Live com Júlio de Ló no Youtube da Palas Athena
Atenção Humana em Disputa – Cultura de Paz diante da Sedução Algorítmica
Live com Júlio de Ló
O tema “Atenção Humana em Disputa – Cultura de Paz diante da Sedução Algorítmica” propõe uma reflexão sobre como os ambientes digitais, inseridos no contexto da economia da atenção, impactam nossa subjetividade, moldando emoções, percepções, comportamentos e formas de convivência.
Em um cenário marcado pela hiperestimulação constante, polarização, fluxos contínuos de reatividade, consumo infinito de conteúdo, aceleração informacional e busca por validação, o engajamento tende a ser impulsionado por reações intensas e imediatas, contribuindo para a fragmentação da atenção e o enfraquecimento das capacidades de escuta, diálogo e reflexão.
A partir disso, discute-se como a cultura de paz pode contribuir para a reconstrução de condições concretas de presença, convivência e reconhecimento do outro em meio a dinâmicas tecnológicas mediadas por algoritmos que disputam continuamente a atenção humana.
Essa atividade é gratuita.
Não é necessario fazer inscrição.
Basta acessar o YouTube da Palas Athena no dia do Fórum:
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Atividade acessível – Tradução em Libras
Júlio de Ló - Autor do livro "Sedução Algorítmica", obra Finalista do Prêmio Jabuti Acadêmico e com mais duas indicações ao 67º Prêmio Jabuti, com prefácio de Eugênio Bucci, posfácio de Christian Dunker e ilustrações de Lívia de Castro. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero, cursou disciplinas de pós-graduação na USP. Aprofundou-se nas linhas de pesquisa “Tecnologia, Organizações e Poder” e “Jornalismo, Imagem e Entretenimento”. Atua como diretor de TV, roteirista, pesquisador e professor, com trabalhos científicos e artísticos no Brasil e no exterior.

Esta iniciativa começou em 1999, quando um grupo de pessoas, movimentos e organizações sociais reuniu-se com a firme determinação de disseminar os 6 Princípios do Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-violência, elaborado por laureados com o Prêmio Nobel da Paz em 1998, por ocasião das celebrações dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foram angariados em torno de 500 mil compromissos ao Manifesto, em papel, sem que consigamos mensurar o quanto este esforço se desdobrou por meios eletrônicos. No Brasil, houve 14 milhões, e no mundo, cerca de 70 milhões de adesões aos 6 princípios do Manifesto 2000: Respeitar a vida, Rejeitar a violência, Ser generoso, Ouvir para compreender, Preservar o Planeta e Redescobrir a solidariedade. Nestes tempos tão voláteis, nos quais tudo chama a atenção e nada a retém, sem enraizamento e/ou extensão, o Comitê manteve fidelidade aos seus propósitos. Tornou-se referência quanto aos princípios e valores de uma Cultura de Paz, inspirou ações em todo o País desde o âmbito da sociedade civil até as esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os 8 eixos da Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz da ONU/UNESCO são as diretrizes fundantes: Cultura de Paz através da Educação; Economia Sustentável e Desenvolvimento Social; Compromisso com Todos os Direitos Humanos; Equidade entre Gêneros; Participação Democrática; Compreensão – Tolerância – Solidariedade; Comunicação Participativa e Livre Fluxo de Informações e Conhecimento; e Paz e Segurança Internacional.
A gestação de uma Cultura de Paz é um fato. Ela atende à necessidade vital de renovação e inovação na forma de sentir, pensar e ver; de avaliar nossas prioridades frente à diversidade de horizontes e consolidar a autonomia nos cenários local e global, aliando o poder criativo do humano ao princípio da interdependência que sustenta a rede de vida.




