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  • 194º Fórum de Cultura de Paz e Não Violência

    Em adesão ao Dia Internacional da Mulher

    Três mulheres que mudaram o mundo para Melhor
    Reflexões com Ligia Fonseca, Luiza Tanaka e Lourdes Alves


    NÍSIA FLORESTA

    Nasceu em 1810 no interior do Rio Grande do Norte, em um Brasil monarquista, escravocrata e patriarcal. Aos 22 anos escreve Os Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, seu primeiro livro. Muitos outros se seguiram, defendendo os direitos das mulheres, dos povos indígenas e das pessoas escravizadas. Abriu uma escola para meninas, para ensinar muito mais do que prendas domésticas e boas maneiras: gramática, escrita, matemática, ciências e línguas estrangeiras. Sob críticas e ataques machistas de jornais da época, ela abriu caminho para gerações de mulheres e levantou causas importantes para criar um mundo melhor.

    •A Ph.D. Ligia Fonseca Ferreira, professora associada do Dep. de Letras da UNIFESP, com doutorado em Letras pela Sorbone-França, destacará a ousadia dessa brasileira que denunciou as injustiças infringidas a mulheres, indígenas e afrodescendentes.


    FLORENCE NIGHTINGALE

    Nascida em 1820 numa família inglesa abastada, frequentou boas escolas, e esperava-se que ela casasse com um cavalheiro de estirpe, tivesse filhos e cuidasse da casa e da família. Ela gostava de matemática, mas não lhe foi permitido seguir essa carreira. Em uma viagem ao Egito, visitando hospitais, foi despertada sua vocação para a Enfermagem, apesar de esta não ser uma atividade profissionalizada na época. Criou uma escola de Enfermagem. Com coragem, uma pequena equipe e sua capacidade de observação, ela trabalhou nos hospitais de guerra sob condições insalubres. Suas descobertas reduziram drasticamente a mortalidade dos soldados, e ainda nos beneficiam até hoje.

    • A Ph.D. Luiza Hiromi Tanaka, doutora em Enfermagem pela USP, professora orientadora do Programa de Pós-graduação em Enfermagem na UNIFESP, refletirá sobre o pioneirismo vigente de Nightingale.


    WANGARI MAATHAI

    Natural do Quênia, nasceu em 1940 e foi a primeira mulher africana a obter um doutorado. Sua formação em Biologia foi seguida de mestrado e doutorado nos Estados Unidos e na Alemanha. Como presidente do Conselho Nacional de Mulheres do Quênia, lançou a ideia de plantar árvores com a população. O Movimento Cinturão Verde plantou mais de 20 milhões de árvores, e se engajou em campanhas contra grilagem de terras, alocação predatória de áreas florestais e em favor do cancelamento das dívidas impagáveis dos países pobres da África. Reconhecida internacionalmente por sua luta pela democracia, direitos humanos e conservação ambiental, recebeu dezenas de prestigiosos prêmios internacionais, inclusive o Nobel da Paz em 2004.  

    • A educadora e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, Profa. Lourdes Alves de Souza falará sobre o ativismo político na esfera ambiental da primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz.

     

    10 de março de 2026  •  terça-feira  •  19h 
    YouTube da Palas Athena: www.youtube.com/palasathenabrasil
    Atividade acessível – Tradução em Libras

     


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