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  • Observação de Nuvens - Entrevista com o prof. Paulo Varella

    Repórter Eco


     

    Em entrevista ao programa Repórter Eco o geólogo e professor da Palas Athena Paulo Varella explica como é possível fazer a previsão do tempo a partir do formato das nuvens.

     
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  • O que é Anima e Animus na visão de Jung

    Denise Ribeiro - Palas Athena


    “O processo terapêutico, vivenciado nas sessões de análise entre o cliente e o terapeuta, como fez o próprio Jung, tem como um de seus objetivos a gradual conscientização dos padrões de manifestação da anima ou do animus nas atitudes do paciente. Dessa maneira, podemos enriquecer nossas vidas com a integração de um certo grau dessas entidades autônomas e, assim, também evitar suas manifestações mais exageradas e fora de proporção em nossas vidas”. O professor e psicanalista Marcelo Jordão tratará desses temas com maior profundidade nas palestras que dará em julho na Palas Athena. Nesta entrevista, ele antecipa parte dos conceitos que discutirá nas aulas.


    O que são anima e animus na visão de Jung?
    O animus e a anima constituem aspectos psicologicamente autônomos dentro de todos nós, isto é, temos pouco controle consciente sobre suas influências em nossas atitudes. Isso ocorre porque a raiz do animus e da anima está em nosso inconsciente. A anima é tida como o aspecto feminino presente em todo homem e que tanto pode atuar como uma mulher primitiva, tomada de um sentimento de fúria ou de ciúme, quanto como uma sabedoria feminina capaz de intuir sobre o funcionamento do mundo e da vida.
    O animus é o correspondente aspecto masculino presente na mulher, que pode atuar como um homem frio e violento ou apresentar a determinação masculina de se levar algo até o fim ou, ainda, como uma entidade que acaba inspirando espiritualmente a mulher.

    Uma mulher com grande capacidade de acolher as pessoas sem julgar, que goste de se relacionar e de receber pessoas e que se sinta viva e empolgada com a vida, apesar de suas complexidades, desafios e injustiças, pode, de repente, responder friamente a uma pessoa querida, falando “verdades” chocantes e trazendo para o presente situações há muito ocorridas que ficaram “atravessadas na garganta”.
    Um homem calmo e racional poderá, de repente, se surpreender com um ataque de mau-humor e então a menor provocação de fora despertará nele uma enxurrada de ressentimentos e reclamações de cunho emocional. A mudança é brusca e impressiona profundamente quem o observa, pois é como se algo houvesse tomado conta dele, algo que não tem nada a ver com sua personalidade dominante.

    Jung observou atentamente que, às vezes, ele próprio era tomado por esse repentino ataque de mau-humor e, aos poucos, reconheceu que suas reações nesse estado não correspondiam ao que ele pretendia conscientemente. Ele observou, ao longo dos anos, o mesmo tipo de padrão em seus clientes e, assim, ele elaborou os conceitos de anima e de animus.


    Como se deve proceder em relação à anima e ao animus? Com trabalho psicológico é possível integrar essas entidades do inconsciente?
    A integração de nossa contrapartida de gênero constitui um imenso desafio para o homem e para a mulher. Esse é um processo de trabalho árduo e contínuo e sem limite para acabar, já que não há um limite final para a integração. Trata-se de um trabalho para a vida toda.

    É importante avisar, no entanto, que as pessoas não devem se candidatar a esse trabalho guiadas por uma ambição de lucrar com tal integração. O trabalho de individuação (integração de conteúdos inconscientes) é muito diferente de um curso de pós-graduação ou de uma academia de ginástica, já que nele não há espaço para objetivos imediatistas e ambiciosos do tipo “quanto mais, melhor!”. O trabalho de individuação, como o da integração da anima/animus, é extremamente difícil e pode levar o candidato até mesmo para um resultado oposto ao de suas ambições conscientes! Sempre digo aos meus clientes: procure a terapia, se sentir uma necessidade de se melhorar como ser humano, não de melhorar seu currículo profissional para o mundo.

    Caso a pessoa já sinta há muito tempo a necessidade de se conhecer melhor ou até mesmo esteja sofrendo com a constante e inadequada manifestação (fora do controle consciente) de sua anima ou de seu animus, a terapia junguiana é indicada. Se o trabalho de integração dos conteúdos de anima/animus, para esse perfil, for bem sucedido, a pessoa irá aos poucos diminuir as manifestações exageradas da anima/animus em sua personalidade.

    Há como manter a anima/o animus em equilíbrio? Por que a identificação excessiva não é recomendável?
    Sim, há como manter a anima (para o homem) ou o animus (para a mulher) em equilíbrio com nossa personalidade. Para isso é preciso muito preparo e atenção para notar suas manifestações em nossas atitudes cotidianas e entender o que a anima/o animus quer de nós. Não para fornecer-lhe exatamente o que é exigido, mas sim para abrir uma espécie de canal de discussão que possa encontrar maneiras de integrar (ou apenas reconhecer) suas demandas à nossa vida.

    Um homem muito másculo, que pense quase sempre em conquistas e poder, por exemplo, poderá perceber um chamado interno (da anima) para voltar sua atenção a coisas mais sensíveis e imateriais. Talvez ele atenda a essa demanda interna e, aos poucos, encontre nisso o necessário equilíbrio à sua intensidade masculina primária. Pode também ocorrer, no entanto, que tal chamado apenas o irrite e ele o reprimirá, evitando sua mudança e cortando o canal de comunicação com sua anima.

    Se esse canal de comunicação e de negociação não estiver aberto e funcionando de modo saudável, a anima (ou o animus) irá se tornar cada vez mais forte e ameaçadora até o momento em que seus conteúdos irão irromper em nossa personalidade, por bem ou por mal. O homem másculo de nosso exemplo acima pode, eventualmente, caso esteja reprimindo a manifestação de sua anima, cair num choro compulsivo ao entrar em contato com algum conteúdo emotivo. A anima potencializada se fez manifestar para seu grande incômodo e vergonha.

    O cenário descrito até aqui se refere à anima (ou animus) que não encontra espaço para ser ouvida ou integrada à personalidade de alguém. Há, no entanto, uma outra ocorrência bastante comum atualmente: quando o homem está demasiadamente identificado com a anima, ou a mulher, com seu animus.
    Nesse caso, o homem irá promover predominantemente seus aspectos femininos em detrimento de sua natureza masculina (independentemente de sua opção sexual), valorizando sua sensibilidade, dotes artísticos e espontaneidade, em detrimento de sua agressividade e assertividade primitivas. No caso da mulher, ocorrerá o oposto: ela desenvolverá atributos masculinos em detrimento dos femininos.

    Essa identificação excessiva com a anima (ou animus) traz outra gama de conflitos ao indivíduo. Pacientes homens, desse perfil, normalmente se queixam de insegurança em seu contato com o mundo. São pessoas normalmente muito afáveis e sensíveis que se associam a outras pessoas mais fortes no mundo (muitas vezes suas próprias mulheres ou mães) para que os ajudem a enfrentar os desafios da vida.
    As mulheres, nessa situação de identificação excessiva com o animus, queixam-se de falta de espontaneidade e de energia para enfrentar suas inúmeras obrigações cotidianas, como se a vida se resumisse a uma lista muito grande de desafios que é automaticamente renovada a cada dia. Tais mulheres também normalmente se associam a pessoas mais sensíveis e espontâneas, tentando complementar assim o que lhes falta.

    É importante destacar que aqui não há espaço para conceitos simplistas de certo ou errado ou de melhor ou pior. Tudo depende de como o indivíduo se sente e do que seus sonhos pedem dele. Eu posso até achar que uma pessoa está excessivamente identificada com sua anima (ou animus), mas, se ela não sente isso como um problema e não há nenhuma demanda específica em seus sonhos, não há indicação de mexer nessa questão. No caso específico das mulheres, por que a “revolta contra as injustiças do mundo” pode ser um problema e não uma vantagem para o indivíduo?

    Essa é uma questão complexa e novamente vai muito além de avaliações simplistas sobre o que é certo ou errado. É natural querermos melhorar as condições de nossas vidas e das pessoas de que gostamos; muitas vezes, queremos até mesmo melhorar o mundo. No entanto, em minha experiência, mulheres que se incomodam com uma identificação excessiva com o animus (ou o espírito da verdade), apresentam, como uma das principais queixas, um sentimento de raiva e impotência diante das injustiças da vida e do mundo. Essa situação pode gerar atitudes neuróticas incapacitantes.

    Tive uma paciente, por exemplo, que não conseguia desligar do noticiário, ela pulava de um canal a outro na televisão e também checava a internet em busca de notícias. Isso a incomodava mas ela não conseguia se conter. Não é nenhuma surpresa o fato de que, quando eu a confrontava, pedindo para ela citar algo positivo que havia ouvido em todas essas noticias, ela raramente conseguisse relatar algo. Estava à caça de injustiças 24h por dia! Ela estava permanentemente revoltada com o mundo e pensava possuir várias soluções (simplistas) para os conflitos da humanidade.

    Não creio que o mundo possa ser “consertado”, pois ainda que existisse um gênio da lâmpada que nos concedesse tal realização, esse mundo ideal variaria demais dependendo de que quem o idealizaria. Cada um de nós tem ideais próprios para o mundo e não necessariamente representativos.
    Portanto, ainda que o mundo pudesse ser consertado, quem disse que chegaríamos a um consenso sobre o modelo final? Costumo provocar os pacientes dizendo que, se a questão das injustiças fosse simples de resolver, nós poderíamos dispensar advogados e juízes de suas funções! E não somente eles, poderíamos acabar com toda a complexidade dos trâmites da justiça! Se a verdade e a justiça fossem tão simples de se definir, qualquer um saberia julgar e condenar e todos os demais concordariam imediatamente com o veredicto de qualquer indivíduo.

    Conceitos como o de justiça, da verdade e até mesmo do que é certo dependem de uma elaboração coletiva e possuirão, portanto, um grande grau de subjetividade. Buscar a verdade e a justiça coletiva absolutas é o mesmo que tentar definir a mulher mais bonita do mundo ou o melhor vinho já produzido! Como eu disse, essa é uma questão bastante complexa e, quando a pessoa sofre das neuroses resultantes de um insaciável senso de injustiça, talvez seja melhor considerar lidar com esse problema por meio da terapia junguiana. Assim como o conceito da verdade absoluta, aqui também não existe uma saída simplista a ser ofertada a essas pessoas.


    Próximo curso com prof. Marcelo Jordão
    Animus - O espírito da verdade na mulher

    Data: 21 de julho de 2015
    Horário: terça-feira, 19h30 a 21h30
    Informações e inscrições: http://www.palasathena.org.br/curso_detalhe.php?curso_id=444
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  • 1º Semana Nelson Mandela - uma noite de palestras e expressões artísticas
    A Palas Athena em parceria com o Sesc, o Consulado Geral da República África do Sul no Brasil e com o apoio institucional da UNESCO apresentou, no dia 7 de julho, a 1ª Semana Nelson Mandela.

    O encontrou contou com a presença da diplomata Mmaikeletsi Melanie Dube, do Prof. Dr. Kabengele Munanga e da Profa. Dra. Vera Lúcia Benedito. A abertura ficou por conta do grupo Gumboot Dance Brasil e o encerramento a cargo da Cia Treme Terra.

    Fotos: Roger Cipó.

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  • "Manual Prático - Mindfulness", novo livro da Palas Athena Editora

    Assessoria de Imprensa


     

    A Associação Palas Athena Editora lança, em junho, o livro "Manual Prático - Mindfulness. Curiosidade e aceitação", dos autores Javier García Campayo e Marcelo Demarzo.

    Mindfulness ou “atenção plena” é um estado mental que nos permite ancorar no momento presente, de modo totalmente consciente e com aceitação da experiência. Esse estado de consciência, descrito em várias culturas e tradições espirituais, associa-se a uma sensação de bem-estar e plenitude.

    Mindfulness também descreve a técnica que nos permite alcançar esse estado. É uma psicoterapia de terceira geração, sobre a qual existe uma importante evidência científica, que se fundamenta em práticas meditativas orientais adaptadas a um cenário secular e universal, sem qualquer orientação religiosa específica.

    Mindfulness tem demonstrado sua eficácia tanto no tratamento de doenças psiquiátricas (depressão, ansiedade ou obsessões) como médicas (dor, hipertensão ou câncer). Também é empregada com êxito em ambientes educativos, no âmbito empresarial ou no mundo dos esportes. A difusão desta técnica em todos os países e em todos os campos, nos faz assistir a uma autêntica “revolução mindful”, com epicentro nos Estados Unidos.

    Este livro é um manual completo da prática que nos permite desenvolver a experiência de mindfulness, útil tanto para as pessoas que não possuem nenhum conhecimento prévio do tema, como para aquelas que meditam há anos.

    É o livro de texto do Mestrado de Mindfulness da Universidad de Zaragoza — o primeiro sobre este tema desenvolvido em uma universidade espanhola.

    Na ocasião, os autores ministrarão uma palestra intitulada Mindfulness: conceitos, benefícios e aplicações.

    Data: sábado, 27 de junho de 2015, às 19h30
    Local: Palas Athena - Alameda Lorena, 355 - Jardim Paulista, SP

    Fone: 3266-6188 | www.palasathena.org.br
    Temos convênio com o estacionamento em frente, Start Park

    Entrada Franca - Não é necessário fazer inscrição prévia.


    Sobre os autores Javier García Campayo é Professor Titular de Psiquiatria na Universidad de Zaragoza, e Psiquiatra no Hospital Miguel Servet de Zaragoza, Espanha. Presidente da Sociedade Espanhola de Medicina Psicossomática e assessor da Estratégia Nacional em Saúde Mental. É investigador do Instituto Aragonés de Ciências da Saúde. Autor de dez livros científicos, e de mais de 200 artigos científicos sobre dor, fibromialgia, depressão e mindfulness. Dirige o prestigiado Máster de Mindfulness da Universidad de Zaragoza.

    Marcelo Demarzo é Médico de Família e Comunidade, Docente do Departamento de Medicina Preventiva da Escola Paulista de Medicina – UNIFESP, e Coordenador do “Mente Aberta” – Centro Brasileiro de Mindfulness e Promoção da Saúde – UNIFESP. Especializado em Mindfulness pela Universidade de Massachusetts (EUA) com Jon Kabat-Zinn e Saki Santorelli, e pelo Instituto Breathworks (Inglaterra). É pesquisador em Mindfulness, com especial interesse na implementação de Mindfulness na Atenção Primária à Saúde (APS) e no Sistema Único de Saúde (SUS).
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  • Nasce o primeiro livro em português sobre evolução humana

    Walter Neves


     

    Uma boa notícia está chegando para os interessados no estudo sobre a evolução humana - um dos campos mais fascinantes da ciência, tanto para a comunidade acadêmica quanto para o público em geral. Será lançado no dia 9 de maio “Assim Caminhou a Humanidade...”, o primeiro livro em português abrangendo desde as origens dos primatas, os primeiros passos bípedes, a expansão pelo mundo, até a explosão criativa que nos fez Homo sapiens com comportamento moderno.

    O livro foi organizado por Walter Neves, Miguel Rangel e Rui Murrieta, todos do Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos (LEEH-USP), do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo. “Fizemos uma obra com linguagem acessível, para atingir dois públicos: o público leigo, apaixonado pelo processo de hominização, e o público universitário, principalmente das áreas de Arqueologia, Antropologia e Biologia Evolutiva”, afirma o professor Walter, que é coordenador do LEEH. Ele destaca que o livro foi escrito “a partir de um curso de pós-graduação, em que os próprios alunos foram autores dos capítulos, e de imagens e fotografias derivadas da maior coleção de réplicas de hominínios fósseis da América Latina (a coleção Thomas Van der Lann)”.

    Na introdução do livro, Reinaldo José Lopes, repórter e colunista da editoria de Ciência e Saúde da Folha de S.Paulo, escreve: “Assim Caminhou a Humanidade... explica de modo sucinto e claro não apenas o que achamos que sabemos sobre a gênese dos primatas e do homem moderno, mas principalmente como sabemos, dando a devida atenção aos métodos e à formulação cuidadosa de hipóteses que caracterizam toda forma de boa ciência. A linguagem dos capítulos, embora em nenhum momento abandone a precisão acadêmica, é compreensível para qualquer pessoa”.

    O livro será lançado pela Palas Athena Editora, às 19h do dia 9 de maio (sábado), na Alameda Lorena, 355, em São Paulo, e contará com a palestra de um dos organizadores da obra, professor Rui Murrieta, do LEEH-USP, sobre “A Evolução da Complexidade Social”.



    Sobre os organizadores
    Walter Neves é Professor Titular do Departamento de Genética e Biologia Evolutiva do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (USP), onde coordena o Laboratório de Estudos Evolutivos Humanos, fundado em 1994. Tem formação e produção científica nas áreas de Arqueologia, Biologia Evolutiva, Antropologia e Paleontologia. Desde o início de sua carreira, dedica-se à divulgação científica para o grande público. É autor, entre outros, de “O Povo de Luzia” (Editora Globo) e “Um esqueleto incomoda muita gente” (Editora UNICAMP). No momento, dedica-se ao estudo da origem do homem no continente americano e à saída do gênero Homo da África.

    Miguel José Rangel Junior é Doutorando do Laboratório de Neuroanatomia Funcional do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo e é Bacharel em Ciências Biológicas também pela USP. Atualmente, estuda bases neurais dos comportamentos sociais em roedores, especificamente derrota social e agressão em ratos machos e vias de formação de memória que envolvem o hipotálamo e o tálamo.

    Rui Murrieta obteve Licenciatura Plena em História na Universidade Federal do Pará, em 1990. Graduou-se Mestre em Antropologia em 1994, pela Universidade do Colorado, em Boulder, nos Estados Unidos. Em 2000, obteve o grau de Doutor, também em Antropologia, na mesma instituição. Atualmente, é Professor Doutor no Departamento de Genética e Biologia Evolutiva no Instituto de Biociências da USP. Tem desenvolvido pesquisa na área de Antropologia Evolutiva, com ênfase em adaptação humana à floresta tropical. Nos últimos anos, iniciou pesquisa sobre a Ecologia Histórica do Vale de Lambayeque, na costa norte do Peru, com foco na domesticação e na sua relação com a evolução da complexidade emergente na região


    FICHA TÉCNICA
    Título: Assim caminhou a humanidade
    Editora: Palas Athena
    Gênero: Antropologia
    Capa: Brochura
    Preço: R$ 58,00
    Número de páginas: 320 páginas
    Formato: 16x23
    ISBN: 978-85-60804-25-2
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  • 2015

    SEMINÁRIOS INTERNACIONAIS 2015

    Treinamento em compaixão na abordagem cognitiva
    - Oito passos para ganhar resiliência, melhorar relacionamentos e fomentar o valor humano universal da compaixão em si e nos outros
    05 de fevereiro de 2015 Curso Intensivo Internacional - Palas Athena Geshe Lobsang Tenzi Negi e Lama Rinchen Apresentação da pós graduação em transformação de conflito 09 de abril de 2015 Encontro Internacional - Entrada franca - Palas Athena Wolfgang Dietrich O potencial do conflito para promover mudanças positivas - Método elicitivo de transformação de conflitos 10 de abril de 2015 Seminário Internacional - Palas Athena Wolfgang Dietrich O que nos ocultaram sobre o altruísmo - perspectivas biológicas, culturais e evolutivas 17 de maio de 2015 Seminário Internacional - Palas Athena Matthieu Ricard A revolução do altruísmo 17 de maio de 2015 Lançamento de livro - Entrada franca - Palas Athena Matthieu Ricard Altruísmo e o desafio ambiental  18 de maio de 2015 Palestra Internacional - Entrada franca -  Editora Abril Matthieu Ricard A ciência do altruísmo 19 de maio de 2015 Encontro Internacional - Entrada franca - Hospital Albert Einstein  Matthieu Ricard Oficina de Cestaria: encontrando a dignidade das coisas 01 de setembro de 2015 Encontro Internacional - Palas Athena Kiyomi Maruyama
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  • Somos todos iguais: a luta pela diversidade e contra o preconceito

    Planeta Sustentável - Suzana Camargo


    “Eu tenho um sonho que um dia meus filhos irão viver numa nação onde eles não serão julgados pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.

    A frase, que faz parte de um dos textos mais famosos da história – não somente a americana, mas a mundial – foi dita pelo reverendo e ativista negro Martin Luther King, durante seu discurso “I have a dream”, em 1963, em Washington D.C., capital dos Estados Unidos, diante de uma plateia enorme de pessoas, que lutavam pelos direitos raciais.

    Se Martin Luther King não tivesse sido assassinado e ainda estivesse vivo, ele veria um país bem diferente nos dias de hoje. Menos de 50 anos depois de seu inesquecível discurso, os Estados Unidos elegeram seu primeiro presidente negro, que se chama Barack Hussein Obama. Filho de um queniano com uma americana, formou-se em Direito na mais prestigiada universidade daquele país: Harvard.

    Assim como Obama, o americano Raphaël Sambou acredita que muito de seu sucesso pessoal e profissional se deve a Luther King. Foi o diplomata quem relembrou a história acima. “Eu não estaria aqui hoje se não fosse por ele e outros tantos ativistas americanos”, disse.

    Sambou foi um dos convidados a participar da 12ª Semana Martin Luther King, promovida pela Associação Palas Athena, no Sesc Vila Mariana, em São Paulo. Com apoio institucional da Unesco e do Consulado Geral dos Estados Unidos, o encontro teve dois temas “Diversidade nos Estados Unidos – Uma Perspectiva Atual” e “Linha de Montagem do Preconceito – Reprodução de Uma Mentira”.

    Para a primeira rodada de conversa, além de Raphaël Sambou, outro diplomata do Consulado Americano, Christopher Johnson também deu seu depoimento. Já sobre preconceito, falaram Alexandra Loras, consulesa da França em São Paulo, Renato Janine Ribeiro, ministro da Educação e Thiago Tobias, representante da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação.

    Logo no início do evento, Raphaël Sambou contou sobre sua trajetória e os avanços que a comunidade negra conquistou em seu país. Apesar da abolição da escravatura ter sido proclamada em 1863 nos Estados Unidos, apenas cem anos depois os negros ganharam direito ao voto. “Mas hoje, além de Barack Obama, temos muitos negros à frente de grandes multinacionais também”, afirmou. “Já percorremos um longo caminho, entretanto, temos muito ainda a vencer. A marcha de Selma não terminou”, referindo-se à caminhada histórica de manifestantes no Alabama, estado onde aconteceram confrontos trágicos por causa do racismo.

    O diplomata americano destacou que o preconceito contra os negros persiste nos Estados Unidos. Recentemente, jovens foram assassinados no país por policiais –claramente por causa da cor de sua pele. Nas prisões americanas, 1,7 milhão de detentos são negros.

    Filho de uma imigrante da Nicarágua e pai caribenho, o diplomata negro Christopher Johnson contou que sofreu muito preconceito mesmo dentro de sua comunidade. Por não ter a pele tão negra, era visto como “mais branco do que os outros”. “A imagem do americano africano em meu país ainda é negativa”, acredita.

    É justamente como é passada a imagem dos negros, não somente nos Estados Unidos, como em todo mundo – mesmo aqui no Brasil e sobretudo na França – que Alexandra Loras se tornou uma ativista e palestrante sobre o assunto. “Por gerações e gerações fomos condicionados a pensar que homens eram superiores às mulheres, assim como negros eram inferiores aos brancos”.

    A consulesa mostrou um vídeo chocante, realizado na década de 50, em que crianças americanas eram confrontadas com bonecas negras e brancas e questionadas quais eram boas ou más. “Imaginem um mundo em que todos os inventores, filósofos e artistas fossem negros. E nas páginas dos livros, só aparecessem duas páginas de seus ancestrais – brancos – que haviam sido escravizados”, disse.

    Ao comparar a quantidade de escravos trazida para o Brasil com a daqueles levados aos Estados Unidos, Alexandra falou que em nosso país, o número foi muito maior. Todavia, eles se transformaram numa massa invisível. Ela defende que a imagem do negro deva ser trabalhada de maneira diferente nos livros didáticos e nomes como Teodoro Sampaio, Machado de Assis ou André Rebouças – todos negros – sejam mais valorizados. É hora de parar de buscar culpados. “Precisamos contar coisas positivas, melhorar a autoestima. Não são brancos contra negros, somos todos iguais”.

    Filósofo e professor de Ética e Filosofia Política da USP, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro falou sobre tolerância. Segundo ele, temos que aprender com os outros, mesmo que pensemos de forma diferente. Como único branco do debate, como se intitulou, o ministro afirmou que os brancos não são culpados pelo preconceito, mas são responsáveis.

    “A maior vergonha é sermos indiferentes ao racismo e ao preconceito”, ressalta Ribeiro. Ele citou Charles Darwin, que ao deixar o Brasil, teria dito que nunca mais queria pisar num país onde houvesse escravidão.

    Convidado pelo ministro, Thiago Tobias explicou como é o trabalho da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do governo. O órgão busca integrar ao ensino do país as minorias – negros, mulheres, indígenas. “Somente o encontro entre inclusão, tolerância e ética vai conseguir superar as desigualdadesno Brasil”.

    Uma das principais lições que ficou da noite que discutiu diversidade e preconceito veio da francesa Alexandra Loras. Depois de uma infância difícil, em que sofreu muito com o racismo, hoje a mulher linda e bem-sucedida – orgulhosa da cor de sua pele – prega que “o passado não pode definir nosso futuro”.

    Ela é certamente um exemplo disso. E é nosso dever fazer com que todos tenham oportunidades iguais e nossa sociedade seja tolerante e aberta à diversidade.

    Matéria original disponível: http://planetasustentavel.abril.com.br/
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  • Tributo Floral à estatua de Gandhi com mosaico de seus pensamentos

    Assessoria de Imprensa


     

    Em 30 de janeiro se completa 67 anos da morte do Mahatma Gandhi e, para evocar sua capacidade singular de levar o conhecimento à ação, a Palas Athena, em parceria com o Consulado Geral da Índia e o Centro Cultural da Índia, promoveram o Tributo Floral à estatua de Gandhi.




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