Blog - O sertão vai virar mar: Caco de Paula fala sobre desafios da sustentabilidade WhatsApp

Frete Grátis em compras acima de R$200,00 Sul e Sudeste

Parcelamento sem juros

15% de Desconto nos Livros de 8 a 28 de agosto de 2026

  • Conta
    • Novo cliente? Cadastre-se
    • Cadastrar

0

Meu Carrinho

R$0,00
Ao continuar navegando você aceita os cookies que utilizamos para melhorar o desempenho, a segurança e a sua experiência no site. Para mais informações, consulte a nossa Política de Privacidade.

O sertão vai virar mar: Caco de Paula fala sobre desafios da sustentabilidade

WP Import

07/08/2014 15:49
Leitura de 3 min

Suzana Camargo - Planeta Sustentável


O tema sustentabilidade tem ocupado enorme espaço nos debates e na agenda atual, mas o real significado do termo parece ter ficado perdido ou confuso nos últimos tempos.

Para falar sobre grandes questões da sustentabilidade e compartilhar suas experiências e dúvidas a respeito dos dilemas ambientais, o jornalista e diretor do Planeta Sustentável Caco de Paula foi convidado para falar no 114º Fórum do Comitê da Cultura de Paz, promovido pela Associação Palas Athena, em parceria com a Unesco. O encontro, realizado esta semana no auditório do MASP, em São Paulo, foi intitulado “O sertão vai virar mar?” pelo próprio Caco.

Ao iniciar sua apresentação, o jornalista comentou sobre as diversas definições que a palavra sustentável pode ter. Do popular dicionário Aurélio surgiu que se pode sustentar e além dele apareceram significados como conservar em bom estado, perene, continuamente, avante e … cuidar. Esta parece ser a definição que mais o agrada. “O relacionamento da humanidade com a natureza é uma questão fundamental nas próximas décadas”, afirmou. “A discussão do clima é uma discussão moral”.

Segundo ele, a delicadeza do arranjo atmosférico é essencial para a nossa existência. E ela está em perigo. Os recursos naturais do planeta são finitos e a Terra não suporta mais um crescimento exponencial. A primeira década do século foi a mais quente da história. O degelo no Ártico é irreversível, assim como a extinção de muitas espécies. Estamos multiplicando rapidamente a escala da extinção natural.

Se continuarmos a manter nosso estilo de vida atual – centrado no consumo e hábitos insustentáveis – deixaremos muito pouco para nossos filhos e as próximas gerações. “Onde está a justiça intergeracional? Que direito tenho de deixar este planeta para meu filho”, questionou o jornalista. “E esta questão está diretamente relacionada à Cultura de Paz, tema central de todos os fóruns realizados pela Palas Athena”.

Desde 2007, o Planeta Sustentável, iniciativa da Editora Abril, tem tentado traduzir estes temas difíceis para o público numa linguagem mais contemporânea, criando conteúdo interessante, relevante, mas também divertido e colorido. Caco de Paula acredita que só mudaremos a situação atual, se conseguirmos mudar o indivíduo. “Afinal, a sustentabilidade é uma questão humana”.

O palestrante citou a incrível história de Irena Sendler (que foi tema do 107o Fórum de Cultura de Paz e, por isso, abordado em post neste blog), a assistente social e enfermeira polonesa que salvou da morte duas mil crianças no gueto de Varsóvia. Ela agiu daquela maneira porque foi impelida por uma decisão moral de fazer mais. E o ser humano tem esta capacidade. “Precisamos transgredir e ir além”, disse. “Basta termos motivação”.

?E a pergunta - “O sertão vai virar mar?” - que deu nome à palestra?

Como Caco lembrou, a menção à frase vem do livro “Os Sertões”, de Euclides da Cunha. Na história, Antonio Conselheiro assume o poder numa região muito pobre, depois da maior seca ocorrida naquele lugar. Ele pregava que o mundo iria acabar, mas antes disso o sertão iria virar mar e o mar iria virar sertão. A inversão poética remete ao que está acontecendo atualmente, quando o planeta sofre com grandes desastres naturais – como secas, enchentes, terremotos e tempestades.

E a resposta à pergunta é “provavelmente não”, finalizou. Os cientistas brasileiros do clima preveem que choverá 30% menos na região Nordeste e 20% menos no Norte do país nos próximos 50 anos.

Confira a matéria original no site do Planeta Sustentável.
Compartilhar este post