Em adesão ao Dia Internacional da Mulher
Três mulheres que mudaram o mundo para Melhor
Reflexões com Ligia Fonseca, Luiza Tanaka e Lourdes Alves
NÍSIA FLORESTA
Nasceu em 1810 no interior do Rio Grande do Norte, em um Brasil monarquista, escravocrata e patriarcal. Aos 22 anos escreve Os Direitos das Mulheres e Injustiça dos Homens, seu primeiro livro. Muitos outros se seguiram, defendendo os direitos das mulheres, dos povos indígenas e das pessoas escravizadas. Abriu uma escola para meninas, para ensinar muito mais do que prendas domésticas e boas maneiras: gramática, escrita, matemática, ciências e línguas estrangeiras. Sob críticas e ataques machistas de jornais da época, ela abriu caminho para gerações de mulheres e levantou causas importantes para criar um mundo melhor.
•A Ph.D. Ligia Fonseca Ferreira, professora associada do Dep. de Letras da UNIFESP, com doutorado em Letras pela Sorbone-França, destacará a ousadia dessa brasileira que denunciou as injustiças infringidas a mulheres, indígenas e afrodescendentes.
FLORENCE NIGHTINGALE
Nascida em 1820 numa família inglesa abastada, frequentou boas escolas, e esperava-se que ela casasse com um cavalheiro de estirpe, tivesse filhos e cuidasse da casa e da família. Ela gostava de matemática, mas não lhe foi permitido seguir essa carreira. Em uma viagem ao Egito, visitando hospitais, foi despertada sua vocação para a Enfermagem, apesar de esta não ser uma atividade profissionalizada na época. Criou uma escola de Enfermagem. Com coragem, uma pequena equipe e sua capacidade de observação, ela trabalhou nos hospitais de guerra sob condições insalubres. Suas descobertas reduziram drasticamente a mortalidade dos soldados, e ainda nos beneficiam até hoje.
• A Ph.D. Luiza Hiromi Tanaka, doutora em Enfermagem pela USP, professora orientadora do Programa de Pós-graduação em Enfermagem na UNIFESP, refletirá sobre o pioneirismo vigente de Nightingale.
WANGARI MAATHAI
Natural do Quênia, nasceu em 1940 e foi a primeira mulher africana a obter um doutorado. Sua formação em Biologia foi seguida de mestrado e doutorado nos Estados Unidos e na Alemanha. Como presidente do Conselho Nacional de Mulheres do Quênia, lançou a ideia de plantar árvores com a população. O Movimento Cinturão Verde plantou mais de 20 milhões de árvores, e se engajou em campanhas contra grilagem de terras, alocação predatória de áreas florestais e em favor do cancelamento das dívidas impagáveis dos países pobres da África. Reconhecida internacionalmente por sua luta pela democracia, direitos humanos e conservação ambiental, recebeu dezenas de prestigiosos prêmios internacionais, inclusive o Nobel da Paz em 2004.
• A educadora e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP, Profa. Lourdes Alves de Souza falará sobre o ativismo político na esfera ambiental da primeira mulher africana a receber o Prêmio Nobel da Paz.
10 de março de 2026 • terça-feira • 19h
YouTube da Palas Athena: www.youtube.com/palasathenabrasil
Atividade acessível – Tradução em Libras





