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Saiba MaisMatthieu Ricard
"Certo dia, um tibetano foi visitar um velho sábio numa pequena cidade da Índia. Ele começou contando ao sábio todos os seus infortúnios passados, em seguida passou a fazer uma lista de tudo o que temia quanto ao futuro. Durante todo o tempo, o velho sábio ficou com toda a calma assando batatas em um pequeno braseiro que estava no chão à sua frente. Passado algum tempo disse ao seu queixoso visitante: "De que adianta preocupar-se com coisas que não existem mais e com coisas que ainda não existem?" Perplexo, o visitante parou de falar e permaneceu calado por um bom tempo ao lado do sábio - que, de quando em quando, lhe estendia uma batata quente e tostada."
Do livro "Felicidade - a prática do bem-estar", Matthieu Ricard - Palas Athena Editora. -
Embora eu possa não estar aqui com você, exorto-o a responder ao chamado mais elevado do seu coração, e a defender aquilo que realmente acredita. Na minha vida, fiz tudo o que pude para demonstrar que o caminho da paz, o caminho do amor e da não violência é o caminho de maior excelência. Agora é a sua vez de fazer o sino da liberdade ecoar por todo o planeta. Quando os historiadores pegarem suas canetas para escrever a história do século XXI, faça com que eles digam que foi a sua geração, que finalmente fez suprimir o pesado fardo do ódio, e que a paz, finalmente, triunfou sobre a violência, a agressão e a guerra. Então vos digo: andem com o vento, irmãos e irmãs, e permitam que o espírito da paz e o poder do amor eterno sejam os seus guias. John Robert Lewis (21/2/1940 —17/7/2020), líder do movimento por direitos civis e político norte-americano Original Though I may not be here with you, I urge you to answer the highest calling of your heart and stand up for what you truly believe. In my life I have done all I can to demonstrate that the way of peace, the way of love and nonviolence is the more excellent way. Now it is your turn to let freedom ring. When historians pick up their pens to write the story of the 21st century, let them say that it was your generation who laid down the heavy burdens of hate at last and that peace finally triumphed over violence, aggression and war. So I say to you, walk with the wind, brothers and sisters, and let the spirit of peace and the power of everlasting love be your guide.Saiba Mais -
Ahmadou Hampaté Bá Fez um excelente trabalho no campo da recuperação e transmissão da cultura africana e dos seus arquivos manuscritos, resultado de meio século de pesquisa sobre as tradições orais.Saiba Mais
"Em África, quando morre um ancião arde uma biblioteca, desaparece uma biblioteca inteira sem que as chamas acabem com o papel."
Escritor e etnólogo maliense (Mali, 1900 - Costa do Marfim, 1991) formou-se na escola corânica e na francesa. Destacou-se muito jovem nos estudos e entrou na escola de magistério da ilha de Gorée (Senegal). A partir de 1922 ocupou vários cargos na administração colonial e em 1942 começou a trabalhar como etnólogo no IFAN (Instituto Fundamental de África Negra).
Com a independência do seu país, chegou a ocupar vários cargos de responsabilidade na UNESCO, instituição a partir da qual procurou preservar as culturas orais africanas.
Desde 1970 que o seu trabalho se centrou na classificação dos arquivos acumulados durante toda a sua vida sobre as tradições orais da África Ocidental. Publicou várias obras sobre literatura oral e a história El extraño destino de Wangrin que lhe valeu o Grande Prémio Literário de África Negra em 1974.
É autor de numerosas obras, entre as quais se destacam Tierno Bokar, le Sage de Bandiagra (1957), como homenagem ao professor reverenciado; Koumen (1961), onde compilou os contos e relatos iniciais dos peule; Kaidara (1969) e Jesús visto por un musulmán (1976). Também escreveu as suas memórias, Amkoullel l'enfant peul e Oui mon commandant!, publicadas postumamente.
Fontes:
• Casa África
Mais informações:
• Artigos de Ahmadou Hampaté Bá - Colecção Literatura de Casa África -
1. Introdução: O que é uma palavra? Ou duas? Ou três?Saiba Mais
Quando tratamos com palavras tão ricas como “cultura” e “paz”, é aconselhável proceder com algum cuidado. Um consenso sobre seu uso não é possível nem desejável, nem sequer necessário. Mas o leitor tem o direito de saber como o autor está usando as palavras. Deve haver uma espécie de contrato, explícito até, ao menos durante a leitura destas páginas. Assim, mãos à obra:
A cultura é um aspecto simbólico da existência humana. A cultura é representação, através de símbolos, em geral visuais ou sonoros, organizados de modo diacrônico ou sincrônico2. Recentemente esta representação (como se vê na TV em tempo real ou no computador de forma interativa) aproximou-se tanto da realidade que o termo “realidade virtual” é usado como uma realidade fictícia. Talvez alguém alegue que isto não é arte, que a arte ressalta alguns aspectos da realidade e obscurece outros. Mas esta não é uma objeção válida, pois a cultura é uma categoria mais abrangente que a arte.
Como acontece com as finanças em relação à economia real, a cultura vai adquirindo vida própria, com sua própria lógica, no final acabando por representar nada senão ela mesma – ela evolui, se reproduz através do encontro de culturas e dá à luz novas culturas, que brotam como vírus e invadem a mente humana programando-a para reproduzir tal cultura, ocasionalmente somando ou subtraindo algo. O resultado é uma enorme quantidade de cultura, a linguagem sendo um dos exemplos mais óbvios, na sua forma escrita ou falada, e exigindo competências específicas de emissor e receptor.
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A. Introdução à questão; definição de pessoa.Saiba Mais
Eu me abstenho de ceder às armadilhas dos modelos padronizados. É por isso que eu não pretendo apresentar aqui uma noção de pessoa que valha para toda África Negra, mas sim limitada às tradições malianas, e nomeadamente àquelas das etnias fula e bambara.
O que é a pessoa?
Os Fula e os Bambara possuem dois termos próprios para designar a pessoa. São eles:
a) neddo e neddaaku.
b) maa et maaya.
A primeira palavra de cada um desses quatro termos acima significa “pessoa” e a segunda“as pessoas da pessoa”.
Por que “as pessoas”?
A tradição ensina, com efeito, que há primeiro maa: pessoa receptáculo, e maaya: diversos aspectos de maa contidos na maa receptáculo.
A expressão de língua bambara “maa ka maaya ka ca a yere kono” significa: “As pessoas da pessoa são múltiplas na pessoa”.
A mesma ideia é encontrada entre os Fula. Eu cito a este propósito uma anedota que ilustra bem este fato: minha própria mãe, cada vez que desejava falar comigo, primeiro fazia vir minha mulher ou minha irmã, e lhes dizia: “Eu desejo falar com meu filho Amadou, mas eu gostaria, antes, saber qual dos Amadou que o habita está presente neste momento”.
De imediato, podemos ver, então, que se trata de uma noção muito complexa, que comporta uma multiplicidade interior, de planos de existência diferentes ou sobrepostos, e uma dinâmica constante.
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"História Geral da África - Metodologia e pré-história da Africa"Saiba Mais
Está versão em português é fruto de uma parceria entre a presentação da Unesco no Brasil, a Secretaria de Educação Continuada, Anfabetização e Diversidade do Ministério da Educação do Brasil (Secad/MEC) e a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
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