Live com Beatriz Valle no Youtube da Palas Athena
O poder da palavra em tempos de excesso
Live com Beatriz Valle
Vivemos cercados por tecnologias e aparatos de comunicação, mas isso não significa que estamos, de fato, nos comunicando melhor. Em muitos momentos, as telas ocupam o nosso espaço de fala, o diálogo dá lugar à reação imediata e o excesso de informação acaba reduzindo nossa capacidade de escutar, compreender e construir sentido em conjunto. Que impactos isso produz em nossa convivência?
Na Semana Nelson Mandela, teremos a oportunidade de refletir sobre o poder transformador da comunicação. Vamos revisitar contribuições de pensadores como Johan Galtung, com seu conceito de paz positiva e de jornalismo para a paz, compreender por que a comunicação foi uma das maiores forças de Mandela, discutir como as primeiras experiências de diálogo em casa continuam moldando a forma como nos relacionamos com o mundo na vida adulta.
Também quero compartilhar reflexões sobre um fenômeno que tem marcado nosso tempo: o "sequestro dos sentidos", expressão apresentada por Júlio de Ló no último Fórum de Cultura de Paz e Não Violência. Em um ambiente cada vez mais acelerado, polarizado e mediado por algoritmos, que caminhos ainda temos para recuperar uma comunicação mais humana, responsável e comprometida com a convivência?
Será um encontro para todas as pessoas interessadas em compreender o papel da comunicação na construção de uma sociedade mais consciente, mais dialógica e menos violenta. Espero vocês para essa conversa!
Essa atividade é gratuita.
Não é necessario fazer inscrição.
Basta acessar o YouTube da Palas Athena no dia do Fórum:
Youtube.com/PalasAthenaBrasil
Atividade acessível – Tradução em Libras
Beatriz Valle - Jornalista, fundadora da BValle - Design de Narrativas. Atua como facilitadora de projetos de comunicação e design para organizações que buscam crescer com propósito, coerência e impacto. Também está à frente do MAPA da Comunicação, uma metodologia própria reconhecida como Startup Destaque em Marketing e Mídias, pelo InovAtiva Brasil, prêmio promovido pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o SEBRAE Nacional. É especialista em estratégias de comunicação, marcas e narrativas com atuação em múltiplas frentes que conectam posicionamento, experiência e reputação.

Esta iniciativa começou em 1999, quando um grupo de pessoas, movimentos e organizações sociais reuniu-se com a firme determinação de disseminar os 6 Princípios do Manifesto 2000 por uma Cultura de Paz e Não-violência, elaborado por laureados com o Prêmio Nobel da Paz em 1998, por ocasião das celebrações dos 50 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foram angariados em torno de 500 mil compromissos ao Manifesto, em papel, sem que consigamos mensurar o quanto este esforço se desdobrou por meios eletrônicos. No Brasil, houve 14 milhões, e no mundo, cerca de 70 milhões de adesões aos 6 princípios do Manifesto 2000: Respeitar a vida, Rejeitar a violência, Ser generoso, Ouvir para compreender, Preservar o Planeta e Redescobrir a solidariedade. Nestes tempos tão voláteis, nos quais tudo chama a atenção e nada a retém, sem enraizamento e/ou extensão, o Comitê manteve fidelidade aos seus propósitos. Tornou-se referência quanto aos princípios e valores de uma Cultura de Paz, inspirou ações em todo o País desde o âmbito da sociedade civil até as esferas dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Os 8 eixos da Declaração e Programa de Ação sobre uma Cultura de Paz da ONU/UNESCO são as diretrizes fundantes: Cultura de Paz através da Educação; Economia Sustentável e Desenvolvimento Social; Compromisso com Todos os Direitos Humanos; Equidade entre Gêneros; Participação Democrática; Compreensão – Tolerância – Solidariedade; Comunicação Participativa e Livre Fluxo de Informações e Conhecimento; e Paz e Segurança Internacional.
A gestação de uma Cultura de Paz é um fato. Ela atende à necessidade vital de renovação e inovação na forma de sentir, pensar e ver; de avaliar nossas prioridades frente à diversidade de horizontes e consolidar a autonomia nos cenários local e global, aliando o poder criativo do humano ao princípio da interdependência que sustenta a rede de vida.




