimentos se efetive em prol de um mundo solidário e fraterno. Se temos pulsões antissociais, egoístas e mesmo amorais, vamos contê-las, refreá-las, transformá-las para que o altruísmo, as boas paixões, a ética se consolidem como meta, propósito, horizonte do mundo. O desapego do ego pode ser um bom caminho. Desconstruí-lo implica reconhecer que ele é um ilusionista capaz de ludibriar e nos convencer de que somos o centro do mundo e que é nosso direito subjugar o outro, submetê-lo às nossas escolhas. É esse o embrião-vírus dos autoritarismos, repressões, intolerâncias, malevolências. Inscritos inegavelmente na longa trajetória evolutiva, nossa arrogância sofreu sérios golpes ao saber que a Terra não era o centro do cosmo, que viemos do outro, que somos habitados pelo inconsciente, rasgando o tecido emocional para as três feridas narcísicas expostas por Sigmund Freud, em 1914. Mas a ideia de sermos os únicos criadores e transmissores de cultura ainda permaneceu. Não somos mais. Destronados do antropocentrismo, ainda é difícil para muitos reconhecer e assimilar que outros seres vivos são tão bioculturais como nós. Primatas não humanos – gorilas, orangotangos, chimpanzés, bonobos – criam sofisticadas tramas de sociabilidade para o conviver. Suas conexões emocionais são regidas pelos sensos de empatia, afetividade, consolo, cooperação, reciprocidade, justiça, gratidão, interesse pela comunidade. Destacados estudos da paleontologia contemporânea, como os de Frans de Wall, demonstram que a fronteira entre animalidade e humanidade caiu por terra, embora as culturas humanista e científica que regem os dispositivos institucionais deneguem essa evidência empírica e cognitiva. Essas duas culturas insistem em não reconhecer que uma quarta ferida narcísica já está instalada em nossa mente. Manter intocável essa fronteira é um retrocesso educativo, pedagógico, simbólico. Mas, afinal, o que é a cultura? Um conceito-armadilha, definido como um conjunto sistêmico de regras, padrões, instituições, ao qual se presta obediência e resignação. Uma fábrica da ordem como sabiamente alertava Zygmunt Bauman. A cultura foi também considerada como revestimento, exoesqueleto que se sobrepõe à crosta das relações econômicas e políticas. As divisões entre cultura erudita e popular, elitista e massificada se incumbiram de mostrar que esse revestimento era desigual, dependia das diferenças e contradições sociais. Cada classe social com sua cultura, cada povo com seus padrões. O relativismo foi a consequência funesta dessa interpretação. A cultura deve ser pensada – adverte Edgar Morin - como circuito metabólico, jogo múltiplo de ordens, desordens, interações, reorganizações que moldam o convivial. Com a globalização, o sentimento de comunidade, do comum, perdeu-se nas brumas imateriais das redes sociais. O comum implica partilhas, compartilhamentos, coparticipações. Envolve planilhas de reconhecimento mútuo, enraíza-se na experiência. O comum nos leva a refletir sobre ações e decisões que tomamos no cotidiano, mesmo que elas pareçam reproduzir padrões, ritmos, códigos, números. Vivemos cercados de formatos e convenções: casa, trabalho, afetividade, política. É urgente transcendê-los para que o conviver se estenda para além dos limites das comunidades de pertencimento. Somos uniduais, ao mesmo tempo naturais e culturais, sensíveis e inteligíveis, sábios e loucos. Lidar com essa dualidade simultaneamente oposta e complementar, este sim é o desafio. Primatas humanos enlaçam a todo tempo o cerebral-espiritual-cultural-social e o físico-biológico-zoológico. Presas inelutáveis do espírito do tempo e da historialidade, somente a partir desse enlace seremos capazes de diagnosticar, propor, teorizar, imaginar a complexidade do real e o real da complexidade. A submissão, a monotonia, o conformismo das sociedades líquidas devem ser substituídos por espirais de audácia, criatividade, revolta, que invistam no sentido trinitário indivíduo/sociedade/espécie. Por isso, somos híbridos, polifônicos, indeterminados, impermanentes. Treinar a mente é prioritário, mas esse treinamento é longo, cotidiano, por vezes desanimador. A mente treinada não se deixa sucumbir face aos conflitos interiores e exteriores que nos assolam e oprimem. Estar sempre atento aos sinais, praticar a atenção plena preconizada pelo Budismo, não permitir que a fraqueza da vontade, a acrasia, se instalem. Meditar é cultivar a si mesmo, ter discernimento diante do mundo e de si, é aprofundar uma fenomenologia da percepção para poder lutar e agir em prol da banalidade do bem. Esse é o caminho. A confrontação e a animosidade trazem danos irreversíveis para o conviver, elas impedem que a benevolência e o altruísmo se propaguem. O verdadeiro altruísmo é desinteressado, sua única finalidade é a benevolência. O mais crucial é estender essa benevolência para além dos membros da família, dos amigos próximos, e fazê-la chegar à comunidade de destino de todos os humanos, preservar a casa comum, o oikos, repensar em tempo real a relação com a natureza, escutá-la com humildade, preservá-la e não dominar e destruir o que pertence a todos. A verdadeira escuta não se restringe apenas aos divãs analíticos, ela implica o exercício rigoroso da presença, da tentativa de aliviar o outro dos próprios medos. Escutar é doar-se. Escutar é presença plena diante do mundo e do outro, justa medida de todas as coisas. Num mundo repleto de vampiros, de Lestats que saem à noite dos seus túmulos para sugar o sangue dos outros e, impunes, voltam para seus esquifes antes do raiar do dia, faltam oásis de fraternidade que resistam à crueldade do mundo, como Edgar Morin denomina essas pequenas ilhas de solidariedade que enaltecem o conviver, o reconhecimento, a ajuda mútua, o altruísmo, a ética. Existem antídotos para combater agentes do Mal, sejam eles vampiros ou não: crucifixos, réstias de alho, água-benta, mas também revoltas, insurgências, literaturas, artes e poesia. Quem viu a Série Negra, de Goya, Guerra e Paz, de Portinari, Guernica, de Picasso, Abaporu, de Tarsila, quem leu As flores do mal, de Baudelaire, A terra devastada, de Eliot, quem se perdeu nos labirintos de Em busca do tempo perdido, de Proust, quem se reencontrou nas tramas de Grande sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, se dá conta dessa força indômita que habita em nós, que nos anima a prosseguir mesmo diante da crueldade e da insignificância do mundo. Na trama de Kundera o cão Karenin ignora a dualidade do corpo e da alma, não conhece a vergonha. Seu amor pelos donos é desinteressado. Sua dona o aceitou tal como ele é. Se o educou, afirma Kundera, não foi para mudá-lo, mas para lhe ensinar uma linguagem elementar que facilitasse sua convivência e a compreensão dos outros. É dessa linguagem elementar que precisamos com vital urgência. Talvez seja ela que, finalmente, nos permitirá superar a opressão, valorizar a simplicidade, a compreensão, realizar a paz perpétua preconizada por Kant e, de modo consciente, coparticipar da sustentável leveza do conviver.Saiba Mais
Edgard de Assis Carvalho, Coordenador do Complexus, vice-presidente do Instituto de estudos da complexidade, Rio de Janeiro, Assessor permanente do GRECOM, grupo de estudos da complexidade, UFRN.
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Tempo de recolhimento e cuidado, silêncio e reflexão
Confirme sua presença clicando aqui Após a confirmação da presença, você visualizará os dados de acesso para sala virtual.
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O Núcleo de Cultura de Paz e Práticas Restaurativas Nelson Mandela participará do XII CONGRESO LATINOAMERICANO DE INVESTIGACIÓN PARA LA PAZ para falar sobre os desdobramentos do curso “A construção de espaços seguros de fala e escuta no contexto da pós-pandemia: garantir direitos e fortalecer políticas públicas”, realizado em 2020 e 2021 em parceria com a Palas Athena. Esse curso tem como objetivo reunir técnicos, gestores e orientadores socioeducativos da rede socioassistencial pública e privada, bem como educadores/educadoras da educação formal, procurando responder a demanda atual do contexto pandêmico e assim em consonância com a fundamentação teórica da área, apresentar as possibilidades, dilemas e percursos para a construção dos "espaços seguros de fala e escuta no contexto da pós - pandemia" numa perspectiva individual, coletiva e política. A ideia é fomentar a reflexão e sensibilização junto aos participantes sobre as práticas de Cultura de Paz e Justiça Restaurativa para atuação na vida profissional e pessoal e abordar as possibilidades para materialização de uma prática educativa formal e não formal pautada na perspectiva da Cultura de Paz e Justiça Restaurativa na Educação. Agradecemos aos alunos e alunas da 1ª e 2ª edição e parabenizamos a equipe de facilitadores/as do Núcleo de Cultura de Paz e Práticas Restaurativas Nelson Mandela. Mais informações sobre o congresso, acesse: https://www.uexternado.edu.co/ciencias-sociales-y-humanas/xii-congreso-latinoamericano-de-investigacion-para-la-paz/Saiba Mais




